UNESER - União Nacional dos Ex- Seminaristas Redentoristas

Uma Vez Redentorista, Sempre Redentorista!




FASE I - DOCUMENTO DE TRABALHO

XXVI CAPÍTULO GERAL 2022


Do Governo Geral da CSsR vem o "Documento de Trabalho para a Primeira Fase do 26º Capítulo Geral", que tem:

Introdução - Capítulo I: Nossa situação - Capítulo II: Alguns desafios - Capítulo III: Reimaginar a Congregação - Passos para consolidar o processo -

Conclusão: Diante do futuro... e termina com os seguintes questionamentos:

"O 26º Capítulo Geral poderia ser um dos mais importantes dos últimos tempos na renovação de nossa vida apostólica.

Seremos valentes na direção que devemos tomar?

Responderemos às impressões do Espírito, especialmente em um contexto pós-pandêmico onde o mundo já não é o mesmo?

Como responderemos, como Congregação, sendo fiéis ao Espírito, ao Evangelho e ao carisma fundacional?

Depende de cada um de nós..." (N.106)

Nas últimas páginas encontramos a História da Conferência da América Latina e Caribe.

Boa Leitura! E unidos em oração para que o Espírito Santo ilumine e ajude reimaginar a nossa vida redentorista!

Pe. Alberto Pasquoto, CSsR

Clique no botão abaixo para acessar o documento: 


Mensagem do Pe. Superior Geral sobre a Vocação Missionária Redentorista e o Dia Mundial dos Pobres

Roma, 6 de novembro de 2021

Memória dos Mártires Redentoristas Espanhóis de Cuenca


ORAÇÃO 

Padroeiro: São Judas Tadeu 

"É preciso rezar sempre e não deixar de o fazer". (Lc 18,1) O 

Muitos são os motivos que levam as pessoas a rezar, muitas pessoas encontram consolo para as suas angústias nas orações. Em todas as religiões e culturas, existem formas rituais de preces, também chamadas de oração. 

A oração é uma oportunidade de conversarmos com Deus e expor nossas necessidades, apresentado nossa gratidão, ou simplesmente, nutrindo nossa amizade com Deus. A oração, nunca deve ser compreendida como um fardo, ou mesmo, uma obrigação, ou pior ainda: troca. 

Oração é diálogo de amor, é o meio que eu tenho para estreitar minhas relações com o meu Criador. 

A oração é a linguagem de Deus! Certa vez, disse o escritor português Eça de Queiroz: "Quem não conhece o poder da oração, é porque não viveu as amarguras da vida!". 

Toda oração traz consigo o poder do sentimento, a força da alma angustiada e a emoção do coração esperançoso. 

Em seus escritos exortou-nos Sto. Afonso a respeito dessa virtude: 

"É preciso que cada um seja um homem amante da oração e meditação das coisas divinas, de espírito devoto e recolhido, não distraído e dissipado. Sem oração, recolhimento e devoção, só existirá uma fé estéril, morta, uma caridade fraca, um trabalhar sem espírito e consequentemente sem fruto, e tudo perdido!". 

"Na oração podemos externar os sentimentos de nosso coração em voz alta ou baixa, ou então restringir-nos à simples aplicação das faculdades internas de nossa alma. Daí a distinção entre oração vocal ou meditação".

 "A oração é uma âncora segura para quem está em perigo de naufragar, é um tesouro imenso de riquezas para quem é pobre, é um remédio eficaz para os enfermos".

 "Não deixes de te dirigir com semelhantes afetos e súplicas à Santíssima Virgem Maria. Bemaventurado aquele que, na desolação, não abandonou a oração. Deus o enriquecerá de graças". 

Fonte: LIGÓRIO, Afonso Maria de. Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano. Tomo I. Friburgo: Herder & Cia, 1921. ANJOS, Gervásio Fabri dos. C.Ss.R. e Virtudes. Aparecida, SP: Editora Santuário, 1980. 

Estatística da CSSR 

Confrades vivos: 4.672 (15/09/2021) 

Confrades falecidos: 13.810 (1732-2021) 

Confrades que deixaram a CSSR: 11.677 (1732-2021) 

Total de professos 30.230 (1732-2021) 

*Informou o Ir. Fernando (Casa Geral), a pedido do Pe. Luiz Carlos de Oliveira. Os dados são de 15/09/2021. 

Fonte: Informativo CERESP


Redentoristas na Amazônia

Assista o vídeo sobre a chegada dos Redentoristas na Amazônia que o Ex-seminarista Redentorista de Manaus Francisco José postou no grupo de WhatsApp de Manaus

Clique no link : https://www.uneser.com.br/videos-diversos/



MENSAGEM SEMANAL DO PRESIDENTE DA UNESER

Somos desafiados ao serviço

"Pois o filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir..."

"E dar sua vida em resgate por muitos." (Mc 10,45)

Amigos e amigas

1. Fazemos parte de uma Igreja em saída, isto significa que o serviço é nossa primeira vocação enquanto membros deste corpo vivo. Os desafios ganham complexidade neste mundo em mudança, precisamos cada dia estarmos mais atentos e solícitos aos irmãos. Já são mais de 18 meses convivendo com esta pandemia. Muitas famílias foram acometidas de vários problemas, entre eles o desemprego, que traz em seu bojo o fenômeno da fome. Ainda na última semana vimos os famintos aproximando de um caminhão de lixo para recolher os detritos como fonte de alimentação. Foi uma cena que muito nos entristeceu e nos chama a agir em favor daqueles que passam pela dor maior da fome.

Cada amigo e cada amiga está desafiado(a) a encontrar uma forma de minimizar o sofrimento destes irmãos. Aqui não se quer dizer o que cada um deve fazer, mas desafiar o olhar de cada um para o problema. Sabemos que dar o peixe é menos produtivo do que ensinar a pescar, mas para alguns, sem o peixe ele não terá forças para pescar.

2. Falando de outra coisa, estamos chegando ao final do ano, momento de muitos preparativos e claro, os para o Natal vão ganhando força. Mas, programe aí seu encontro ERESER para o ano que vem também. Será muito bom encontrar cada um e cada uma em sua região.

3. Os amigos de Tietê, estão com uma equipe pensando o resgate das memórias do Seminário Santa Teresinha. Aguardem, virão novidades em breve!

Uma semana feliz para cada uma e cada um dos amigos.

Abraços do Goiano.

Jonival Côrtes

Presidente da UNESER


A mensagem do Superior Geral para o Dia Mundial das Missões de 2021

22 de outubro de 2021

"Não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido" (Atos 4:20)

Caros Confrades, Irmãs e membros da Família Redentorista,

Este domingo, 24 de outubro, todo o Povo de Deus celebra o Dia Mundial das Missões . Este ano, o Papa Francisco convida-nos a refletir sobre a nossa experiência de encontro com Jesus nosso Redentor - 'o que vimos e ouvimos' - para que possamos participar mais alegre e ativamente na missão da Igreja. Como o Santo Padre nos lembra em sua mensagem: "Ninguém está excluído, ninguém precisa se sentir distante ou afastado deste amor compassivo".

O tema e o enfoque deste ano apelam a tornar nossas as palavras da Evangelii gaudium : " A alegria do Evangelho enche o coração e a vida de todos os que encontram Jesus. Aqueles que aceitam sua oferta de salvação são libertos do pecado, da tristeza, do vazio interior e da solidão. Com Cristo, a alegria renasce constantemente. Com esta exortação, desejo encorajar os fiéis cristãos a iniciarem um novo capítulo de evangelização marcado por esta alegria, ao mesmo tempo que assinalo novos caminhos para o caminho da Igreja nos anos vindouros "(EG 1).

Que todos aceitemos com alegria este convite a testemunhar a alegria do encontro com Jesus, nosso Redentor, no mundo ferido de hoje!

Nosso mundo está profundamente ferido. Isso está mais claro hoje do que nunca. A pandemia de Covid 19 continua a ameaçar a vida, a saúde e até mesmo a subsistência de tantas pessoas vulneráveis e suas famílias. A crise climática e os desastres ecológicos apontam para as feridas que a humanidade infligiu ao nosso lar comum. As crises políticas e humanitárias continuam a explodir em violência em muitos países. É este mundo ferido que é tão amado por Deus que envia seu Filho como nosso Redentor. É este mundo, nossa casa comum, onde somos chamados a testemunhar o que vimos e ouvimos.

A serviço desta missão de esperança, o Papa Francisco inaugurou o "caminho sinodal" de comunhão, participação e missão no dia 10 de outubro na Basílica de São Pedro em Roma. No fim de semana passado, cada Bispo inaugurou esta jornada em cada Igreja local em todo o mundo. Bispos e leigos, sacerdotes e religiosos e religiosas, jovens e idosos, percorreremos juntos este caminho sinodal durante os próximos dois anos que conduzem à Assembleia do Sínodo dos Bispos em Roma em outubro de 2023.

O Papa Francisco pediu especificamente que todos os religiosos - padres, irmãos e irmãs, juntamente com os parceiros leigos - participem do caminho sinodal em suas Igrejas locais. Os Governos Gerais de congregações internacionais como os Redentoristas também participarão junto com os outros Governos Gerais - masculino e feminino - na preparação de nossa contribuição para o Sínodo. Convido todos vocês a participarem desta jornada na paróquia, diocese e comunidade onde vivem.

À medida que continuamos a caminhar o nosso próprio 'caminho sinodal' para o nosso 26 º Capítulo Geral, que o Espírito Santo nos guie e nos ilumine. Caminhamos juntos, acompanhados por Maria, nosso Perpétuo Socorro, junto com Santo Afonso e todos os nossos santos confrades.

