LEIGOS REDENTORISTAS

ASSEMBLEIA DOS LEIGOS REDENTORISTAS -

DE 03 A 05 DE AGOSTO DE 2018

Ata da assembleia do Leigos Redentoristas,

realizada nos dias 03, 04 e 05 de agosto de 2018

Durante os dias 03, 04 e 05 do mês de agosto de 2018 (dois mil e dezoito), na cidade de Apa-recida, município de Aparecida, estado de São Paulo, estiveram reunidos em assembleia, no Seminário Redentorista Santo Afonso, localizado na Rua Padre Claro Monteiro, número 152 (cento e cinquenta e dois), os leigos redentoristas sob coordenação da equipe provincial para os Leigos Redentoristas da Província de São Paulo, constituída pelos seguintes membros: Pe. Fá-bio Evaristo, Pe. Luís Carlos de Oliveira, Pe. Antônio Dezidério, Pe. Jorge Sampaio e o Fr. Rimar Diniz. O Pe. Fábio Evaristo assumiu a coordenação da assembleia, o qual convidou a mim, Fr. Rimar Diniz, e ao Fr. Diego Antônio para secretariar as sessões e redigir a respectiva ata. Os núcleos de Leigos presentes são: Núcleo de Aparecida: Valdecir, Ângela Maria, Itamar Castilho, Walmir Assis; Núcleo de Diadema: Almira Salete, Ester Calchiano, Fábio Pavanello, Fernando Ferreira, Maria Hermínia e Fr. Diego Antônio (Acompanha o grupo); Núcleo de Ara-raquara: Marcelo Pastore, Maria Augusta, Zeli Moreira, Álvaro Rodrigues, Rosana Cristina e Maria Aparecida; Núcleo Cidade de Tiradentes: Marlene e Helena. Os núcleos de São João da Boa Vista, de Campinas e de Tietê estavam ausentes. Os demais presentes eram representantes dos outros grupos constituintes dos Leigos Redentoristas, que são: UNESER: Antônio João Thozzi, José Roberto Staliano, Jonival Côrtes, José Vicente, Antônio Claudio e Pe. Toninho Dezidério (Acompanhante do Grupo); JUMIRE: Olivia Maria, Thais Goes e Felipe. Observa-se também que não esteve presente nenhum membro do grupo dos oblatos.

PRIMEIRO DIA

Sexta-Feira, 03 de agosto

O período da tarde e o início da noite foi reservado para a chegada dos participantes da Assem-bleia. Depois do jantar, embora ainda ausentes os membros do Núcleo de Diadema e alguns do Núcleo de Aparecida, realizou-se uma reunião às 20 horas para a apresentação da proposta de trabalho. O Pe. Fábio Evaristo acolheu os presentes e pediu à luz do Espirito Santo para o En-contro. Posteriormente, foi lida a carta do Superior Geral Pe. Michael Brehl por ocasião do ano do Laicato. Em seguida, o Pe. Inácio de Medeiros, Provincial da Província de São Paulo, deu as boas-vindas aos presentes e proferiu algumas palavras. Relembrou alguns pontos sobre o processo de reestruturação e chamou a atenção para o resgate da identidade do Leigo na missão redentorista: "O espaço que os leigos ocupam parte da originalidade de nossa missão. A Con-gregação bem como a nossa Província estão vivendo um tempo novo, de alegria e de esperança, que é a Reestruturação. O trabalho com os leigos não decorre da falta de padres e de religiosos para a missão. Busca-se resgatar o papel da missão do leigo em sua originalidade junto da mis-são redentorista". Chamou a atenção ainda para o perigo da clericalização dos Leigos, de modo que esses devem assumir a sua missão dentro de seu estado de vida, sem almejar o estado cle-rical. Por fim, o Pe. Fábio encerrou o encontro rezando a oração da Salve Rainha e fazendo as orientações para o dia seguinte.

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SEGUNDO DIA

Dia 04 de agosto, Sábado

O dia de hoje começou com a oração da manhã a Santo Afonso conduzida pelo Pe. Luís Carlos de Oliveira. Logo após o café, iniciaram-se os trabalhos da manhã, sendo conduzidas pelo Pe. Fábio Evaristo, o qual deu as boas-vindas aos presentes. Posteriormente, ele apresentou a pro-gramação da Assembleia (ver Anexo I). Em seguida, o Pe. Inácio de Medeiros, superior provin-cial, apresentou a Comunicanda 1, publicada pelo Governo Geral da Congregação, por ocasião da celebração do Capítulo Geral (2016), com o tema: "Testemunhas do Redentor: solidários para a missão em um mundo ferido". A seu ver, para compreendermos a dinâmica organizaci-onal da Congregação é necessário integrarmos a dimensão institucional ao carisma, de modo que o equilíbrio e a manutenção dessas duas realidades impulsionem a missão evangelizadora fundada por Santo Afonso. Afirmou ainda: "Isso vale para qualquer grupo humano. A institui-ção não pode ser mais forte do que o carisma, porque senão ela o mata. Para que o carisma possa se desenvolver é necessário a Instituição. A Instituição está a serviço do carisma. Se a Instituição for mais forte que o carisma ela o faz fracassar. Diversas congregações desaparece-ram porque não foram capazes de adaptar o carisma às diversas realidades sociais no mundo atual. Neste sentindo, os documentos capitulares visam, antes de tudo, estabelecer prioridades para a ação apostólica e, dentre elas, a missão compartilhada com os leigos e leigas. A Congre-gação, reconhecendo a valiosa colaboração do laicato, busca estabelecer uma relação de parce-ria, colaborando mutuamente com as diversas modalidades, organismos e comissões". O Pe. Inácio enfatizou ainda a necessidade de se revitalizar o plano apostólico da missão redentorista plasmado à realidade dos leigos, os quais se associam, também, ao espírito reestruturador da Congregação como membros ativos e integrantes da missão. A comunicanda 1, particular-mente, reserva uma boa parte do texto para evidenciar esta realidade. Desse modo, como a Congregação cresce no tempo e no espaço, ela precisa também de uma reorganização territorial. E considerou: "é necessário repensarmos as prioridades de nossa missão. No caso da Igreja no Brasil os olhos se voltam para a Amazônia, lugar onde a presença da Igreja e da Congregação é pequena". Ao encerrar a partilha do Pe. Inácio, o Pe. Fábio Evaristo conduziu a apresentação dos presentes e, novamente, reforçou a acolhida e a importância de todos na assembleia. Em seguida, ele fez os encaminhamentos para a realização dos trabalhos em grupo. A atividade consiste em discutir partes do diretório, de modo que todos possam tomar ciência do texto e, assim, propor modificações e/ou sugestões de acréscimos. Optou-se por realizar essas discus-sões nos próprios grupos de leigos e núcleos. Para este primeiro momento, os grupos irão se debruçar na primeira parte do Diretório, a qual abarca os números de 01 a 49.

PLENÁRIO I

Após o período de trabalhos, os grupos retornaram para o Plenário. Tomando a palavra, o Pe. Fabio apresentou a comissão de confrades que acompanham os leigos e leigas redentoristas na província de São Paulo. Em seguida, deu-se início à apresentação do resultado das partilhas em grupo. Segue a ordem das apresentações com suas respectivas propostas:

 Grupo Núcleo de Araraquara

Realizou sua apresentação, mas não entregou nenhum material para que pudesse constar na presente ata.

 Grupo Núcleo de Aparecida

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Afirmou não ter nenhuma observação a acrescentar ou a retirar na referida parte do Di-retório.

 Grupo UNESER

Item 38

De um representante para dois representantes.

 Grupo Núcleo de Diadema

Núcleo de Diadema (Diretório n. 1 a 49)

n. 3: especificar todos as associações e grupos que pertencem a categoria "Leigos Redentoris-tas" (leigos redentoristas, Jumire, Uneser).

n. 7:

e. manter formação permanente

f. ter abertura e zelo na vivência comunitária

n. 10: ser promotor da justiça social no ambiente de trabalho e estudos.

n. 18: a Comissão Provincial para Leigos deve verificar a participação dos Oblatos nas reuniões dos núcleos.

n. 33: carência do núcleo de Diadema de um Diretor Espiritual efetivo.

 Grupo Núcleo Tiradentes / JUMIRE

Introdução:

Item 4 - Fazer um Link com a comunicanda que o Leigo não é apenas um destinatário mais um parceiro para realizar os objetivos das prioridades apostólicas da CSsR

O Leigo Redentorista

Item 7 - Acrescentar como uma das condições essenciais a Vocação de Leigo na igreja e leigo Redentorista.

Eclesialidade e Participação na Missão Redentorista

Item 12 - C Fica vago o Apoio e reconhecimento desses grupos que estão inseridos em paro-quias Redentoristas. A quem recorresse na direção espiritual? Sugestão: Acolhe, Acompanha, Cuida...

a. Oblatos redentoristas

Sentimos falta da participação dos mesmos

B. Pastoral juvenil e Juventude Missionária Redentorista

Item 22: Trocar "Comunidade Eclesial" por: Nas Dimensões Social, pastoral e Missionária

Item 24: Acrescentar que também há uma formação e ligação com a Comissão Nacional para a Juventude Missionária Redentorista

Item 25: Haver uma Integração/ ligação de transição de jumire para outras frentes de trabalhos Leigos.

Item 26: "Tirar o nome Casais" pois em nossa realidade, não há casais suficiente que possam assumir tal atividade.

D. Uneser

Não há no diretório sobre a transição do jovem que se desliga da vida de seminário para a participação da uneser.

Dada as colocações dos grupos, o Pe. Jorge Sampaio observou, acerca do questionamento do grupo "Núcleo Tiradentes / JUMIRE", que o oblato é um título dado a benfeitores da Congre-gação. Ressaltou ainda que o presente Diretório em estudo deve conter apenas diretrizes para a

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atuação dos Leigos. Ele não deve se ater a especificidades. Por sua vez, o Pe. Luís Carlos cha-mou a atenção para a necessidade de se conhecer a história dos oblatos. Lembrou também que São Clemente criou os oblatos como participação na obra espiritual da Congregação. Tomando a palavra, o Pe. Fábio Evaristo propôs uma mudança no horário, sugerindo que, ao invés de retornar os trabalhos às 14 horas, o mesmo fosse iniciado às 13h30min, de modo que não hou-vesse a necessidade de usar o horário da noite para a realização de nenhuma atividade. Feita essa observação, ele orientou os grupos que se reunissem e estudassem os números de 50 a 79 do Diretório. Seguiu-se o intervalo para o almoço.

PLENÁRIO II

As atividades do período vespertino tiveram início às 13h30 com os trabalhos de grupo para a leitura e apreciação do Diretório nº 50 a 79. Às 14:30, com a canção "Te amarei, Senhor", o Pe. Fabio conduziu a plenária com a partilha dos grupos. Segue a ordem das apresentações com suas respectivas propostas:

 Grupo UNESER

Item 61

Suprimir "pode e"

Item 73

Suprir a palavra "certa"

 Grupo Núcleo de Diadema

Afirmou não ter nenhuma observação a acrescentar ou a retirar na referida parte do Di-retório.

 Grupo Núcleo de Araraquara

Apenas pediu um esclarecimento no número 53, mas não entregou nenhum material para que pudesse constar na presente ata.

 Grupo Núcleo Tiradentes / JUMIRE

Apenas observou que os Itens: 49-79 apresentam temas reflexivos e instrutivos, bem baseados em documentos da igreja.

 Grupo Núcleo de Aparecida

Apenas um ponto a se reforçar pelo núcleo de Aparecida, no item 79, muitos dos mem-bros dos núcleos estão cobrando nosso ENCONTRO PROVINCIAL, pois devido à necessidade destas assembleias eles ficaram esquecidos.

Uma vez que não houve nenhuma outra observação e/ou acréscimo, o Pe. Fábio Evaristo encaminhou a terceira atividade a ser realizada nos grupos, que se trata do estudo e análise dos números 80 a 92.

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PLENÁRIO III

Após o tempo estipulado para a realização dos trabalhos em grupo, deu-se início à apresentação do resultado das partilhas. Segue a ordem das apresentações com suas respectivas propostas:

 Grupo Núcleo Tiradentes / JUMIRE

N°: 91 - supressão do item E e fortalecimento do item H

Ressalta a importância da acolhida destacada na Amores Laetitia.

 Grupo Núcleo de Aparecida

Item 91-g, reforçar a participação dos leigos principalmente nas fases 1e4, pois não necessita de doação integral.

 Grupo Núcleo de Araraquara

Afirmou não ter nenhuma observação a acrescentar ou a retirar na referida parte do Di-retório.

 Grupo UNESER

Item 84

Mudar a vírgula no texto "...sobretudo aos pobres, pela vida apostólica dos redentoristas".

Item 87

Suprimir a palavra "buscar".

 Grupo Núcleo de Diadema

Afirmou não ter nenhuma observação a acrescentar ou a retirar na referida parte do Di-retório.

Uma vez que não houve nenhuma outra observação e/ou acréscimo, o Pe. Fábio Evaristo enca-minhou a quarta atividade a ser realizada nos grupos, que se trata do estudo e análise da parte final do Diretório. Por sua vez, o plenário no que refere a essa atividade ficará para amanhã. Após o encontro nos grupos, cada um deverá se organizar para participar da missa no Santuário às 18 horas. Sem mais a acrescentar, dá-se por encerrada as atividades desse dia.

TERCEIRO DIA

Dia 05 de agosto, Domingo

As atividades de hoje começaram com a oração da manhã a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro preparada pelos membros do Núcleo de Araraquara.

PLENÁRIO IV

Após o café, realizou-se o plenário sobre a última parte do Diretório. Segue a ordem das apre-sentações com suas respectivas propostas:

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 Grupo Núcleo de Araraquara

Apenas notificou algumas correções de português nos números 96 e 107.

 Grupo Núcleo de Aparecida

Afirmou não ter nenhuma observação a acrescentar ou a retirar na referida parte do Di-retório.

 Grupo UNESER

91: E - Eliminar o item "E" pois o foco seria para todos os Rostos feridos em nossa atualidade, e tirar também o foco da pastoral familiar e aproveitaria o restante do item para fortalecer o Item "H".

"...Ajudando a superar o clericalismo, moralismo pelos princípios da acolhida - compreensão- integração presente em Leigos e sendo presença de conciliação."...

 Grupo Núcleo de Diadema

Afirmou não ter nenhuma observação a acrescentar ou a retirar na referida parte do Di-retório.

 Núcleo Tiradentes / JUMIRE

Itens 93 - 108

96 - Aprofundamento missionário.

100 - Apresentação do Diretório para os atuais e novos membros.