Em Cristo nosso Redentor,

Michael Brehl, C.Ss.R. - Superior Geral

(Scala News)


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE O PAPA FRANCISCO PARA O 

DIA MUNDIAL DAS MISSÕES DE 2021


«Não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20)

Queridos irmãos e irmãs! Quando experimentamos a força do amor de Deus, quando reconhecemos a sua presença de Pai na nossa vida pessoal e comunitária, não podemos deixar de anunciar e partilhar o que vimos e ouvimos. A relação de Jesus com os seus discípulos, a sua humanidade que nos é revelada no mistério da Encarnação, no seu Evangelho e na sua Páscoa mostram-nos até que ponto Deus ama a nossa humanidade e assume as nossas alegrias e sofrimentos, os nossos anseios e angústias (cf. Conc. Ecum. Vat II, Const. past. Gaudium et spes, 22). Tudo, em Cristo, nos lembra que o mundo em que vivemos e a sua necessidade de redenção não Lhe são estranhos e também nos chama a sentirmo-nos parte ativa desta missão: «Ide às saídas dos caminhos e convidai todos quantos encontrardes» (cf. Mt 22, 9). Ninguém é estranho, ninguém pode sentir-se estranho ou afastado deste amor de compaixão. A experiência dos Apóstolos A história da evangelização tem início com uma busca apaixonada do Senhor, que chama e quer estabelecer com cada pessoa, onde quer que esteja, um diálogo de amizade (cf. Jo 15, 12-17). Os Apóstolos são os primeiros que nos referem isso, lembrando inclusive a hora do dia em que O encontraram: «Eram as quatro da tarde» (Jo 1, 39). A amizade com o Senhor, vê-Lo curar os doentes, comer com os pecadores, alimentar os famintos, aproximar-Se dos excluídos, tocar os impuros, identificar-Se com os necessitados, fazer apelo às bem-aventuranças, ensinar de maneira nova e cheia de autoridade, deixa uma marca indelével, capaz de suscitar admiração e uma alegria expansiva e gratuita que não se pode conter. Como dizia o profeta Jeremias, esta experiência é o fogo ardente da sua presença ativa no nosso coração que nos impele à missão, mesmo que às vezes implique sacrifícios e incompreensões (cf. 20, 7-9). O amor está sempre em movimento e põe-nos em movimento, para partilhar o anúncio mais belo e promissor: «Encontramos o Messias» (Jo 1, 41). Com Jesus, vimos, ouvimos e constatamos que as coisas podem mudar. Ele inaugurou - já para os dias de hoje - os tempos futuros, recordando-nos uma caraterística essencial do nosso ser humano, tantas vezes esquecida: «fomos criados para a plenitude, que só se alcança no amor» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 68). Tempos novos, que suscitam uma fé capaz de estimular iniciativas e plasmar comunidades a partir de homens e mulheres que aprendem a ocupar-se da fragilidade própria e dos outros (cf. ibid., 67), promovendo a fraternidade e a amizade social. A comunidade eclesial mostra a sua beleza, sempre que se lembra, com gratidão, que o Senhor nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4, 19). Esta «predileção amorosa do Senhor surpreende-nos e gera maravilha; esta, por sua natureza, não pode ser possuída nem imposta por nós. (...) Só assim pode florir o milagre da gratuidade, do dom gratuito de si mesmo. O próprio ardor missionário nunca se pode obter em consequência dum raciocínio ou dum cálculo. Colocar-se "em estado de missão" é um reflexo da gratidão» (Francisco, Mensagem às Pontifícias Obras Missionárias, 21 de maio de 2020). E, no entanto, os tempos não eram fáceis; os primeiros cristãos começaram a sua vida de fé num ambiente hostil e árduo. Histórias de marginalização e prisão entrelaçavam-se com resistências internas e externas, que pareciam contradizer e até negar o que tinham visto e ouvido; mas isso, em vez de ser uma dificuldade ou um obstáculo que poderia levá-los a retrair-se ou fechar-se em si mesmos, impeliu-os a transformar cada incómodo, contrariedade e dificuldade em oportunidade para a missão. Os próprios limites e impedimentos tornaram-se um lugar privilegiado para ungir, tudo e todos, com o Espírito do Senhor. Nada e ninguém podia permanecer alheio ao anúncio libertador. Possuímos o testemunho vivo de tudo isto nos Atos dos Apóstolos, livro que os discípulos missionários sempre têm à mão. É o livro que mostra como o perfume do Evangelho se difundiu à passagem deles, suscitando aquela alegria que só o Espírito nos pode dar. O livro dos Atos dos Apóstolos ensina-nos a viver as provações unindo-nos a Cristo, para maturar a «convicção de que Deus pode atuar em qualquer circunstância, mesmo no meio de aparentes fracassos», e a certeza de que «a pessoa que se oferece e entrega a Deus por amor, seguramente será fecunda (cf. Jo 15, 5)» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 279). O mesmo se passa connosco: o momento histórico atual também não é fácil. A situação da pandemia evidenciou e aumentou o sofrimento, a solidão, a pobreza e as injustiças de que já tantos padeciam, e desmascarou as nossas falsas seguranças e as fragmentações e polarizações que nos dilaceram silenciosamente. Os mais frágeis e vulneráveis sentiram ainda mais a sua vulnerabilidade e fragilidade. Experimentamos o desânimo, a deceção, o cansaço; e até a amargura conformista, que tira a esperança, se apoderou do nosso olhar. Nós, porém, «não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor, e nos consideramos vossos servos por amor de Jesus» (2 Cor 4, 5). Por isso ouvimos ressoar nas nossas comunidades e famílias a Palavra de vida que ecoa nos nossos corações dizendo: «Não está aqui; ressuscitou» (Lc 24, 6); uma Palavra de esperança, que desfaz qualquer determinismo e, a quantos se deixam tocar por ela, dá a liberdade e a audácia necessárias para se levantar e procurar, criativamente, todas as formas possíveis de viver a compaixão, «sacramental» da proximidade de Deus para connosco que não abandona ninguém na beira da estrada. Neste tempo de pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome dum sadio distanciamento social, é urgente a missão da compaixão, capaz de fazer da distância necessária um lugar de encontro, cuidado e promoção. «O que vimos e ouvimos» (At 4, 20), a misericórdia com que fomos tratados, transforma-se no ponto de referimento e credibilidade que nos permite recuperar e partilhar a paixão por criar «uma comunidade de pertença e solidariedade, à qual saibamos destinar tempo, esforço e bens» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 36). É a sua Palavra que diariamente nos redime e salva das desculpas que levam a fechar-nos no mais vil dos ceticismos: «Tanto faz; nada mudará!» Pois, à pergunta «para que hei de privar-me das minhas seguranças, comodidades e prazeres, se não vou ver qualquer resultado importante», a resposta é sempre a mesma: «Jesus Cristo triunfou sobre o pecado e a morte e possui todo o poder. Jesus Cristo vive verdadeiramente» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 275) e, também a nós, nos quer vivos, fraternos e capazes de acolher e partilhar esta esperança. No contexto atual, há urgente necessidade de missionários de esperança que, ungidos pelo Senhor, sejam capazes de lembrar profeticamente que ninguém se salva sozinho. Como os apóstolos e os primeiros cristãos, também nós exclamamos com todas as nossas forças: «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20). Tudo o que recebemos, tudo aquilo que o Senhor nos tem concedido, ofereceu-no-lo para o pormos a render doando-o gratuitamente aos outros. Como os apóstolos que viram, ouviram e tocaram a salvação de Jesus (cf. 1 Jo 1, 1-4), também nós, hoje, podemos tocar a carne sofredora e gloriosa de Cristo na história de cada dia e encontrar coragem para partilhar com todos um destino de esperança, esse traço indubitável que provém de saber que estamos acompanhados pelo Senhor. Como cristãos, não podemos reservar o Senhor para nós mesmos: a missão evangelizadora da Igreja exprime a sua valência integral e pública na transformação do mundo e na salvaguarda da criação. Um convite a cada um de nós O tema do Dia Mundial das Missões deste ano - «não podemos deixar de afirmar o que vimos e ouvimos» (At 4, 20) - é um convite dirigido a cada um de nós para cuidar e dar a conhecer aquilo que tem no coração. Esta missão é, e sempre foi, a identidade da Igreja: «ela existe para evangelizar» (São Paulo VI, Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 14). No isolamento pessoal ou fechando-se em pequenos grupos, a nossa vida de fé esmorece, perde profecia e capacidade de encanto e gratidão; por sua própria dinâmica, exige uma abertura crescente, capaz de alcançar e abraçar a todos. Atraídos pelo Senhor e a vida nova que oferecia, os primeiros cristãos, em vez de cederem à tentação de se fechar numa elite, foram ao encontro dos povos para testemunhar o que viram e ouviram: o Reino de Deus está próximo. Fizeram-no com a generosidade, gratidão e nobreza próprias das pessoas que semeiam, sabendo que outros comerão o fruto da sua dedicação e sacrifício. Por isso apraz-me pensar que «mesmo os mais frágeis, limitados e feridos podem [ser missionários] à sua maneira, porque sempre devemos permitir que o bem seja comunicado, embora coexista com muitas fragilidades» (Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 239). No Dia Mundial das Missões que se celebra anualmente no penúltimo domingo de outubro, recordamos com gratidão todas as pessoas, cujo testemunho de vida nos ajuda a renovar o nosso compromisso batismal de ser apóstolos generosos e jubilosos do Evangelho. Lembramos especialmente aqueles que foram capazes de partir, deixar terra e família para que o Evangelho pudesse atingir sem demora e sem medo aqueles ângulos de aldeias e cidades onde tantas vidas estão sedentas de bênção. Contemplar o seu testemunho missionário impele-nos a ser corajosos e a pedir, com insistência, «ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe» (Lc 10, 2), cientes de que a vocação para a missão não é algo do passado nem uma recordação romântica de outrora. Hoje, Jesus precisa de corações que sejam capazes de viver a vocação como uma verdadeira história de amor, que os faça sair para as periferias do mundo e tornar-se mensageiros e instrumentos de compaixão. E esta chamada, fá-la a todos nós, embora não da mesma forma. Lembremo-nos que existem periferias que estão perto de nós, no centro duma cidade ou na própria família. Há também um aspeto da abertura universal do amor que não é geográfico, mas existencial. Sempre, mas especialmente nestes tempos de pandemia, é importante aumentar a capacidade diária de alargar os nossos círculos, chegar àqueles que, espontaneamente, não sentiria como parte do «meu mundo de interesses», embora estejam perto de nós (cf. Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 97). Viver a missão é aventurar-se no cultivo dos mesmos sentimentos de Cristo Jesus e, com Ele, acreditar que a pessoa ao meu lado é também meu irmão, minha irmã. Que o seu amor de compaixão desperte também o nosso e, a todos, nos torne discípulos missionários. Maria, a primeira discípula missionária, faça crescer em todos os batizados o desejo de ser sal e luz nas nossas terras (cf. Mt 5, 13-14). Roma, em São João de Latrão, na Solenidade da Epifania do Senhor, 6 de janeiro de 2021. Francisco

Terço  de Aparecida

você sabia que pode acompanhar o terço diariamente aqui pelo site?

clique no link a seguir https://www.uneser.com.br/devocao-do-terco/



MENSAGEM RECEBIDA DE DOM ORLANDO BRANDES


Caros amigos da Uneser, Paz

Deus lhes pague pelo manifesto de apoio. Foi um gesto de caridade por parte de todos vocês.

Sintamos a alegria de ser católicos. Amemos a Igreja, o Papa e, sobretudo, a Deus.

Não se esqueçam de rezar por mim. Meu abraço, prece, admiração, com sentimentos de gratidão.

Cordialmente,

Dom Orlando Brandes

Arcebispo de Aparecida



MANIFESTO DE DESGRAVO E APOIO

Nós, da Diretoria da União Nacional dos Ex-Seminaristas Redentoristas - UNESER, vimos através desta nota declarar nosso desagravo em relação às declarações abjetas de um Deputado Estadual/SP.