Ao concluir as apresentações dos grupos, o Pe. Fábio Evaristo acolheu o Pe. Geraldo de Paula e o Pe. Rudolf. Em seguida, ele deu orientações para que os grupos realizassem um trabalho final. Trata-se de levantar sugestões de atividades comuns para o próximo ano que integre todos os grupos e núcleos de Leigos. Por sua vez, enquanto os grupos se reúnem, o Fr. Rimar, junta-mente com o Pe. Fábio se puseram a fazer as correções e/ou alterações do diretório para que o mesmo pudesse ser apresentado e votado pelos presentes.

PLENÁRIO V

Após o tempo estipulado para a realização dos trabalhos em grupo, deu-se início à apresentação do resultado das partilhas. Segue a ordem das apresentações com suas respectivas propostas:

Propostas dos grupos de atividades para o ano de 2019.

 Grupo UNESER

Usar o informativo da UNESER como fonte de divulgação das ações dos Leigos e Leigas Re-dentoristas.

No Encontro Nacional da UNESER do próximo ano, fazer a apresentação do Diretório caso ele aprovado na assembleia.

Fazer um encontro no primeiro semestre de 2019 de leigos e leigas.

Fazer um retiro de leigos e leigas redentoristas no segundo semestre.

Assim que for aprovado o Diretórios dos Leigos Redentoristas, a comissão de leigos inicia um programa de formação dos leigos.

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 Grupo Núcleo de Diadema

Geral:

  • Retiro anual com núcleos de Leigos Redentoristas
  • Assembleia bianual de revisão da caminhada, projeção de rumos e prestação de contas

pastorais (com as representações)

  • Evento em nível provincial para arrecadação de fundos geral para custeio destes

eventos.

Núcleos:

  • Retiro anual
  • Celebração efetiva dos santos e beatos redentoristas (com comunidade local)
  • Evento anual para arrecadação
  • Encontro mensal com formação

 Núcleo Tiradentes / JUMIRE

Apresentação do Diretório e formações:

Para formações: em cada núcleo/movimento, ter uma comissão de Espiritualidade e Carisma que atue diretamente com o diretor espiritual e a coordenação geral. Essa Comissão terá como tarefa, planejar, organizar e orientar encontros de formações periodicamente em seus Núcleos e movimentos baseado na orientação do item 98 do Diretório. Procurar integrar a essas forma-ções propostas, leigos e Leigas de diversas realidades e que tenham conhecimento e facilidade em transmitir os conteúdos, com o intuito também de integração dos núcleos e movimentos, a partilha de experiências, e a valorização do carisma entre os leigos. Uso dos cadernos produzi-dos pelo CERESP.

Atividades: Ação Jovem Redentorista, Horas Santas nos dias dos Santos: Clemente, Afonso, Geraldo e NS Perpetuo Socorro. Convite dos núcleos e movimentos para participação de suas atividades

Retiro: 06, 07 e 08 de setembro.

 Grupo Núcleo de Araraquara

O grupo não apresentou nenhum material para que pudesse constar anexado à presente ata.

 Grupo Núcleo de Aparecida

Propostas para o trabalho dos leigos em 2019

R: Dentro da realidade de cada grupo/núcleo, que haja um trabalho a ser assumido por todos os membros;

Que um núcleo faça visita a outro, para animar e estreitar laços de amizade e troca de experi-ências.

Sugestão de estudo para os núcleos

R: seguir o capitulo IV item-98 referente a formação, sugerimos a elaboração de uma apostila a nível provincial para estudo nos núcleos/grupos e ou aos iniciantes para auto formação.

Informação geral dos documentos da igreja encíclicas do papa que deveriam ser conhecidas para estarmos em comunhão com a igreja.

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Como incluir o estudo apresentação do diretório nos núcleos?

R: uma vez que todos os membros atuantes participaram da elaboração deste diretório, finali-zado o mesmo este deverá ser apresentado em uma reunião especial para conhecimento de todos da redação final.

Sugestão de um retiro encontro...

R: Devemos retomar o nosso encontro anual dos núcleos, agora com os demais grupos de leigos, podendo ser realizado no CERESP, no primeiro final de semana de JULHO de cada ano.

Ao término da apresentação de cada grupo com as propostas de atividades comuns para todos os grupos e núcleos de leigos, sob orientação do Pe. Fábio Evaristo, aconteceu a apresentação dos Itens alterados no diretório para que a assembleia pudesse votar as modificações e, por fim, votar o diretório como um todo. Segue abaixo os Itens que foram alterados e o resultados das votações. Segue também o resultado da votação do Diretório.

Votação do diretório pelos itens alterados:

Item 4

Votação: Aprovado

Item 7

Votação: Aprovado

Item 11

Votação: Aprovado

Item 12 (a)

Votação: Aprovado

Item 18

Votação: Aprovado

Item 22

Votação: Aprovado

Item 25

Votação: Aprovado

Item 26

Votação: Aprovado

Item 39

Votação: Aprovado

Item 92 (e) e (g)

Votação: Aprovado

Item 101

Votação: Aprovado

Item 108

Votação: Aprovado

Votação geral do Diretório em sua totalidade:

Votação: Aprovado por unanimidade

Ao concluir a votação, o Pe. Fábio Evaristo lembrou ainda que o Diretório será encaminhado para o governo provincial para que o mesmo seja submetido à sua avaliação e aprovado. Sali-entou ainda que alguns itens do Diretório, sobretudo aqueles que se referem a questões jurídi-cas, podem sofrer alterações. No que se refere a avaliação da Assembleia, a mesma deverá ser feita pelos grupos e encaminhada para o Fr. Rimar Diniz. Após os trabalhos realizados, os pre-sentes, juntamente com a coordenação Provincial, dirigiram-se à Capela do Seminário Santo

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Afonso para a celebração eucarística, a qual marcou o encerramento da assembleia. A missa foi presidida pelo Pe. Inácio de Medeiros, superior provincial da Província Redentorista de São Paulo. Após essa celebração e nada mais havendo a tratar, dá-se por encerrada a presente Ata, que assinamos Fr. Diego Antônio da Silva e Fr. Rimar César Diniz e encaminhamos para co-nhecimento e correções.

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ANEXO I

ASSEMBLEIA DOS (AS) LEIGOS(AS) REDENTORISTAS

"Testemunhas do Redentor, solidários para a Missão num mundo ferido"

Aparecida - 3 a 5 de agosto de 2018

03/08 Sexta-feira

17h00 - Chegada e acolhida

18h00 - Eucaristia

19h00 - Jantar

20h00 - Apresentação da proposta de trabalho

Descanso

04/08 Sábado

07h15 - Oração

07h45 - Café

08h30 - Communicanda n. 1 e Diretório dos Missionários Leigos da Conferência

09h30 - Trabalho em grupos: Leitura e apreciação Diretório (n. 1 a 48)

10h30 - Intervalo

10h45 - Plenário

12h00 - Almoço

14h00 - Trabalho em grupos: Leitura e apreciação Diretório (n. 49 a 78)

15h00 - Plenário

15h30 - Intervalo

15h45 - Trabalho em grupos: Leitura e apreciação Diretório (n. 79 a 91)

17h00 - Intervalo

17h15 - Saída para a Basílica 18h00 - Missa Santuário Nacional 19h30 - Jantar

20H30 - Plenário Descanso

05/08 Domingo

07h15 - Oração 07h45 - Café

08h30 - Trabalho em grupos: Leitura e apreciação Diretório (n. 92 ao final)

09h30 - Plenário e encaminhamentos

10h30 - Intervalo

11h00 - Eucaristia

12h00 - Almoço

Retorno

"A Missão compartilhada com leigos, homens e mulheres,

é essencial para a missão e planejamento apostólico da Congregação hoje" (Comm. I,40


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PROVÍNCIA REDENTORISTA DE SÃO PAULO - 2300-SP

DIRETÓRIO DOS LEIGOS REDENTORISTAS

(Documento de estudo)

INTRODUÇÃO

1. Nesse Diretório, compreende-se por Leigo(a), aquela categoria de fiéis que, incorporados à Igreja pelo batismo, mantendo presença e participação efetivas na Comunidade Cristã, opta, livre e conscientemente, por viver essa consagração batismal nas condições comuns da vida e da sociedade (século)1.

2. Por isso, a categoria "Leigos(as) Redentoristas"2, no presente Diretório, tem um caráter mais universal, referindo-se aos fiéis que, presentes nos trabalhos e organizações da Província Redentorista de São Paulo, com sua atuação, participam de maneira mais efetiva na concretização dos projetos missionários e pastorais, sem necessariamente assumir compromisso formal com a Província.

3. A presença dos Leigos(as) na ação missionária da Província é elemento importante, cultivado ao longo de sua história, e favorece melhor compreensão da realidade sócio-humano-religioso-político-econômica3, por parte dos congregados, permitindo-lhes aprimorar o testemunho profético e o compromisso histórico, exigidos pela profissão religiosa.

O Leigo(a) Redentorista

4. Considerando o estado eclesial próprio dos Leigos(as), a instituição do Missionário(a) Leigo(a) do Santíssimo Redentor4 visa aprofundar a vocação característica do Leigo(a), na Igreja e no mundo, a partir do incremento da espiritualidade e missão redentoristas, respeitando a especificidade de sua missão e carisma5.

5. O núcleo fundamental da identidade redentorista é a Missão do anúncio explícito do Evangelho da Redenção aos mais abandonados, especialmente os pobres, na continuação de Jesus Cristo Redentor6. Dele, discorrem e se derivam todas as disposições abaixo que tratam da coparticipação dos Leigos(as) na missão e espiritualidade redentoristas.

6. Por conseguinte, para que alguém possa ser considerado Leigo(a) Redentorista, são condições essenciais:

a. clareza quanto à vivência da consagração batismal como Leigo(a) na Igreja,

b. identificação com o carisma e missão redentoristas,

c. cultivo espiritual por razoável vida de oração,

d. participação efetiva na Comunidade Cristã,

e. interesse em conhecer a História da Congregação e de seus santos e beatos.

1 Cf. CDC 204-207; LG 31
2 Cf. Estatutos Provinciais, 25.
3 Cf. Doc. de Puebla n. 786.
4 Cf. CSSR, XXI Capítulo Geral, 1991, Documento Final, n. 60a e Communicanda 4, 08/09/1995, n. 4.
5 Cf. CSSR, XXI Capítulo Geral, 1991, Documento Final, n. 58ab.
6 Cf. CSSR 1; 3-5.

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Eclesialidade e Participação na Missão Redentorista

7. O vínculo que une o Leigo(a) à Congregação é primordialmente missionário e espiritual em detrimento de amizades particulares e outros interesses7.

8. O anúncio redentorista da abundante redenção aos abandonados e pobres, como continuação da missão de Cristo Redentor, visa atingir a pessoa toda8 e, por isso, não se restringe ao âmbito intraeclesial.

9. Por sua índole e vocação, os Leigos(as) Redentoristas são chamados a prolongar esse anúncio nas diferentes condições da vida social e cultural9, através do compromisso com as causas sociais e da participação em organismos e instituições que defendem o valor e a dignidade da vida e promovem a justiça social10.

10. Além disso, pressupõe-se e se espera que o testemunho da vivência espiritual redentorista seja realidade na família, considerada como ambiente primeiro no qual o Leigo(a) é chamado(a) a viver seu batismo11. Por isso, o Leigo(a) Redentorista é uma pessoa de família, que vive, acredita e defende a dignidade e o valor da família e da vida familiar12.

11. A figura do Leigo(a) Redentorista, por pressupor a comunhão eclesial, não é restritiva, ou seja, não limitará sua atuação ao âmbito de Província ou das frentes redentoristas de atuação missionária. Por essa razão, o presente Diretório:

a) Respeita e incentiva "a pluralidade das formas de colaboração existentes entre Leigos(as) e Comunidade Redentorista";

b) Estabelece que "a modalidade mais exigente de colaboração ativa e de participação na vida apostólica da C.Ss.R. (...) se exprime na figura do Missionário(a) Leigo(a) do Santíssimo Redentor"13 e dos Oblatos(as) Redentoristas.

c) Apoia e reconhece grupos de Leigos(as) Redentoristas que se organizam em paróquias ou frentes pastorais que não estejam sob os cuidados da Congregação14.

I. GRUPOS DE LEIGOS REDENTORISTAS E SUAS ESPECIFICIDADES

12. Ao longo deste Diretório, a categoria Leigo(a) Redentorista será utilizada em sua acepção mais universal, conforme o número 2, especificando o grupo de pertença. No entanto, as categorias "Missionário(a) Leigo(a) do Santíssimo Redentor" e "Oblatos(as) Redentoristas" terão conceituação mais restritiva como a que virá descrita abaixo.

(7 Cf. 2300SP, Orientações para os Cooperadores Leigos Redentoristas II e III.
8 Cf. CSSR 5 e EG 021.
9 Cf. Apostolicam Actuositatem (AA), 9-14.
10 Cf. Documento de S. Domingo, 95.97.
11 Cf. CNBB, Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade; 2016. Doc. 105, nn. 255 e 257.
12 CELAM: 1979, Puebla, nn. 582-589; 1992, Santo Domingo, nn. 210-221; 2007, Aparecida, nn. 431-437. Pe. Juan Manuel Lasso de la Vega y Miranda, C.Ss.R., COMMUNICANDA 4, A COLABORAÇÃO DA COMUNIDADE REDENTORISTA COM OS LEIGOS, Roma, 08/09/1995, n. 17. Papa Francisco, Amoris Laetitia, 2016; nn. 231-237.
13 Pe. Juan Manuel Lasso de la Vega y Miranda, C.Ss.R., COMMUNICANDA 4, A COLABORAÇÃO DA COMUNIDADE REDENTORISTA COM OS LEIGOS, Roma, 08/09/1995, n. 7.
14 Aqui se baseia no que está prescrito no Direito Canônico sobre o direito à livre associação de fiéis (Cf. CC. 215, 225, 298, 299) e explicita o EEPP 25.)

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13. No conceito de Leigos(as) Redentoristas, no geral, serão considerados aqueles(as) que de alguma forma estejam engajados nos Núcleos existentes nas frentes apostólicas da Província ou não, cuja coordenação mantém vínculo com a Coordenação Provincial.

14. A documentação sobre os núcleos, sua coordenação, seus membros e atividades será organizada num volume único, atualizado anualmente e colocado à disposição de todos.

A. Oblatos(as) Redentoristas

15. Um primeiro grupo a ser considerado, será o dos Oblatos(as) Redentoristas, tendo-se presente o que está prescrito nos Estatutos Gerais da CSSR15, nos Estatutos Provinciais16 e nos números 6 e 7 do presente Diretório.