Observando a virulência de suas declarações, baixeza de seu vocabulário, estado emocional em que se encontrava e natureza de seus argumentos, percebemos que o citado deputado não defendia crenças filosóficas ou questões de fé, mas interesses de grupos em luta pelo poder.

Mais do que atacar a fé que professamos, as declarações foram dirigidas pessoalmente ao arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, aos membros da CNBB e ao nosso líder máximo o Papa Francisco, e foram altamente ofensivas, assim esperamos que autoridades competentes tomem as devidas providências a este claro crime de calúnia.

Declaramos também nosso apoio a Dom Orlando Brandes, bem como às ideias que defendeu corajosamente na homilia por ocasião da Festa da Padroeira e como católicos, apoiamos a CNBB em seus posicionamentos. Temos em nosso Papa Francisco um exemplo de amor cristão raramente visto antes e vemos nele o representante de Cristo entre nós.

Por fim reiteramos a rejeição à atitude anticristã do agressor, ao discurso de ódio de forma geral, ao desrespeito a nossas matas e povos indígenas e aos menos favorecidos da nação brasileira, à escalada da "pátria armada".

Frente a toda situação que vem se acumulando de insultos contra a Igreja sintonizada ao Vaticano II, Laudato Si e outros, professamos que a MISSÃO DA IGREJA é estar a serviço da construção do Reino que começa nesse mundo. Essa Missão é mandato de Jesus como bem fez em sua prática junto aos mais vulneráveis do seu tempo. Os insultos são contra o jeito de ser Igreja assim, fiel a Jesus. Pois, pretendem abafar por desmoralização o Magistério do Papa Francisco e a CNBB".



Em resposta a carta da CNBB, Presidência da Alesp pede desculpas por discurso de parlamentar

O presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Carlão Pignatari, se pronunciou na abertura da Sessão Plenária desta segunda-feira (18/10) sobre a carta aberta da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que rejeitou o discurso feito pelo parlamentar Frederico d'Avila (PSL) feito na Tribuna do Parlamento no último dia 14 de outubro.
Em seu pronunciamento, Carlão Pignatari, em nome da Alesp, fez um pedido expresso de desculpas ao Papa Francisco e a dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, e também à CNBB e a todos os ofendidos pelas palavras do parlamentar, que "não representam a opinião da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo".
O presidente da Alesp também recebeu nesta segunda, na sede do Parlamento, o bispo diocesano de Mogi das Cruzes e presidente da Regional Sul da CNBB, dom Pedro Luiz, e o padre Paulo Renato. Eles entregaram em mãos a carta a Carlão Pignatari.
Abaixo, a íntegra da manifestação do presidente da Alesp:
''Não há como abrir esta sessão de hoje de maneira diferente: Em nome de todo o parlamento paulista, como presidente desta Casa, repudio todo e qualquer uso da palavra que vá além da crítica e que se constitua em ataques, extrapolando os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar, concedida aos representantes públicos eleitos.
Aliás, todo excesso no uso da liberdade de expressão acaba por agredir este mesmo direito, pilar fundamental da democracia, que é consagrada como bem maior da sociedade brasileira.
Para o político, o dom da palavra é um direito inalienável. Mas que encontra limites no respeito pessoal e da própria lei. Não comporta, portanto, a irresponsabilidade e o crime.
Da tribuna fala o povo, que por cultura da sociedade brasileira, comunga da união e do amor ao próximo, independentemente do seu credo. A tribuna é ponto de convergência, permitindo opiniões contrárias, mas jamais a pregação do ódio.
Em nome do Parlamento paulista, eu rogo um pedido expresso de desculpas ao Papa Francisco e a dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida, a quem empregamos nossa mais incondicional solidariedade.
A palavra não é arma para destruição. Ela é um dom. É construção. Todo deputado estadual tem o dever de representar o povo, ouvir as pessoas e fazer valer seu compromisso com São Paulo.
Mas vir à tribuna, lugar mais importante desta assembleia, para proferir ofensas é algo que não pode ser aceito. Em nome do parlamento paulista, é nosso dever o reestabelecimento do respeito, antes de tudo, à democracia.
Peço desculpas também a todos que se sentiram ofendidos pelas palavras que não representam a opinião da Assembleia Legislativa de São Paulo. Acredito que o parlamentar também reconheça seu excesso e o espaço permanece livre para eventual retratação.
Mais uma vez, digo que o nosso compromisso é com a verdade, com o cidadão, com o respeito e com a coerência. E como presidente desta Casa, faço um apelo para que os extremos entendam, de uma vez por todas, que a divergência legitima a democracia. Mas não justificam a barbárie.''
Histórico
No último dia 12, o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes, conduziu a missa em comemoração ao Dia de Nossa Senhora Aparecida. Em seu discurso, o religioso falou sobre as vítimas da Covid-19, reforçou a importância de uma sociedade amorosa e fraterna e, por fim, pontuou ''para ser pátria amada não pode ser pátria armada'', frase que gerou polêmicas entre os apoiadores armamentistas.
Em resposta, o deputado Frederico d'Avila fez xingamentos ao arcebispo de Aparecida, ao Papa Francisco e à CNBB em sua fala no Pequeno Expediente na última quinta-feira (14/10). O discurso do deputado gerou desconforto aos religiosos, que cobraram um posicionamento do presidente do Parlamento, e afirmaram que levarão o caso para a Justiça.


CARTA ABERTA

P - Nº. 0325/21

Exmo. Sr.
Deputado Estadual Carlão Pignatari
Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo
Cidadãos e cidadãs brasileiros

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, nesta casa legislativa e diante do Povo Brasileiro, rejeita fortemente as abomináveis agressões proferidas pelo deputado estadual Frederico D'Avila, no último dia 14 de outubro, da Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Com ódio descontrolado, o parlamentar atacou o Santo Padre o Papa Francisco, a CNBB, e particularmente o Exmo. e Revmo. Sr. Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes.

Ao longo de toda a sua história de 69 anos, celebrada no dia em que ocorreu este deplorável fato, a CNBB jamais se acovardou diante das mais difíceis situações, sempre cumpriu sua missão merecedora de respeito pela relevância religiosa, moral e social na sociedade brasileira. Também jamais compactuou com atitudes violentas de quem quer que seja. Nunca se deixou intimidar. Agora, diante de um discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo bem da democracia brasileira, a CNBB, mais uma vez, levanta sua voz.

A CNBB se ancora, profeticamente, sem medo de perseguições, no seguinte princípio: a Igreja reivindica sempre a liberdade a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76).

Defensora e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a CNBB, respeitosamente, espera dessa egrégia casa legislativa, confiando na sua credibilidade, medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade - sinal de compromisso inarredável com a construção de uma sociedade democrática e civilizada.

A CNBB, prontamente, comprometida com a verdade e o bem do povo de Deus, a quem serve, tratará esse assunto grave nos parâmetros judiciais cabíveis. As ofensas e acusações, proferidas pelo parlamentar - protagonista desse lastimável espetáculo - serão objeto de sua interpelação para que sejam esclarecidas e provadas nas instâncias que salvaguardam a verdade e o bem - de modo exigente nos termos da Lei.

Nesta oportunidade, registramos e reafirmamos o nosso incondicional respeito e o nosso afeto ao Santo Padre, o Papa Francisco, bem como a solidariedade a todos os bispos do Brasil. A CNBB aguarda uma resposta rápida de Vossa Excelência - postura exemplar e inspiradora para todas as casas legislativas, instâncias judiciárias e demais segmentos para que a sociedade brasileira não seja sacrificada e nem prisioneira de mentes medíocres.
Em Cristo Jesus, "Caminho, Verdade e Vida", fraternalmente,

Brasília-DF, 16 de outubro de 2021

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte, MG
Presidente

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre, RS
1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima, RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ
Secretário-Geral


VIVAS A SÃO GERALDO !!!



Celebrações Redentoristas - São Geraldo


Ceresp CSSR <ceresp@cssr.com.br>


Estimados Membros da UNESER,

Em meio as festividades da Rainha e Padroeira do Brasil, enviamos mais uma Celebração Redentorista para aprofundarmos a nossa espiritualidade. Trata-se do Tríduo e Festa de São Geraldo Magela, nosso querido e humilde Irmão Redentorista.

Fraternalmente,

Centro Redentorista de Espiritualidade (CERESP)



CELEBRAÇÕES REDENTORISTAS

Textos Pe. Luiz Carlos de Oliveira CSsR

TRÍDUO E FESTA DE SÃO GERALDO MAJELLA - 16 de OUTUBRO 

1º DIA DO TRÍDUO- 13 de outubro

Tema: Sempre unido ao seu caro Deus

LEITURA INICIAL - "Como poderei viver se me faltar Deus?" (São Geraldo)

Falar de Geraldo é falar de um Deus que nos assusta e comove por seu amor, às vezes, extravagante. Geraldo com sua maneira própria de viver foi capaz de captar e entender a liberdade alegre do amor de Deus, unida à loucura da cruz. Tendo absorvido desde a infância este amor numrelacionamento tão simpático, ele o devolve ao seu mundo na forma de grande caridade e de donsextraordinários que o tomavam o sinal de que Deus não se esquece daquele povo sofrido. Por outrolado Geraldo se revestia do manto sangrento do Cristo sofredor, morrendo na cruz, fazendo-se vítimainocente por aquele povo que ele tanto amava e do qual não se afastava. Tendo nascido no dia 26 de abril de 1726 realiza em pouco tempo um longo caminho. A primeira vista ficamos chocados com seu modo de ser mas acabamos descobrindo que é fruto espiritual de sua cultura. Os fatos extraordinários que ocorrem na sua vida são também produto do povo que tomou conta do seu santo e o fez à altura de sua compreensão. Um grande historiador do sul da Itália (De Rosa), explica-o colocado dentro do seu mundo socioeconômico e religioso, facilitando assim a compreensão de sua figura e sua legenda (o modo como o povo o descreve). 

Seu nome Geraldo lhe vem do nome de seu irmãozinho Geraldo, falecido. Morto o pai, ele começou a aprender o ofício de alfaiate. Neste ambiente, começa a apanhar de um dos oficiais da alfaiataria. Aprendera nos livros que Jesus tivera muitos sofrimentos físicos. Começa então a ver nos seus sofrimentos a união com os sofrimentos de Jesus, não por dolorismo mas para tornar-se semelhante a Jesus crucificado. Ele transforma esses sofrimentos numa alegria pascal que explode na plena liberdade do relacionamento com Deus e na mais profunda caridade com o próximo. Uniformizando sua vontade com a de Cristo pelo cumprimento da vontade de Deus, ele se faz um com Ele, continuando-o como Redentor. Queremos descobrir mais e mais os caminhos pelos quais o Redentor quer caminhar hoje. Este caminho passa pela nossa identificação com os sofrimentos do povo, mesmo experimentando-os na carne, para sermos sinais da esperança que renasce como páscoa de liberdade e amor. Os textos da liturgia nos levam a captar este chamado que Geraldo recebe desde pequeno. Na vocação redentorista temos necessidade de corresponder sempre e com maior empenho para continuar o Cristo e identificar-nos com Ele do modo como Ele nos sugere. 