16. Para sua melhor organização, formação e articulação, em nível de Província, haverão anualmente um encontro e um retiro para todos os Oblatos(as), organizados pela Comissão Provincial para Leigos(as)17 e três representantes dos mesmos.

17. Por ser indicado(a) por uma Comunidade Religiosa Redentorista, o Oblato(a) deverá exercer algum trabalho em colaboração com o apostolado de sua Comunidade de referência. Além disso, participará do Núcleo Local dos Leigos(as) Redentoristas e desenvolverá o papel de facilitador nas relações entre os grupos de Leigos(as) e a Comunidade Religiosa.

18. O presente Diretório não normatiza as relações entre os Oblatos(as) Sacerdotes e/ ou Religiosos(as), deixando a matéria ao encargo do Governo Provincial.

B. Pastoral Juvenil e Juventude Missionária Redentorista

19. Uma das prioridades do apostolado dos Leigos(as) será o acompanhamento e a formação de uma Pastoral Juvenil Redentorista, cuja finalidade principal é inspirar e incentivar a participação dos jovens na missão da Comunidade Cristã.

20. Antes mesmo de se constituir um grupo de Juventude Missionária Redentorista (daqui para frente JUMIRE), trabalharão os Leigos(as) junto aos Congregados, para suscitar e fortalecer a Pastoral Juvenil nas diversas frentes apostólicas da Província18.

21. No presente Diretório, a Pastoral Juvenil é compreendida em seu sentido amplo, como trabalho de evangelização da juventude, com o objetivo de educá-la na fé para que viva com convicção seu batismo nas diferentes condições da vida e assuma seu papel na Comunidade Eclesial.

22. A JUMIRE corresponde a um grupo de jovens que, compreendendo e aprofundando-se no espírito, carisma e missão da CSSR, tomará parte nos trabalhos apostólicos e vocacionais da Província, sobretudo, com a juventude.

23. Será acompanhada por congregados, nomeados pelo Governo Provincial, que, junto a sua coordenação, sistematizarão um Projeto Formativo anual, contemplando a espiritualidade e a prática missionária redentorista, de forma gradual e progressiva.

24. Recomenda-se que a idade limite para participação na JUMIRE não ultrapasse os 30 anos, engajando-se os que tiverem idades maiores em outros grupos de Leigos(as) Redentoristas.

15 Cf. EEGG. O2;085.
16 Cf. EEPP. 26-27.
17 Cf. EEPP. 29.
18 Cf. CSSR, XXI Capítulo Geral, 1991, Documento Final, nn. 55-56.

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25. Considerando o processo característico da juventude e a necessidade de certa estabilidade, na coordenação serão incluídos alguns casais adultos.

26. A JUMIRE se reunirá por regiões ou núcleos para formação espiritual e missionária, sendo acompanhada por um congregado como diretor espiritual. Sua estruturação terá caráter eminentemente apostólico-pastoral, contribuindo, sobretudo, na articulação e organização da missão da Pastoral Juvenil, sem no entanto reduzir esta à sua estrutura.

C. Grupos de Leigos(as) Redentoristas

27. A partir do XXI Capítulo Geral de 199119 e da Communicanda 420, dele emanada, iniciou-se a articulação dos Leigos(as) na Província de São Paulo, intitulados Cooperadores Leigos Redentoristas e organizados em Núcleos, ligados principalmente às Comunidades Pastorais da Província21.

28. O presente Diretório adota a nomenclatura geral de "Leigos(as) Redentoristas" para todos os associados aos Núcleos que, inclusive, podem acolher participantes dos demais grupos.

29. Os Núcleos são grupos de vivência redentorista que congregam Leigos(as) engajados na Igreja, reconhecidos pela Província e que têm afinidade com o carisma, espiritualidade e missão redentoristas. Reúnem-se periodicamente, com um cronograma de encontros e atividades pré-estabelecido, para partilhar a vida; avaliar, planejar e executar atividades missionárias comuns, e aprofundar o carisma e a espiritualidade redentoristas.

30. Cultivam entre os Leigos(as) os traços da identidade redentorista, levando-os à vivência da fé e a uma prática pastoral em perspectiva missionária, pelo anúncio da redenção integral aos mais abandonados e pobres, e pelo exercício do apostolado nas realidades pastorais mais urgentes ou frágeis.

31. Os grupos de Leigos(as) objetivam-se também a "levar à sociedade o carisma redentorista do anúncio da redenção abundante pelo testemunho e coerência de vida, atentos aos mais necessitados, buscando":

a. "ser elemento de ligação entre a Igreja e o povo";

b. "transformar a sociedade pela promoção da justiça social e pela valorização da dignidade humana";

c. "ajudar os pobres na superação de suas dificuldades espirituais e materiais"22;

d. aprofundar a vivência do batismo pelo incremento da espiritualidade e carisma redentoristas.

32. Cada Núcleo contará com uma coordenação própria, será acompanhado por um Diretor Espiritual, Congregado ou Missionário(a) Leigo(a) do Santíssimo Redentor mais experiente, mantendo vinculação com a Coordenação Provincial dos Leigos(as). A Comissão Provincial para os Leigos(as) Redentoristas acompanhará e animará os Núcleos em nível provincial.

33. Embora o exercício pastoral-missionário dos Leigos(as) Redentoristas seja no ordinário da vida familiar e das paróquias e comunidades, os Núcleos favorecerão sua participação esporádica em algumas etapas das Missões Populares, Semanas Vocacionais ou em trabalhos voluntários no Serviço Social da Província.

(19 Cf. Ibidem, nn. 57-60.
20 Cf. Pe. Juan Manuel Lasso de la Vega y Miranda, C.Ss.R., Communicanda 4, A Colaboração da Comunidade Redentorista com os Leigos, Roma, 08/09/1995.
21 Cf. 2300SP, Orientações para os Cooperadores Leigos Redentoristas, I.
22 Província de São Paulo, Proposições do Encontro Provincial de Leigos(as) Redentoristas de 2013, II.)

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34. Em paróquias ou comunidades cuja pastoral não esteja ao encargo da Congregação, havendo número compatível de Leigos(as), poderão ser criados Núcleos, cujo acompanhamento e animação ficarão diretamente ao encargo da Coordenação Provincial.

D. UNESER

35. Nascida a partir das comemorações do primeiro centenário da presença redentorista no Brasil, a União Nacional dos Ex-seminaristas Redentoristas, UNESER, reúne ex-seminaristas da Congregação para com eles continuar o cultivo do espírito e do carisma redentoristas na perspectiva do laicato e neles preservar o sentido de pertença à família missionária redentorista.

36. Para tanto, desenvolverá verdadeira pastoral junto aos ex-seminaristas com a finalidade de reconhecer e valorizar seu cabedal de riqueza espiritual, intelectual e humana e, de recuperar e "purificar" sua memória e senso de eclesialidade23.

37. Como livre associação de fiéis24, mantém vínculo com a Província, mas possui organização e coordenação próprias e personalidade jurídico-civil. Conta com a presença de um congregado como Diretor Espiritual e tem um representante na Coordenação Provincial de Leigos(as) Redentoristas.

38. Trabalhando com aqueles que tiveram uma iniciação à vida redentorista, a UNESER procura ajudá-los a viver sob a guia do Espírito Santo a experiência redentorista na realidade da família e no compromisso com as grandes causas da humanidade e da Congregação, sobretudo dos mais abandonados e pobres.

39. Como parte da família redentorista, a UNESER compromete-se com a promoção e acompanhamento das vocações redentoristas e tomará parte, quanto possível, em algumas etapas das Missões Redentoristas ou de atividades da ação social da Província25.

40. A UNESER se articula em grupos regionais e provinciais, mantendo encontros anuais em nível geral e local. Seus membros terão presença e participação nos grupos de Leigos(as) Redentoristas ou poderão suscitá-los nos locais onde residem e atuam.

E. Missionário(a) Leigo(a) do Santíssimo Redentor

41. O Missionário(a) Leigo(a) do Santíssimo Redentor (MLSR) é aquele(a) que depois de um período mínimo de quatro anos participando do grupo de Leigos(as) Redentoristas e de passar por estágios de aprofundamento, formação e iniciação à Vida Redentorista como Leigo(a); com a indicação da Comissão Provincial para Leigos(as) Redentoristas e a aprovação do Conselho Provincial; assume compromisso formal com a Província em sua ação missionária.

42. Dele pressupõe-se estabilidade afetiva, profissional e pastoral que assegure um compromisso voluntário formal, pelo qual dedicará parte de seu tempo às obras da Congregação. Em casos de dedicação integral26, a Província providenciará formas adequadas de remuneração e de seguridade social, de acordo com a legislação civil.

(23 Cf. J. B. LIBÂNIO, O papel dos ex-seminaristas na Igreja, Vida Pastoral (VP) ano 52, n. 276, jan.-fev. 2011, p. 3.
24 Cf. CDC, cânon 215.
25 Cf. CSSR - Província de São Paulo, Propostas do Capítulo Provincial de 2011, VI.6.
26 Refere-se sobretudo a profissionais qualificados nas áreas administrativas e de assistência social, uma vez que o instituto do MLSR não quer clericalizar os leigos(as). Também cf. Pe. Juan Manuel Lasso de la Vega y Miranda, C.Ss.R., COMMUNICANDA 4, A COLABORAÇÃO DA COMUNIDADE REDENTORISTA COM OS LEIGOS, Roma, 08/09/1995, n. 18 e 25.)

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43. O MLSR participará diretamente da Missão da Província a partir de seu específico secular e profissional, contribuindo para que a mesma assuma caráter mais universal, transcendendo ao meramente eclesial27. Na área de sua atuação, terá participação efetiva desde o planejamento até a execução dos projetos missionários.

44. Antes de assumir oficialmente o compromisso com a Província, depois de aprovado pelo Conselho Provincial, o candidato(a) a MLSR passará por um período de um ano, recebendo formação redentorista sistemática e intensiva, articulada em módulos, distribuídos ao longo dos dois semestres.

45. A oficialização de sua filiação à Congregação se dará numa celebração litúrgica em nível provincial, com a presença do Superior Provincial ou de quem ele delegar.

46. Além de prestar serviço num campo específico da missão redentorista, os MLSR que adquirirem maior maturidade e profundidade espiritual poderão acompanhar espiritualmente algum Núcleo de Leigos(as) Redentoristas e também tomar parte em algumas etapas das Missões Populares.

47. Para partilha e revisão de vida, formação redentorista e cultivo da espiritualidade leiga redentorista, os MLSR terão 2 encontros por semestre.

48. A Comissão Provincial para Leigos(as) será responsável pela elaboração e acompanhamento da formação em preparação ao compromisso formal e pela articulação dos encontros indicados no número anterior.

II. ESPIRITUALIDADE DO LEIGO(A) REDENTORISTA

A. Vocação e Espiritualidade Redentorista

49. A vida espiritual redentorista se caracteriza pela busca da vontade de Deus, que se manifesta em Cristo como misericórdia, oferecendo redenção e salvação para a humanidade. O centro e o sentido da vocação redentorista é a continuação de Jesus Cristo, que pressupõe deixar-se salvar por ele e, ao mesmo tempo, anunciar a redenção por ele inaugurada, especialmente aos mais abandonados e pobres28.

50. Desta forma, a resposta do redentorista ao chamado de Cristo Redentor é sua participação na mesma missão de Cristo. A caridade pastoral que na Igreja o caracteriza, levando-o a consagrar-se totalmente ao serviço do anúncio explícito da salvação, brota de sua amizade com Cristo, pobre e redentor dos pobres.

51. No centro da vocação redentorista, portanto, encontra-se a herança espiritual de Afonso, que movido por seu amor a Jesus Cristo, desloca-se do centro para a periferia de Nápoles, para que o anúncio de Jesus Cristo chegasse como experiência de redenção aos cabreiros e camponeses em situação de abandono espiritual e sociocultural.

B. Vocação Espiritual de Leigos(as)

52. Na perspectiva da comunhão em Cristo, a consagração batismal vincula todos os cristãos(ãs) à Igreja e sua missão de continuar Jesus Cristo. Com efeito, "é própria e peculiar dos Leigos a característica secular. (...) Por vocação própria, compete aos Leigos procurar o Reino de Deus tratando das realidades temporais e ordenando-as segundo Deus. Vivem no mundo, isto é, em

(27 Cf. Pe. Juan Manuel Lasso de la Vega y Miranda, C.Ss.R., idem, n. 11-13.

28 Cf. CSSR 1.)

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toda e qualquer ocupação e atividade terrena, e nas condições ordinárias da vida familiar e social, com as quais é como que tecida a sua existência"29.

53. Ao insistir na vocação "secular" do Leigo(a), isto é, que "sua primeira e imediata tarefa não é a instituição e o desenvolvimento da comunidade eclesial, (...) mas sim, o pôr em prática todas as possibilidades cristãs e evangélicas escondidas, mas já presentes e operantes, nas coisas do mundo"30, a Igreja, em sua missão, tem presente a universalidade do Evangelho.

54. Tanto em sua participação na Comunidade Cristã como em sua atuação no mundo, o Leigo(a) é chamado a resgatar, em sua experiência espiritual, a condição laica de Jesus. A missão de Jesus de salvar a humanidade vincula-se à experiência de fé, mas não se restringe ao âmbito religioso. Em relação às estruturas religiosas de seu tempo, Jesus foi um Leigo e, em sua atuação, atingia também as realidades quotidianas do povo em suas necessidades.

55. Nesse sentido, embora se pressuponha a dimensão religiosa como núcleo da ação redentora de Cristo, sua missão tem caráter universal e extrapola o nível institucional, tornando o Evangelho uma proposta viável de vida em todas as dimensões da existência humana.

56. A participação na missão de Jesus Cristo tem como "condição indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus". Portanto, "é preciso fundamentar todo nosso compromisso e toda nossa vida na rocha da Palavra de Deus"31.

57. O elemento distintivo da espiritualidade laica é a "busca do rosto de Deus e da comunhão com ele" "pelo seguimento de Jesus, pela vida no Espírito, pela comunhão fraterna e pela inserção no mundo". Comporta, portanto, sua participação na Igreja e testemunho no mundo32.

58. A vocação do Leigo(a) expressa de forma mais explícita a vocação cristã, porque embora o sacramento o insira na Igreja, enquanto realidade de comunhão e Corpo Místico de Cristo; não o vincula necessariamente à sua dimensão institucional, permitindo-lhe um testemunho evangélico mais universal do seguimento de Cristo.