TEXTO DA MISSA (Pelas Vocações Religiosas, Missal Romano)

PRIMEIRA LEITURA (lSm 3,1-10) Samuel encontra o chamado de Deus na sua meninice. E não deixava perder nada do que Deus lhe sugeria. SALMO (83,3-4. 6. 8a. 11)

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO - Aleluia! Eu vos escolhi do mundo para que vades e produzais frutos e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor Aleluia. 

EVANGELHO (Lc 9,57-62)O seguimento de Jesus inclui decisão, disposição ao novo e coragem para o inesperado. 

HOMILIA Sempre unido ao seu caro Deus (confira o texto de Pe. S. Majorano, Leitura Inicial para todo o Tríduo).

1. Sempre unido a seu "caro" Deus. Quem abre as cartas de São Geraldo, é logo tocado pela profundidade e pela espontaneidade de sua comunhão com Deus. Nunca aparece voltado para si mesmo, mesmo nos momentos mais duros, de dificuldade e incompreensão. Vivia sempre em intensa e amorosa comunhão com seu "caro Redentor", com seu "caro Deus" como costumava dizer. Repetia com insistência à Irmã Maria de Jesus: "Amemos nosso Deus, pois só ele merece ser amado: e como poderíamos viver se não amássemos de todo coração o nosso caro Deus?" E lhe segredava: "Estou retido em Nápoles fazendo companhia ao Pe. Margota; agora mais que nunca vou aproveitar ao máximo meu caro Deus". Assim foi toda sua vida: "Aproveitada ao máximo com seu caro Deus". "Conta-se que - como durante o processo de beatificação o redentorista Francisco Alfani lembrando aos confrades que haviam convivido com Geraldo - que não havia momento em que não tivesse sua mente elevada a Deus, em cuja contemplação imergia tanto que, como profundo teólogo falava dos maiores mistérios de nossa fé, particularmente da Santíssima Trindade, da Encarnação do Verbo. Via-se continuamente tomado de tal força do amor divino que prorrompia em fortíssimas exclamações de fé em que os presentes ficavam profundamente impressionados. "Esta comunhão contínua e amorosa com Deus não tornava Geraldo desligado das exigências da vida cotidiana, sobretudo das mil necessidades dos confrades. Era fruto de um olhar de fé que colhia nos acontecimentos, mesmo nos mais dolorosos e difíceis, a presença salvífica do Redentor. Significativa é a expressão que lhe era habitual, colhida pelo Pe. Caione: "Se Deus tirasse de nossos olhos este véu (visiera), em qualquer lugar veríamos o paraíso. Debaixo desta pedra ou daquela está Deus". A intensidade desta comunhão era tal que, às vezes, bastava apenas um olhar a uma imagem parafazê-lo explodir em êxtase. Como aconteceu certa vez, enquanto arrumava o refeitório para o almoço da comunidade: "Deu uma olhada a um quadro do Ecce Homo, recorda Caione, e foi tal o ardor com que o olhou, que ficou de joelhos, fora de si olhando o quadro. O mesmo aconteceu, outro dia, diante de uma imagem de Nossa Senhora na casa de Cappucci: foi visto 'elevado no ar, gritando com os senhores a sua volta: olhem como ela é bela! Beijava e tomava a beijar com grandíssimo e extraordinário ardor aquele quadro". Ele não se cansava de exortar os destinatários de suas cartas a este olhar de fé que se fazia comunhão confiante. Escrevia, por exemplo à Irmã Maria de Jesus nos primeiros meses de 1753: "A quem falta a fé, falta Deus. Eu já me decidi a viver e morrer amassado como pão pela santa fé. A fé me é vida e a vida é a fé. Ó Deus! Quem pode viver sem a santa fé? Quero sempre exclamar e gostaria que isto fosse ouvido pelo mundo inteiro e assim dizer sempre: viva a nossa fé em nosso caro Deus. Deus, somente ele merece ser amado. E como poderei viver se me falta Deus? "O sofrimento mais agudo para Geraldo era quando esse olhar de comunhão parecia obscurecer-se. Dizia a mesma irmã nos primeiros meses de 1754: "Assim vai o dia de hoje: uns sobem outros descem! Eu desci de tal maneira que não tenho mais solução! Creio que meus sofrimentos serão eternos. Não me preocupo que sejam eternos: basta que eu ame a Deus e que em tudo isto lhe desse prazer".

PRECESSão Geraldo procura a profunda união com Deus e a conserva como sua preciosa riqueza. Imploremosa Deus que nos abra ao seu mistério e nos faça vivê-lo com intensidade.- 

São Geraldo, rogai por nós.

Pela Igreja, para que seus ministros e fiéis leigos possam apresentar ao mundo uma santidade que atraia ao amor de Deus e à união com Ele, rezemos:

-Por todas as pessoas que andam desnorteadas, para que encontrem no exemplo de Geraldo força para ir a Deus, rezemos:

- Por todos nós, para que unamos a santidade a uma caridade intensa pelos mais desfavorecidos, rezemos:

- Pelas crianças, para que desde pequenos possam descobrir, como Geraldo, o grande amor pelo Cristo e construir seu relacionamento com Deus de maneira profunda e coerente, rezemos:

- Pelos pais de família, para que, como Benedita, mãe de Geraldo, deem a seus filhos a educação religiosa para que possam ser cristãos coerentes, rezemos:

- Pelos jovens, para que se desprendam e se lancem no amor a Cristo e aos irmãos, como Geraldo, rezemos:

Oremos. Acolhei, Ó Deus, nossa prece que fazemos em preparação à festa de nosso querido SãoGeraldo. Suplicamos que tocados pelo amor de Cristo nos empenhemos em continuá-lo expressando seu amor ao mundo. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso.

OFERTÓRIO

Sugestões:- Um pão, lembrando o episódio de Geraldo menino que recebia o pão de um garotinho com quem brincava e segundo ele diz mais tarde, não sabia que era o menino Jesus.

- Instrumentos de alfaiataria: panos, tesoura, fita métrica.- Algumas crianças, lembrando a necessidade de conduzir as crianças desde pequeninos ao conhecimento e seguimento de Jesus.

- Um crucifixo que lembra a profunda opção de Geraldo pelo sacrifício redentor.


2º DIA DO TRÍDUO 14 de outubro Tema: Amor ao próximo e liberdade franca e sincera

LEITURA INICIAL "Não te maravilhes que eu te escreva de modo tão afetuoso" (São Geraldo).São Geraldo continua a nos ensinar os caminhos da santidade. Sua verdade era aquele crucifixo que trazia debaixo do hábito. Dele aprendera o extremado amor ao próximo e a liberdade serena e franca. Constantemente estava atendendo as pessoas, sobretudo os pobres, nas suas necessidades. Seu afeto pelos pobres e sua compaixão eram manifestos através do auxílio espiritual e material, acompanhados não de poucos sinais miraculosos. No duro inverno que a região passou, ele atendia 120 pobres. Acolhendo aquela gente faminta e regelada, pegava as mãos das criancinhas entre as suas e chorava ao ver seu sofrimento. Sensível no atendimento espiritual, ele ama o pecador e detesta todo o mal. No relacionamento com as pessoas manifesta uma caridade toda feita de amor humano e divino. Não tem medo de dizer que ama, mesmo depois da calúnia que lhe vem, justamente por sua liberdade no trato com as pessoas. E de um humor livre e espontâneo. Faz sua trajetória vocacional procurando ir ao encontro de Deus no serviço e obediência. Obedecia ao mínimo aceno, jamais duvidando que fosse vontade de Deus, assumindo fortemente a dor que isso pudesse lhe trazer. Sua vocação religiosa transforma-o em um missionário que percorre cidades implantando a reconciliação e a conversão. Entra para a Congregação, aceito, a contragosto, pelo padre Paulo Cáfaro, que vê nele um irmão inútil para o trabalho. Em outubro de 1752 faz os votos. Vive 3 anos na Congregação. Tendo sido caluniado, não reclama: Dizem-lhe que se justifique, e ele diz: "Nossa regra manda não se escusar quando lhe é chamada a atenção. Sua espontaneidade deixou em apertos até Santo Afonso: Encontrando-se com ele pelo corredor em Pagani, fixa-lhe o rosto e diz: "Padre, o senhor tem um rosto de anjo. Quando o vejo, sinto-me consolado. Não é brincadeira, mas um verdadeiro sentimento"(Caione). Os textos da missa referem-se à família e amigos, lembrando as bases do nosso relacionamento, campo de nosso amor primeiro. 

Texto da Missa (Missa pelos familiares e amigos, Missal Romano)

PRIMEIRA LEITURA (I Jo 3,14-18)O amor é feito de atos concretos. Geraldo amava em totalidade atendendo a todas as necessidades das pessoas.

SALMO (99,2-5)Nós somos o seu povo, ovelhas de seu rebanho.

ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO Aleluia! Este é meu preceito: que vos ameis uns aos outros como eu vos amei. Aleluia.

EVANGELHO (Jo 15,12-1 7)O amor abre o relacionamento com Deus e tem como resposta o Dom do Espírito Santo e se transforma em obras maravilhosas.


HOMILIA - Amor ao próximo. Liberdade franca e serena (confira o texto de Pe. S. Majorano, Leitura inicial para todo o Tríduo, itens 2 e 3).