59. A santidade, para o Leigo(a), enraíza-se na prática do Evangelho como discipulado permanente de Jesus Cristo, que o leva a discernir a partir das realidades humanas a melhor forma de corresponder à vontade de Deus.

C. Vivência Espiritual dos Leigos(as) Redentoristas

60. A experiência espiritual e missionária redentorista, continuada e aprofundada pelos congregados, que professam os conselhos evangélicos, como patrimônio espiritual da Igreja, pode e deve ser compartilhada por cristãos(ãs) Leigos(as), segundo a especificidade de sua vocação.

61. A vivência espiritual e a missão redentorista, em perspectiva de saída, colocam-nos a serviço, sobretudo, daqueles(as) que estão fora ou não são atingidos pela ação da Igreja e dos organismos sociais, identificados como abandonados e pobres33. Por conseguinte, para que Leigos(as) encontrem uma maneira própria de ser redentoristas, conforme sua índole vocacional, é necessário que a experiência espiritual redentorista transcenda às fronteiras da Congregação, enquanto instituição, para ser vivenciada por eles(as) em suas realidades quotidianas.

(29 LG 31.

30 EN 70
31 Bento XVI, citado em CNBB, Doc. 105, n. 175.
32 Cf. CNBB, Doc. 105, Cristãos Leigos(as) na Igreja e na Sociedade, n. 184, 2016.
33 Cf. CSSR 3-5.)

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62. Santo Afonso, em sua reflexão sobre o mistério da redenção, entende a encarnação de Jesus como missão livremente assumida por ele para salvar a humanidade, fazendo cumprir toda a justiça e misericórdia de Deus34.

63. Nascida sob a inspiração do Espírito Santo pelo testemunho dos apóstolos, a Igreja prolonga no tempo e na história a presença de Cristo, assumindo sua missão. Como braços da Igreja que atuam no século, os Leigos(as) são chamados a ser, nas diferentes situações, a presença de Cristo, do amor e da misericórdia de Deus no mundo. Pelo batismo experimentam a alegria do amor de Deus e de ser salvo por Cristo e, por seu testemunho, fazem crescer a Igreja não por proselitismo, mas por atração35.

64. Dessa forma, partilhando da espiritualidade redentorista centrada na redenção, os Leigos(as) redentoristas são chamados a atualizar a presença de Cristo no quotidiano da realidade das pessoas e famílias, sobretudo dos mais pobres e abandonados, manifestando-lhes o rosto misericordioso de Deus que em Cristo suscita a esperança nos corações.

65. Leitores atentos do Evangelho, os Leigos(as) redentoristas compreendem a pregação de Jesus como Palavra de Deus que é permanente convite à conversão, enquanto atitude de se deixar conduzir pelo Espírito para se revestir do homem novo em Cristo Jesus36. Por isso, a pregação redentorista como mensagem de conversão, prima-se pelo anúncio dos valores da misericórdia, do perdão, da compaixão e da justiça; valores do Reino, que são capazes de transformar o coração humano e, por conseguinte, as estruturas da sociedade.

66. Compreendem que no mistério da Salvação, Jesus se manifesta como presença divina na condição da fraqueza humana, que só pode ser superada pela proximidade de Cristo. Presentes na realidade da sociedade secular, os Leigos(as) redentoristas procuram traduzir a mensagem evangélica de salvação pela prática da solidariedade, pelo compromisso com a justiça e a libertação dos pobres e pela participação na Comunidade, como sujeito eclesial37.

D. Elementos Práticos para uma Espiritualidade Redentorista Laica.

67. O desejo de assumir a condição de Leigo(a) redentorista e participar na missão da Congregação deve se originar de uma vivência espiritual que o identifique com o Carisma e a Missão redentoristas.

68. Todo aquele(a) que manifesta o desejo de ser Leigo(a) redentorista deve compreender que a prática da oração embora tenha um ritmo, não se reduz às fórmulas. A oração brota das necessidades reais da vida e da missão, que são apresentadas a Deus, o qual, pela ação do Espírito Santo, inspira a prática da caridade evangélica.

69. O cultivo de uma vida de oração, de acordo com sua realidade específica, é condição fundamental para o Leigo(a) redentorista. Pressupõe o cultivo e o exercício do silêncio de escuta individual da Palavra e a participação na eucaristia como acolhida da comunhão de Cristo conosco e da vivência de nossa comunhão com ele. Implica também a vivência comunitária e familiar da espiritualidade cristã como prática das virtudes evangélicas e o cultivo da mística cristã pelas práticas espirituais e devocionais.

(34 Cf. Santo Afonso de Ligório, Encarnação, Nascimento e Infância de Jesus Cristo. I Parte, Consideração I.
35 Cf. CNBB, Doc. 105, nn. 170-173.
36 Cf. Ef 4,20-24.
37 Cf. CNBB, Doc. 105, nn. 18-20.)

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70. Na Província de São Paulo, em todo seu processo, o Leigo(a) redentorista contará com acompanhamento espiritual, que o iniciará nas práticas espirituais e vivenciais próprias dos Redentoristas, segundo seu estado de vida na Igreja.

71. A partir dos Grupos e Núcleos terão iniciação e aprofundamento prático à oração, individual e comunitariamente, pelo treinamento e cultivo do silêncio e meditação, baseados na centralidade do mistério redentor de Cristo e na leitura diária da Palavra.

72. Para alimentar sua proximidade com Cristo, cultivarão profundo amor à Eucaristia pela participação na sagrada liturgia e no culto eucarístico. Também, frequentarão com certa assiduidade o sacramento da reconciliação, como remédio que cura nossas feridas e sustenta nossa fidelidade ao Redentor.

73. De forma individual e grupal, procurarão cultivar as devoções redentoristas com as práticas já aprovadas pela tradição: oração da Via-sacra; novenas: natal e dos santos, visitas ao Ss. Sacramento e outros exercícios de piedade.

74. O Leigo(a) redentorista é chamado a assumir a dimensão mariana da Espiritualidade Redentorista, não somente pelas práticas devocionais (reza do Terço, Ofício, Ladainha e outros), mas aprofundando-se no conhecimento e meditação das atitudes de Maria. Procurará imitar seu modelo de abertura à graça de Deus pela acolhida de Jesus em si e, ao mesmo tempo, oferecê-lo como salvação para todo o gênero humano, de modo especial, àqueles que, como Maria, se reconhecem pequenos diante da grandeza do amor de Deus38.

75. Independentemente do ambiente paroquial ou de seu campo de atuação socioeconômica, o Leigo(a) redentorista procurará aprofundar-se na dimensão da misericórdia do Reino, assumindo como prática espiritual ser presença de esperança entre os mais abandonados, pobres e afastados da Igreja. Procurarão levar Cristo aos pobres e não, em primeiro, trazê-los à Igreja, enquanto instituição, com regras e normas.

76. Em sua vivência espiritual quotidiana, os leigos(as) redentoristas fomentarão o espírito e a pratica da fraternidade e solidariedade para com todos e cultivarão em suas famílias o clima de oração e de partilha espiritual.

77. A Comissão Provincial dos Leigos(as), por si ou por outros especialistas, preparará e oferecerá aos leigos(as), individual e grupalmente, subsídios que os ajudem em seu crescimento espiritual prático e teórico.

78. Serão programados e promovidos eventos comuns de espiritualidade redentorista para Leigos(as) em nível de Província, Grupos e núcleos. Entre estes, destacam-se: retiros, estudo e aprofundamento da espiritualidade dos Santos e Beatos Redentoristas, oração do terço, novenas, visitas ao Ss. Sacramento, horas santas eucarísticas, momentos bíblicos de oração etc.