2. O amor ao próximo. Para quem crê não é possível separar o amor a Deus e amor aos irmãos. Ele é um só e inseparável amor, radicado no dom do Espírito. Se temos clara a intensidade da comunhão de Geraldo com seu "caro" Deus, não nos maravilhemos da profundidade e espontaneidade de seu relacionamento com o próximo. O trecho da carta a Ir. Maria, nos primeiros meses de 1753, já citado, é significativo a esse respeito: a fé de que Geraldo falava não indicava somente seu relacionamento com Deus, mas também o relacionamento especial que tinha com a irmã. Depois das saudações iniciais ele escreve: "Nosso caro amoroso Jesus esteja sempre com você minha querida madre, e a Mamma Maria Santíssima a conserve sempre no ser amoroso de nosso caro Deus". Acrescentava com uma pontinha de ironia gozadora: "Aí está a resposta a sua reverendíssima carta. E lhe digo que é necessário escrever para todo o universo e ser ouvido, e que se conta como uma das mais belas maravilhas de Deus o ter, depois de tanto tempo, sua reverendíssima se recordado de mim, seu servo. Eu me alegro infinitamente e louvo o sumo Criador. Agora basta! Seja como quiser, tudo ponho nas mãos de Deus e a perdoo. Se sua reverendíssima desgostar de mim, eu lhe digo que não sou como Ir. Maria de Jesus, que promete muito e não faz. Aquilo que eu prometo, não sou capaz de me esquecer eu sou assim: quanto mais me vejo expulso por vossa reverendíssima, tanto mais me apresso em ir para junto de vós para encontrar meu caro Deus". Precedentemente, dia 6 de abril de 1752, lhe tinha escrito: "Ó Deus! Que alegria imensa tive hoje, tendo recebido sua queridíssima e tão desejada carta! Se escrevo com tanta verdade diante de Deus, este desejo não é da minha vontade, mas do Altíssimo, que me faz pedir ajuda aos outros. No entanto me consolo de que você e todas as suas filhas (era a superiora com 24 anos) estejam fortemente empenhadas aos pés da Divina Majestade, por mim. E eu dele o espero e quero que de minha parte as pague copiosamente". Era uma comunhão que privilegiava a dimensão da oração. Geraldo não se cansava de pedi-la para si e para os outros e de prometê-la a quem escrevia. No dia 4 de outubro de 1754 recordava à Irmã Michela, superiora de Ripacândida: "Nada peço mais a não ser que mande sob obediência a todas as minhas caras irmãs que se recordem sempre de mim em suas santas orações, que eu, indignamente, farei sempre o mesmo por todas". O horizonte era sempre a salvação que se abre à eternidade: "Peçam sempre, sempre, a Deus por mim, escrevia a outra irmã de Ripacândida - e digam-lhe que me faça santo, por caridade, pois estou perdendo o tempo. Oh meu Deus, que desgraça é aminha pois deixo passar tantos momentos, horas e dias inutilmente, isto é, sem saber aproveitar. Quanta coisa perco! Mas isto não fazia Geraldo esquecer os mil problemas e mil necessidades da vida cotidiana. São belíssimas as cartas para constituir o dote, necessário para a entrada no convento das moças pobres. Não sentia vergonha de pedir a quem pudesse dar uma ajuda. Mas lembrava com veemência a Irmã Michela, "quanto às dificuldades que existiam no caso da irmã de Ir. Maria José, aqui também se faça a vontade de Deus. Tire-me esta e veja em mim o que me resta! E quanto ao dinheiro que agora está em minhas mãos, o pedi aos amigos, vai ficar depositado, pois se não ficar irmã, lhe servirá para um possível casamento. Irmã, o que está dizendo? Isto nem eu nem outro pode fazê-lo, pois seria o mesmo que desonrar nossa Congregação, porque de quem o procurei, o pedi para fazê-la monja e não para casá-la. Se isto não acontecer, o tal dinheiro deve ser restituído a quem ele pertence". A sensibilidade de Geraldo para com os outros, levava-o a estar atento aos necessitados e mais simples. Chama a atenção o que escreve à Ir. Maria Celeste do Espírito Santo a 28 de agosto de 1754: "Querida irmã, lembro-me que você queria um livrinho de canções desde o ano passado; como não o encontrei, não mandei. Esperava a ocasião. Agora que estou em Nápoles, recordei-me. Está aí. Cante em sua cela para que se faça uma grande santa e reze sempre a Deus por mim". Esta caridade tornava-se também milagre quando se tratava de ir em socorro dos pobres. A memória popular lembra sobretudo o que aconteceu no inverno terrível de 1755. Caione é fundamental para este fato: "mais de 120 pobres vinham a nossa porta toda manhã. Não se pode exprimir a caridade com a qual Geraldo tinha compaixão deles e os socorria. Fazia-se tudo a todos. Consolava-os, com suas palavras falando-lhes do céu, instruía-os nas coisas da fé, fazia-lhes algum sermão devoto, depois dispensava-os com a esmola mandando- os de volta duplamente consolados".

3. Com liberdade franca e sincera. Tudo isso era vivido por Geraldo com um espírito de liberdade e de franqueza que fascinava e surpreendia a todos os que o encontravam. Irradiava uma total disponibilidade ao Espírito, fruto daquele olhar de fé com que via e avaliava cada acontecimento. Muito significativo é o comentário do Superior de Materdomini depois do episódio do barril que deixara aberto sem que escorresse vinho: "Com este, Deus brinca de modo todo especial. É necessário deixá-lo agir conforme o Espírito o leve a viver: de outro modo não poderemos explicar tão estupendo prodígio". O próprio "voto de fazer sempre o mais perfeito, isto é, aquilo que me parece ser o mais perfeito diante de Deus", era expressão deste clima de liberdade. Geraldo preocupou-se em acrescentar "algumas reservas.., para evitar toda confusão ou escrúpulo, que me impediriam de agi?'. O horizonte deveria permanecer sempre amplo e aberto. No final de seu Regulamento anotava entre os "afetos": "Meu Deus, pudesse eu converter tantos pecadores quantos são os grãos de areia do mar ou da terra, galhos das árvores, folhas dos campos, átomos do ar, estrelas do céu, raios do sol e da lua, criaturas todas da terra. Uma liberdade assim estava casada com a obediência, pronta e generosa, à qual se referem frequentemente os testemunhos do processo de beatificação. Afirma, por exemplo, Pe. Tommaso Cozzarelli, de Caposele: "O servo de Deus apoiava sua observância na fé que possuía, acreditando que a voz do superior era a voz e a ordem do próprio Deus e por isso, considerava grande pecado e maldade não obedecer aos superiores. Nasceu assim nele o exercício heroico da obediência, bastando um aceno, uma voz, um simples movimento do superior para fazê-lo executar as coisas mais difíceis unindo à singular e estupenda obediência a maior simplicidade juntamente com o desejo de ser desprezado, por Jesus Cristo". Sentindo a causa de Deus totalmente como sua causa, Geraldo estava certo também de que a obediência fazia a sua causa, a causa de Deus. Aqui se vê a liberdade interior e a serenidade cheia de confiança que veremos na ocasião da calúnia de Nerea Caggiano. "Foi chamado a esta casa de Pagani, pelo próprio fundador, afirma o redentorista Cláudio Ripoli, e sendo duramente castigado não disse uma palavra para justificar-se. Nem, com tranquilidade constante, abriu a boca para soltar a menor reclamação. Mas aos outros, em particular, dizia e repetia com absoluta confiança: se nossa regra me proibe justificar-me, minha causa é a causa de Deus. Um episódio, narrado por Caione, é muito significativo. Vale a pena transcrevê-lo integralmente: "Tinha recebido uma graça especial de Deus: estar livre de tentações contra a pureza, aliás, nem sabia o que significavam, a tal ponto que andava com os olhos completamente livres. Vendo-o assim, chamei-lhe a atenção e lhe disse: por que você anda tão imodesto com os olhos, e não os traz abaixados? Ele me respondeu: por que devo trazê-los assim? Conhecendo sua simplicidade, não quis levá-lo à malícia e lhe disse: assim o quero. Daí por diante ele não levantou mais os olhos, não por temor às tentações, mas por obediência". A liberdade de Geraldo não era superficialidade, muito menos simploriedade. Nas suas cartas, mais de uma vez podemos concluir claramente: "Não estranhe, dizia por exemplo à Ir. Michela, o modo de escrever que tenho, tão afetuoso. Faço assim por três motivos: primeiro porque você é esposa de Cristo e como tal lhe quero bem, e venero; segundo, porque você é filha de Santa Teresa, minha querida, e por tal estima que tenho, daria o sangue e a vida para defender sempre e aumentar a glória de meu caro Deus; terceiro porque somos irmãos no Senhor, por isso devemos sempre amar-nos puramente em Deus".

Mas, mais significativas são as linhas, sofridas porque escritas no curso da última doença, dirigidas à jovem Isabel Salvatore: "Deus sabe como estou. Mas o meu Senhor permite que eu lhe escreva de próprio punho; assim você pode perceber como Deus ama você, minha querida filha. Você não pode imaginar como a amo em Deus, e quanto desejo sua eterna salvação, porque o Deus bendito quis que eu tivesse um cuidado especial com sua pessoa. Mas saiba, filha bendita, que o meu afeto é purificado de qualquer ardor do mundo. É um afeto divinizado em Deus. Repito pois que a amo em Deus, não fora de Deus. Se meu afeto saísse um pouquinho fora de Deus, seria um tição no inferno. E como amo você, assim amo todas as criaturas que amam a Deus, e se soubesse que uma pessoa me amasse fora de Deus, a amaldiçoaria da parte de meu Senhor, porque nosso afeto deve ser purificado no amor de todas as coisas em Deus e não fora de Deus". Essa mesma profunda liberdade permitia a Geraldo permanecer fiel aos gestos da piedade popular, sem contudo formalizar-se neles; ele ama as imagens sacras, pois as tem consigo, difunde com muita atenção e aprende a modelar em papelão; ele promete orações aos outros e pede por si, ele está ligado às numerosas concretizações penitenciais do seu tempo. Tudo vinha dentro daquela profundidade de comunhão e de encontro com Deus que transformava a imagem em chamado a uma  presença que absorvia até ao êxtase.

PRECES - Movidos pela caridade de Cristo que nos amou e nos ensinou o mandamento do amor, abramos nosso coração para o exemplo de São Geraldo que tanto amava e era tão livre neste amor .- São Geraldo, intercedei por nós.

- Pela Igreja, para que dedique ao amor toda sua atenção, rezemos:

- Pelas pessoas que se sentem desamparadas e carentes de amor, para que sejamos nós a reanimar sua vida manifestando nosso amor, rezemos:

- Pelo relacionamento das pessoas, para que aumente sempre entre todos a liberdade franca e serena no amor, rezemos:

- Pelas comunidades redentoristas, para que deem ao povo o testemunho da fraternidade e acolhimento aos necessitados, rezemos:

- Pelos jovens que se preparam para a vida religiosa, para que, vivendo a experiência da fraternidade, se disponham a doar suas vidas para que todos tenham vida, rezemos:

- Peçamos a intercessão de São Geraldo, para que sejamos animados a retomar caminhos de maior fidelidade e entusiasmo pela nossa vocação, rezemos:

Oremos. Ó Deus, Pai de bondade, vós que concedestes a São Geraldo expressar tão profundo amor, fazei que nosso coração se abra e construamos entre nós um mundo novo de amor e simplicidade. Por Cristo nosso Senhor.

OFERTÓRIO - Sugestões:- Oferta de dons lembrando o socorro que Geraldo fazia aos pobres.- Geraldo socorria as necessidades do povo. Trazer alguns símbolos que falem da necessidade do povo e do modo que fazemos o atendimento.- Citar irmãos que se dedicam a sua comunidade mostrando como cooperam na caridade.