III. PARTICIPAÇÃO DOS LEIGOS(AS) NA MISSÃO DA IGREJA E NA AÇÃO MISSIONÁRIA DA CONGREGAÇÃO

79. Em espírito de eclesialidade, nesse Diretório, reconhece-se que os Leigos(as) redentoristas mantêm o específico de sua vocação na Igreja de "consagrar o mundo a Cristo no meio das tarefas cotidianas e nas diferentes funções familiares e profissionais, em íntima união e

(38 Cf. Lc 2,48.)

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obediência aos legítimos pastores39". O qualificativo "redentorista" aperfeiçoa sua vocação na Igreja, com o incremento do carisma espiritual da Congregação e a participação em sua missão.

80. A Igreja, em seu sentido estrito, enquanto instituição a serviço do Evangelho, identifica-se com o Reino de Deus, mas não o esgota. Por essa razão, o Concílio a define como Sacramento do Reino, porque em sua ação e anúncio do Evangelho, ela antecipa na história, ainda que de forma imperfeita, a comunhão entre Deus e a humanidade no Reino definitivo40.

81. Em sua atuação missionária, a Igreja sempre sinaliza a dimensão da transcendência do Reino. Nesse sentido, como mediadora, ela continua a missão de Cristo, para aproximá-lo das pessoas e ajudá-las a se aproximar dele. Ela é chamada a transfigurar a história, marcando a vida das pessoas com a esperança da redenção-salvação em Cristo, que manifesta em toda sua profundidade o movimento do amor de Deus, que vem ao encontro da humanidade para salvá-la41.

82. A primordial vocação da Igreja é Evangelizar, em cujo centro está o anúncio da salvação como plena libertação do ser humano de todos seus pecados e limitações em Deus e do absoluto do Reino de Deus. São realidades e esperanças que têm incidência no quotidiano da história humana e, que definem as implicações éticas e morais da Missão42.

83. A Congregação do Santíssimo Redentor participa na missão da Igreja de continuar Jesus Cristo, assumindo como específico de sua identidade a pregação da Palavra de salvação aos mais abandonados, sobretudo, aos pobres pela vida apostólica dos redentoristas43.

84. O anúncio explícito da Palavra não está limitado somente à perspectiva sacramental. Pressupõe a vivência dos valores do Reino em todas as situações. Portanto, a vida espiritual do redentorista é compromisso com os valores do Reino, que devem orientar as práticas sócio-históricas dos cristãos(ãs). Isso implica que a missão redentorista pode ser compartilhada por congregados e leigos(as), de acordo com seu estado de vida. Ao assumir como sua a experiência espiritual missionária redentorista, os Leigos(as) são chamados a fortalecer em si a consciência de sua consagração batismal.

85. Por isso, é próprio do Leigo(a) redentorista assumir a vida familiar como comunhão no amor, na qual se vivencia a prática constante da reconciliação e do perdão, pela doação oblativa de si na união conjugal, pelo respeito à dignidade de cada membro da família e pela educação dos filhos na perspectiva do Reino de Deus e da justiça, testemunhados a eles como valores para todos os tempos e situações.

86. Aprofundando-se no conhecimento do mistério da redenção divina, reconhece que a missão salvífica de Cristo tem sua origem na compaixão de Deus ante a fragilidade humana. Ao buscar compartilhar da Missão da Congregação em continuação à missão de Cristo, o Leigo(a) redentorista inspira-se em seu amor compassivo, voltando sua atenção às feridas e sofrimentos das pessoas em seu entorno, sobretudo, daquelas desassistidas social e eclesialmente.

87. Tal compaixão se manifesta na prática da solidariedade, que concretiza a evangélica opção preferencial pelos pobres. Como membro da Igreja, é chamado(a) a escolher os trabalhos eclesiais e sociais que os colocam a serviço dos mais desfavorecidos, reacendendo em seus corações a esperança que brota da fé em Cristo.

88. Como redentoristas, os leigos (as) aprofundam seu sentimento e sentido de pertença à Igreja, amando-a e contribuindo para sua santificação. Têm consciência de que a espiritualidade

(39 Cf. João Paulo II, Discurso Inaugural da Conferência de Puebla, 2.2; 1979.
40 Cf. Constituição Dogmática sobre a Igreja, Lumen Gentium, n. 1.
41 Cf. idem, Redemptoris Missio 1.
42 Cf. Paulo VI, Evangelii Nutiandi, nn. 6-9.
43 Cf. CSSR 1.)

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missionária não é elemento exclusivo das paróquias e frentes apostólicas redentoristas, uma vez que toda a Igreja vive e existe para a missão do Reino. Em espírito de comunhão, procurarão engajar-se nas paróquias e comunidades em todos os trabalhos e pastorais que evidenciam o compromisso missionário da Igreja para com os pobres.

89. Independente da estrutura formal da pastoral, a índole missionária deverá sempre caracterizar o Leigo(a) redentorista. Por isso, sempre se empenharão para que as estruturas das paróquias e comunidades em que participam sejam verdadeiramente missionárias, buscando sempre ter a iniciativa de ir ao encontro das pessoas, sem esperar que as mesmas venham à Igreja.

90. O contato com os redentoristas e a participação em um dos grupos de leigos(as) reforçam a identidade e o sentido de participação na missão da Congregação. No entanto, para vivenciar sua condição redentorista na Igreja, espera-se dos leigos(as):

a) Que participe em grupos e movimentos de ordem social, que promovem a dignidade dos pobres, a solidariedade e a justiça.

b) Que dê prioridade às visitas e presença entre as famílias e pessoas mais pobres em suas necessidades, sobretudo, àquelas não atingidas pela pastoral ordinária das paróquias e comunidades.

c) Que em nível de Igreja, marque presença e participação nas pastorais sociais e de promoção humana.

d) Que procure se aprofundar no conhecimento e prática da Doutrina Social da Igreja, trabalhando a conscientização de pessoas e movimentos sócio-eclesiais, pela vivência e divulgação dos valores e princípios éticos e morais do Evangelho.

e) Que se engaje na Pastoral Familiar, superando moralismos pelos princípios da acolhida - compreensão - integração, buscando manter proximidade às famílias em processo de desestruturação e de conflitos, para auxiliá-las na busca de caminhos de reconciliação e comunhão.

f) Que a partir de sua especialidade, quanto possível, como voluntário ou contratado, possa trabalhar e contribuir nas obras e serviços sociais da Província.

g) Que, de acordo com a disponibilidade de seu tempo e um cronograma previamente estabelecido, possa participar nas Missões Populares, sobretudo, nas 1ª e 4ª fases.

h) Que tenha sensibilidade e disposição, no ordinário das pastorais paroquiais e comunitárias, para escolher e fortalecer aquelas mais debilitadas, ajudando a superar o clericalismo presente em leigos(as) e sendo presença de conciliação.

i) Que sejam desapegados de funções e poder, prontos para assumir os desafios de novos trabalhos e realidades pastorais.

91. Para cultivar e fortalecer o espírito e identidade redentoristas nos leigos(as), os grupos e núcleos promoverão trabalhos missionários extraordinários comuns, não somente na perspectiva da Evangelização direta, mas também em trabalhos e atividades que promovam a vida, o valor e a dignidade das pessoas e a defesa do meio ambiente.