3º DIA DO TRÍDUO - 15 de outubro - Tema: Eucaristia

LEITURA INICIAL - "Deixa-me ir pois tenho o que fazer". Disse Geraldo a Jesus Sacramentado. Seguir Geraldo na sua trajetória humana e espiritual é como entrar num mundo mágico onde nos fazemos crianças. Como fazem elas, fazemos nós também: abrimo-nos ao mistério e entramos na esfera do simbólico para atingir a plenitude do real. Geraldo se nos escapa ao controle. Nosso racionalismo intelectualista quer provas. Não que não devamos ser críticos dos fatos, mas atentos ao seu sentido amplo. Quando se fala de Eucaristia e Geraldo, entramos no mundo maravilhoso de dois amigos que se compreendiam e se interpretavam. A piedade popular, tendo tomado conta de "seu" Geraldo, cria as legendas e interpreta os fatos de sua vida de maneira acessível. Conta- se dele, quando pequenino recebia aquele pãozinho branco das mãos de um garotinho com quem brincava. Ele próprio dirá a sua irmã, Brígida, que o visita em Deliceto, quando já irmão: "Agora sei que aquele menino, que me dava o pão, era Jesus: eu pensava que era um menino como os outros". Brígida e Anna Maiella atestam que ele, quando tinha 7 anos foi à mesa da comunhão e o padre o salta dizendo que era muito pequeno. A noite, São Miguel, de quem já era grande devoto, lhe dá a comunhão. Seu povo quer vê-lo desde menininho unido ao seu caro Jesus. Ele o visitava frequentemente, e o quanto podia, estava diante do Santíssimo Sacramento com quem tinha deliciosos colóquios. Quando caluniado, foi castigado por Santo Afonso. Recebe a proibição de comungar. Um padre pergunta como fazia sem comunhão, ao que responde: "Vivo com a imensidão divina". Outro pede que o ajude na celebração da Eucaristia. Geraldo lhe diz: "Não me tente, pois acabo por tomá-la de suas mãos". A Eucaristia para ele era tudo. Teria passado todo o tempo diante do Santíssimo, sendo necessário aos superiores proibir-lhe de estar ali tanto tempo. Mas a presença de Deus era para ele mais que uma fé, era uma realidade palpável, na qual vivia. Esta presença Eucarística fazia-o, mesmo dolorosamente, viver dentro da vontade de Deus. Os membros da comunidade diziam que ele pedisse a Santo Afonso que lhe permitisse a Eucaristia; responde com uma virilidade que surpreende a nós que o temos por tão manso: "Não, não! E dando um grande murro sobre a pilastra da escada, acrescenta: Morra-se sob o peso da vontade de meu caro Deus". (O torcchio é a prensa de fazer o óleo.)Para ele a Eucaristia era a confluência de tudo o que vivia dela com seu caro Deus. Dela vivia e para ela se dirigia. A união com Cristo transforma-se nele na profunda uniformidade com sua vontade e na imitação ao extremo de seu amado Redentor.

TEXTO DA MISSA (Missa própria de Santa Teresa de Á'vila, da qual Geraldo era devoto, MissalRomano)

PRIMEIRA LEITURA (Rm 8,22-2 7)Também Geraldo, fraco, vive a força do Espírito que o transforma.

SALMO (18,8-11)
ACLAMAÇÃO AO EVANGELHO - Aleluia! Permanecei no meu amor, diz o Senhor; quem permanece em mim e eu nele, e, dá muito fruto.

EVANGELHO (Jo 15, 1-8)Como Teresa, Geraldo está plenamente imerso no Cristo com o qual se funde.

HOMILIA - Eucaristia (confira o texto de Pe. S. Majorano, Leitura Inicial para todo o Tríduo, item 4).

4. A Eucaristia. - O amor à Eucaristia é forte em Geraldo. Já na juventude, lembra Caione, "sobretudo era admirável a modéstia com a qual andava pela cidade, tratava com as pessoas, e aquele seu comportamento exterior e reverência, com a qual estava horas inteiras na igreja, diante do Santíssimo Sacramento, que frequentemente visitava. Grande ainda era o empenho em que Jesus Sacramentado fosse visitado pelos outros, e muitos, animados pelo seu fervoroso exemplo, iam frequentemente visitá-lo com inexplicável alegria para Geraldo". Este amor cresceu quando entrou na Congregação. A memória popular via-o todo absorto diante do tabernáculo, sem dar-se conta do passar do tempo. Numa manhã, sua oração em ação de graças à comunhão durou até o meio-dia. Quando os confrades lhe chamaram a atenção para os serviços da comunidade, respondeu simplesmente: "Ah! Vocês têm pouca fé: os anjos o que estão afazer? E assim dizendo foi com os companheiros para a cozinha; e estes viram com surpresa que tudo estava pronto". Diante do tabernáculo, a intensidade do diálogo com seu caro Redentor era incomparável. "Quando, de dia, assistia à exposição do Santíssimo, depõe Antônio de Cósimo, apesar de seu cuidado de se ocultar, Geraldo ficava com o rosto radiante; e seu peito se via ofegante e agitado; sua mente plenamente concentrada e absorta de modo a se ver nele um Serafim em adoração. "Mas a Eucaristia não se tornava uma desculpa para deixar de lado os ofícios que lhe estavam destinados. Com a espontaneidade que lhe era própria, Geraldo recordava também ao Cristo Eucarístico de estar sujeito à obediência. "Ouvi do povo e deponho - afirma Caetano Trerrótola -que o irmão Geraldo foi obedientíssimo aos sinais dos seus superiores que o proibiram de ficar muito tempo em oração diante de Jesus Sacramentado; uma vez passando perto se ouviu dizer por Geraldo: 'deixa-me ir pois tenho que fazer!' Sabendo disso seu superior quis conhecer a causa e Geraldo modestamente lhe revelou o acontecido. Então o superior ficou admirado com a santidade do servo de Deus por ter tanta familiaridade com Jesus Cristo sacramentado". Geraldo aprendia da Eucaristia a profundidade e a generosidade no dar-se: "a loucura" do amor, segundo as suas palavras. As vezes, enquanto estava em oração diante da Eucaristia "foi visto rir; obrigado pelo superior a dizer o porquê, ingenuamente dizia ter ouvido do tabernáculo, frequentemente, uma voz que lhe dizia: 'louco.., louco! Um dia virá em que consolarei você desta sua loucura'. E ele respondia: 'Senhor, não sou eu que aprendo do Senhor esta loucura!? Porque sendo um Deus infinito o Senhor se fechou nesta custódia pequenina por meu amor". Era uma loucura que se concretizava na disponibilidade e no dom aos irmãos. "Foi apaixonado pelo trabalho, observa o Pe. Caione, de maneira que jamais perdia tempo. Quando não tinha o que ,fazer, procurava ajudar os outros nos seus trabalhos, quando se devia fazer o pão para a comunidade, ele trabalhava por quatro; mandava embora todos os outros irmãos dizendo: deixem que eu faça e vocês descansem! E assim trabalhava sozinho. Durante os serviços materiais estava sempre recolhido e unido a Deus vendo-se, sempre levantar os olhos, aos céus fora dos sentidos."


PRECES - Rezemos a Deus pela invocação de São Geraldo, para que, aprendendo dele o grande amor à Eucaristia, sejamos prontos em assumir em nossas vidas a força deste sacramento.- São Geraldo, intercedei por nós.

- Pela Igreja, para que, fiel à transmissão da verdade, leve todas as pessoas ao amor à Eucaristia, rezemos:

- Para que nossas celebrações se transformem no verdadeiro encontro de aliança com Deus por Jesus Cristo, rezemos:

- Para que nossa fé não seja intelectualizada, mas como a fé de São Geraldo, se concretize na vivência do amor, rezemos:

- São Geraldo vivia imerso na presença de Deus. Para que nos estimulemos a reforçar nossa abertura a Deus, rezemos:

- São Geraldo, pelo seu exemplo, atraía ao amor de Jesus Sacramentado. Para que nossas celebrações e devoção atraiam as pessoas a conhecer o Senhor, rezemos:

Oremos. - Recebei ó Deus, nossas preces, como acolhestes o amor e as orações de São Geraldo e o fizestes à imagem de vosso Filho. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso.

OFERTÓRIO - Sugestões:- Símbolos Eucarísticos- Ostensório. - Material de Missa (Geraldo além de amar a Eucaristia, fora sacristão).


FESTA DE SÃO GERALDO - 16 de outubro - Tema: A vontade de Deus

LEITURA INICIAL - "Ele me dá maiores tormentos para que eu seja imitador de meu Santíssimo Redentor" (São Geraldo). Celebramos hoje a festa de São Geraldo dentro do espírito de louvor a Deus pela vida e ação deste cristão religioso e no sentido de acolher seu exemplo, para que também nós, em nossa aventura cristã, construamos o Reino de Deus. Durante a missão redentorista em Muro Lucano, sua cidade natal, ele vê o exemplo do irmão Onofre, de sua idade, que lhe conta a vida dos redentoristas. Pede para entrar, O Pe. Cáfaro, recusa-o dizendo claramente: "Você não suportaria uma semana a nossa vida. É fraco e doentio". Quando os missionários partem, sua mãe conhecendo o filho que tinha, tranca-o em casa. Ele foge pela janela deixando um bilhete: "Mamãe, não se preocupe, vou fazer-me santo". Corre atrás dos missionários e insiste. Pe. Paulo Cáfaro, continua recusando, mas acaba por ceder e faz o relatório: "Aí vai este rapaz inútil para o trabalho, como vocês podem ver pelo seu tipo. Mas não pude recusar devido à insistência e ao crédito de que goza em Muro, como jovem virtuoso e piedoso". Ele nasceu dia 6 de abril de 1726.

Sugestões: - Símbolos a serem usados:- Os próprios irmãos destacados com tempo de profissão, ofícios exercidos. Podem ser eles os leitores da celebração etc.- Um crucifixo grande, Geraldo se uniu a Cristo crucificado.- O livro das constituições que Geraldo se guia em totalidade, crendo assim na realização da vontade de Deus.- O pão que distribuía aos pobres.- Uma bela imagem de Maria que chamava de sua noiva, também um anel colocado na imagem, simbolizando o gesto de noivado de Geraldo.- Uma religiosa (carmelita) de quem Geraldo fora diretor espiritual- Instrumentos de seu trabalho - lavrador, padeiro, porteiro, sacristão, cozinheiro e alfaiate.

TEXTO DA MISSA (Missal Redentorista)

RITOS INICIAIS - Comentarista: Na celebração de São Geraldo todos somos chamados a crer que o projeto de identificação com Jesus pode ser realizado em nossa vida. Geraldo teve o seu. Escolheu o caminho de seguir o Cristo padecente na cruz. Esta foi sua alegria. Peçamos a misericórdia de Deus porque não nos decidimos fortemente a seguir a Cristo dentro de nosso modo de vida.

GLÓRIA - Unamo-nos ao louvor que Geraldo prestava a Deus por sua vontade, bendizendo-o nos sofrimentos.

PRIMEIRA LEITURA (Fl 3,8-14)A luta de Geraldo é para chegar a Cristo e estar com ele, tornar-se semelhante a ele, pois foi conquistado por Cristo.

EVANGELHO (Jo 12,23-32) Se o grão de trigo não cair na terra e não morrer ficará só. Mas se morrer produzirá muitos frutos. Geraldo morre para si, vive para o Redentor por isso ele vive e produz em nós seus frutos.

HOMILIA - A vontade de Deus (confira o texto de Pe. S. Majorano, Leitura Inicial para todo o Tríduo, item 5).

5. A vontade de Deus. A uniformidade com a vontade de Deus foi o desejo contínuo de Geraldo até seu leito de morte. O próprio Pe. Caione, seu superior, ouviu dele: "Me representa que este leito seja a vontade de Deus e eu estou pregado neste leito como se estivesse pregado na vontade de Deus. Assim vejo que eu e a vontade de Deus somos um só e a mesma coisa". Na porta de seu quarto tinha mandado afixar uma papeleta na qual com letras maiúsculas se viam escritas estas palavras: 'Aqui se faz a vontade de Deus, como quer Deus e por quanto tempo Deus quiser". Nisso Geraldo estava em plena sintonia com o modo de ver de Santo Afonso: "Toda nossa perfeição consiste em amar o nosso amabilíssimo Deus: mas a perfeição do amor a Deus consiste em unir a nossa a sua Santíssima vontade: se queremos agradar a Deus, procuremos em tudo conformar-nos a sua divina vontade; mas não só conformar-nos, mas uniformizar-nos a quanto Deus dispõe. A conformidade exige que nós conjuguemos nossa vontade com a vontade de Deus; mas a uniformidade exige que façamos da vontade divina e da nossa uma só, de tal modo que não queiramos outra coisa a não ser o que Deus quer, e a vontade de Deus seja a nossa".

Todos os biógrafos concordam em indicar como núcleo da espiritualidade de Geraldo a uniformidade com a vontade de Deus. Mas nem todos sublinham adequadamente que o seu sim é um sim alegre, convicto e confiante: era um sim que fazia crescer. Confiava no seu caro Deus, porque sabia muito bem que sua vontade sobre a humanidade e sobre cada homem é um projeto de vida, de plenitude, de felicidade. Não devemos maravilhar-nos se, pedindo à Irmã Maria de Jesus orações pela cura de uma irmã gravemente enferma, acrescentasse: "Eu não a quero morta. Diz ao meu caro Deus que eu quero que se faça mais santa e que morra na velhice... Coragem! Forcem o poder de Deus. Desta vez, Deus, deixe fazer como nós queremos. Em nome de Deus, lhe dou a obediência de não deixá-la morrer".

Também isto era para Geraldo tornar uma só coisa com a vontade de Deus. Dia 24 de abril de 1752 escrevera a mesma irmã uma carta digna de eterna memória: "Quando se trata da vontade de Deus, ceda qualquer coisa, grande coisa é a vontade de Deus! O Tesouro escondido de valor incalculável! Ah, sim, bem te compreendo! Vales tanto quanto meu caro Deus. E quem pode compreender-te senão o meu caro Deus? Procura pois estar sempre transformada em uma união perfeita, numa só coisa na bela vontade de Deus! Aquilo que fazem os anjos nos céus queremos fazer nós na terra: Vontade de Deus no céu, vontade de Deus na terra". Também diante da cruz, o sim à vontade de Deus devia conservar toda sua confiança e toda sua generosidade. Geraldo sabia bem que só assim poderia continuar para o próximo o mistério salvífico da cruz pascal de Cristo. Basta reler as palavras que no fim do verão de 1754 escrevia a mesma Maria de Jesus: "Escrevo-lhe sobre a cruz, por não ter mais tempo de vida, sou forçado a escrever-lhe com muita pressa. Tenha pena de minha agonia. Se não fosse o esforço que faço à força de lágrimas, não teria escrito esta carta. São tão cruéis as minhas dores que me dão espasmo de morte. E quando me creio morrer, justamente, aí me encontro vivo para ser mais afligido e mais adorado. Não sei o que dizer; não posso dar-lhe o meu fel e o veneno para amargurá-la. Sei que está contente. E como está contente anima-me a revigorar-me mais em Deus. Bendito seja sempre Ele que me dá tantas graças, que em lugar de fazer-me menor sobre seus santos golpes, dá-me mais vitória de vida, para dar-me os tormentos, para que eu seja imitador do meu divino Redentor. Ele é meu mestre e eu seu discípulo. Devo aprender dele e seguir suas divinas pegadas". É o aspecto da espiritualidade geraldina que, como já recordamos, é sublinhado fortemente pela liturgia. Também a memória popular dá a isto um particular relevo. Os testemunhos do processo da beatificação recordam que "Geraldo era visto sempre alegre mesmo nas mais penosas enfermidades; aparecia com o rosto sofrido, somente no dia da paixão de Jesus Cristo, considerando o sofrimento do Redentor. Para participar melhor da cruz de Cristo, redobrava então o rigor de suas costumeiras penitencias com jejuns, cilícios, disciplinas sangrentas, de tal modo que era visto a enfraquece?'. As próprias testemunhas são concordes em sublinhar que em tudo isso se verificava cada vez que Geraldo se batia com o pecado: "Estava sempre alegre e afável até o último do povo e só estava melancólico quando via pecado e pecadores, os quais ele admoestava docemente e quando podia o chamava a Deus". Intensificava por isso as penitências e o sim generoso à cruz. Existem certamente diversas chaves de leitura da espiritualidade de Geraldo, a começar das raízes populares de sua terra. Creio porém que a razão última está neste "sim" decisivo e a alegre ao mistério de morte e ressurreição de Cristo: era necessário continuar o mistério de sua cruz para seus irmãos. Queimava-o a mesma ânsia e a mesma alegria do apóstolo Paulo: "Eu me alegro com os sofrimentos que suporto por vós e completo em minha carne o que faltam aos sofrimentos de Cristo em favor do seu Corpo que é a Igreja" (Cl 1,24).

Conclusão - Dizia no início dessas reflexões que minha principal intenção era convidar-vos a um momento de escuta de Geraldo. Por isso busquei abundantemente em suas cartas. Emerge uma espiritualidade que convida a alargar o coração, a abrir os horizontes, sem contudo esquecer que tudo isso tem a cruz como passagem obrigatória e como estrada segura. Como conclusão, é bom dar-lhe novamente a palavra. Escrevia dia 22 de janeiro de 1752 à Irmã Maria de Jesus: "Não tenha medo! Mantenha-se forte e com coragem para as: batalhas, para conquistar o mais valioso triunfo: O Reino do Céu. Não tenhamos medo daqui de que o mau espírito semeia em nossos corações, porque esta é sua função. A nossa é de não deixá-lo vencer. É verdade que às vezes nos sentimos confusos e enfraquecidos mas não há confusão em Deus, não há fraquezas no poder de Deus! Porque é certo que nas batalhas, a divina majestade nos ajuda com seu divino braço. Por isso podemos estar alegres e tornarmo-nos fortes com a divina vontade. Nós bendizemos suas santíssimas obras por toda eternidade".

PRECES - Rezemos a Deus pela intercessão de São Geraldo, para que venha lembrar à Igreja a força espiritual dos fracos e ignorantes, para que ela se desvista das distâncias que tem do povo simples e possa retomar o caminho do Redentor que tanto Geraldo soube trilhar.- Cantado: Rogai por nós, São Geraldo; São Geraldo (Pelaquim) ou Pela intercessão de São Geraldo, ouvi-nos, Senhor.

- Pela Igreja, feita de homens e mulheres de todas as condições, sobretudo humildes, para que ela mantenha firme seu lugar no mundo que é privilegiar os prediletos de Deus, os humildes, rezemos:

- Pelas pessoas a quem a Igreja confiou autoridade, para que aprendam da simplicidade de Geraldo ede sua gratuidade, a se dedicarem ao povo com carinho e entusiasmo, rezemos:

- Pelas pessoas humildes, para que possam constituir na Igreja o lugar de realização plena da caridade fraterna e atenção uns aos outros, rezemos:

-Pelas comunidades religiosas, para que deem aos seus membros mais despreparados um espaço sadio de participação e de exercícios dos dons que Deus lhes concedeu, rezemos:

- Pela Congregação, para que tenha sempre em vista a vocação dos irmãos, promova sua presença nas comunidades e trate-os como mandam as constituições: igualdade de direitos e de deveres, rezemos:

- Pelos irmãos redentoristas, para que sintam que em sua vocação realizam o projeto de Afonso que é um projeto evangélico, rezemos:

Oremos: Acolhei as nossas preces que fazemos na festa de São Geraldo, e concedei que, celebrando sua memória, completemos em nossa vida o que ele com entusiasmo viveu e ensinou: seguir Jesus Cristo crucificado. Pelo mesmo Cristo, na unidade do Espírito Santo.

OFERTÓRIO

Sugestões:- Nomes de todos os irmãos da Província, com a função que realizam.- Onde há irmãos, que tragam símbolos de seu trabalho.- Retomem-se os símbolos sugeridos no início.

COMENTÁRIO FINAL - Na celebração de nosso confrade São Geraldo, nos alegramos fortemente porque ele é para nós estímulo e exemplo. Estamos alegres porque tantos de nossos irmãos perfazem um belo caminho de vida cristã, redentorista e de santidade. Alegramo-nos porque toda a Congregação: padres, irmãos, diáconos, estudantes, noviços, seminaristas e oblatos estão animados a seguir o Redentor. Alegremo-nos porque podemos fazer grandes coisas pelo Reino, sobretudo pelos humildes. 

Pedimos a benção de Deus por intercessão de São Geraldo. Assim fortalecidos, podemos caminhar nos passos daquele que nos amou e se entregou por nós para que seguíssemos seus passos

AINDA SOBRE O LIVRO DE SACRAMENTO

Acesse o vídeo abaixo e ouça o depoimento do colega Hilário


Primeira Assembleia Eclesial para a América Latina e Caribe 

"Trata-se de um tempo inédito e oportuno, sendo um verdadeiro kairós para a Igreja da América Latina e do Caribe."

Em profunda comunhão com os apelos do Papa Francisco para a constituição de uma Igreja cada vez mais missionária, em saída, sinodal e que escute a todos, a Igreja latino-americana e caribenha iniciou o processo de escuta de todo o povo de Deus em preparação para a primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, que acontecerá em sua fase presencial nos dias 21 a 28 de novembro de 2021, no santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, assim como de modo online em sedes simultâneas nos diversos espaços da América Latina e do Caribe.

Em meio aos contextos desafiadores, de crises que assolam a humanidade por ocasião da pandemia do Covid-19, assim como as conjunturas do agravamento da pobreza, exclusões sociais, violências e tantas outras mazelas, a Igreja nos convoca, com profunda coerência evangélica, para florescer a esperança, para acolher, escutar e como seguidores/as de Jesus sonhar novos caminhos. Chamado que nos impulsiona a afirmar que "todos somos discípulos missionários em saída" (Lema da Assembleia Eclesial).

Trata-se de um tempo inédito e oportuno, sendo um verdadeiro kairós para a Igreja da América Latina e do Caribe. Segundo o Guia Metodológico a "Assembleia Eclesial almeja responder a seguinte questão geradora:

Quais são os novos desafios para a Igreja na América Latina e no Caribe, à luz da V Conferência Geral de Aparecida, dos sinais dos tempos e do Magistério do Papa Francisco, para a Assembleia e a caminho dos jubileus Guadalupano 2031 e da Redenção 2033?"

Uma proposta restauradora e regeneradora

Com o espírito de promover processos transformadores em toda a Igreja da América Latina e Caribe, segundo o percurso metodológico, a Assembleia almeja reacender a Igreja de nova maneira, apresentando uma proposta restauradora e regeneradora.

O processo deseja ser um evento eclesial em chave sinodal, e não apenas episcopal, com uma metodologia representativa, inclusiva e participativa, assim como fazer uma releitura agradecida de Aparecida que possibilite gerenciar o futuro.

O processo pretende ainda ser um marco eclesial que consegue relançar grandes temas ainda em vigor, que surgiram em Aparecida e voltar a temas e agendas marcantes. A Assembleia também almeja reconectar as cinco Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano e Caribe, ligando o Magistério Latino-Americano ao Magistério do Papa Francisco, marcando três marcos: de Medellín a Aparecida, de Aparecida à Querida Amazônia, da Querida Amazônia ao Jubileu de Guadalupano e da Redenção.

O processo de escuta

A proposta é que todas as mulheres e todos os homens que compõem a Igreja de Cristo na América Latina e no Caribe, participem no extenso processo de escuta. Participação que poderá acontecer, de modo virtual com a inserção de informações de plataforma específica, por meio da realização de processos comunitários, sejam eles: reflexões em grupo e fóruns temáticos; assim como a possibilidade de participação por meio de respostas individuais.

Em profundo espírito missionário, em comunhão e na perspectiva sinodal, o processo de escuta deseja oportunizar caminhos exponenciais e encontros renovadores para toda a Igreja latino-americana. Para conhecer mais informações sobre a Assembleia, seu processo de escuta, assim como acessar o Documento para o Caminho, o Guia Metodológico, assistir e iniciar sua contribuição com a escuta, convido você para visitar o endereço: https://asambleaeclesial.lat/escucha/.

Joaquim Alberto Andrade Silva, Brasília, Brasil, joaquimaasilva@gmail.com, membro do Comitê de Escuta da Assembleia Eclesial

Fonte: Asamblea Eclesial


Síntese Narrativa da Assembleia Eclesial

(em espanhol)




GANHADORES DO SORTEIO DA AÇÃO ENTRE AMIGOS


PRIMEIRO PRÊMIO - TALÃO 72 - FINAL 212 - ADILSON JOSÉ CUNHA

SEGUNDO PRÊMIO - TALÃO 21 - FINAL 377 - JANSECLEIA PICANÇO DE FARIAS

TERCEIRO PRÊMIO - TALÃO 171 - FINAL 955 - NÃO FOI VENDIDO


RESULTADOS DA LOTERIA FEDERAL OFICIAL:

  • BILHETE: 38212 
  • BILHETE: 52377 
  • BILHETE: 31955 
  • BILHETE: 13989 
  • BILHETE: 25054


PARABÉNS AOS GANHADORES !!! OBRIGADO PELA COLABORAÇÃO !!!



CHEGOU O LIVRO: 


HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DO SEMINÁRIO SANTÍSSIMO REDENTOR DE SACRAMENTO


Acesse a informação no Scala News:  

https://www.cssr.news/spanish/2021/09/brasil-el-seminario-del-santisimo-redentor-de-sacramento-en-la-memoria-de-los-pueblos/

Brasil: el Seminario del Santísimo Redentor de Sacramento en la memoria de los pueblos

September 20, 2021097

HISTORIAS Y RECUERDOS DEL SEMINARIO DEL SANTISIMO REDENTOR EN SACRAMENTO,
MG - LAS OPINIONES DE LOS QUE VIERON

San Pablo, apasionado de Jesucristo, dice con razón: "El amor de Cristo nos impulsa".
(Alfonso María Liguori - La práctica del amor de Jesucristo).

El 28 de agosto de 2021 tuvo lugar el lanzamiento de la obra colectiva: "Historias y Memorias del Seminario Santísimo Redentor de Sacramento, MG - Miradas de los que allí pasaron". La dinámica de la Directa fue única porque, en ella, tomaron la palabra cada uno de los segmentos registrados en la obra: formadores y párrocos, Hermanos, Oficiales, Oblatos, seminaristas y familiares de seminaristas (hijos y esposas) para aludir a la obra. porque fue escrito de forma colectiva, participativa y memorable.

El inicio de las obras tuvo lugar en el contexto de la conmemoración del 60 aniversario del Seminario del Santísimo Redentor en Sacramento, MG. Esta Casa de Formación y experiencia de la espiritualidad redentorista en su dimensión redentora fue la realización del sueño del Padre Antônio Borges de Souza, su idealizador. Un lugar que podría ser punto de paso y encuentro entre las lejanas tierras de Goiás y San Paolo. La ciudad de Sacramento -en Minas Gerais, una ciudad abismal como dice Carlos Drummond de Andrade y donde el sol brilla de manera diferente y barroca, como el color del oro, tanto al amanecer como al atardecer- se presentó por la tarde, el Lanzamiento del trabajo colectivo como signo, como ocurre en Sacramento de las cosas invisibles vividas de manera visible en la vida de cada uno de los que han moldeado su vida en el tiempo y el espacio. En Sacramento, por tanto, sacerdotes redentoristas que han marcado y marcado en la vida, como Antônio Borges de Souza, Víctor Coelho de Almeida, Luiz Carlos de Oliveira, Eugenio Antonio Bisinoto y muchos otros. Hoy, la antigua casa redentorista de formación y espiritualidad sigue cumpliendo su vocación de bien público para el pueblo de Sacramento a través del Centro de Asistencia Social, rindiendo homenaje al Padre Antônio Borges de Souza.

Lanzamiento de la obra

El sábado del lanzamiento de la obra colectiva fue un sábado memorable, por la memoria de la obra, por la memoria del día en que se celebró en el calendario litúrgico, después de la fiesta de Santa Mónica, su hijo, S. Agustín, por la memoria de la misma espiritualidad redentorista de manos de San Alfonso de Ligorio y de la Madre María Celeste Crostarosa como memoria viva, memoria del Redentor, memoria de la omnipresente redención abundante. Bonaventura da Bagnoregio, en su obra "Itinerario de la mente para Dios", en el capítulo III, La contemplación de Dios a través de su imagen impresa en los poderes del alma, afirma que "la actividad de la memoria consiste en retener y representar no sólo la presente y temporal, pero también contingente, simple y eterno. Guarde las cosas pasadas para el recuerdo, las cosas presentes para la visión, las cosas futuras para la predicción ". Sea la memoria viva: la memoria de la redención abundante como el pasado; está presente, es el futuro. Es, por tanto, porque existe en la historia, en la tradición, en experiencias sencillas y eternas. La obra colectiva es, por tanto, un memorial, como dice el título, de quienes han pasado por ella, conservando recuerdos del pasado. Y, tal vez, el sábado, el día de la fiesta de San Agustín, un día que no es accidental, pero que está vinculado a la hermosa obra - síntesis de la Teología científica Moralis en la base de todos los más pobres de Nápoles, los pastores de las montañas - Práctica del Amor de Jesucristo, porque Agustín y Alfonso se encuentran en la frase: ¡Ama y haz lo que quieras!

Así, en la directa de la presentación - reteniendo las cosas de la memoria presentes con la visión - se hicieron las memorias de la Memoria, la Memoria Viva de las memorias vivas, porque en la Escuela de Alfonso y Celeste, que es la Escuela de Jesucristo, Memoria Viva. ! Este es el significado, signo, sacramento del Santísimo Redentor del Seminario y, de las miradas de quienes lo han atravesado, ¡en Sacramento! ¡Y en esta Escuela, que también fue la Escuela de Bernhard Häring, donde aprendemos el gesto de la memoria agradecida! ¡Una obra colectiva, por tanto, de agradecida memoria!

En los diversos y diferentes dichos de cada uno, de cada uno de los segmentos inscritos en la obra, la vida de cada uno, inmersos en la devoción popular, en las políticas públicas, en la dimensión ecuménica, en la vida laical en la Iglesia y en el mundo, se ha revelado un poco, en la familia, en la vida oblata, en la cultura latinoamericana y caribeña, es decir, en cada momento - de los que han estado allí - continuando la espiritualidad del Redentor en las diferentes dimensiones de la existencia humana en el mundo. Así, esta forma de encuentro en forma de Vida Memorable se nos ha revelado como un camino, desde Caminar juntos - modelo de Iglesia tan querido y deseado por Francisco, el Papa - y que hace que esta Sesión de UNESER sea singular y particular (Unión Nacional de los Ex Seminaristas Redentoristas de Brasil), a partir de la experiencia de vida del Seminario del Santisímo Redentor de Sacramento, establece una forma de ser de UNESER en Brasil con dimensiones latinoamericanas-caribeñas de manera pluralista, porque hoy la Congregación del Santísimo Redentor se está rediseñando en su vertiente geopolítica-religiosa en América Latina-Caribe. Es el carisma y la espiritualidad de la redención lo que se traduce, por tanto, en Nuestra América.

Los padres Alberto Pasquoto y Luiz Carlos de Oliveira, así como Miguel Alcânjo Soares han hablado señalando, ahora, de la memoria al futuro como predicción, abriendo nuevos horizontes como caminos para seguir al Redentor, porque hay que celebrar en la tierra para poder celebrar por siempre en el cielo. Palabras decisivas en el sentido de actualizar la memoria viva del Redentor comprometiéndose en ella, con él y para él, estableciendo una UNESER como espacio eclesial, teológico de amistad y amor, construyendo así: un laicado redentorista en una dimensión ecuménica en armonía Con la Constitución pastoral Gaudium et Spes del Concilio Vaticano II, una forma de ser oblatos iluminada por la espiritualidad redentorista, una sintonía con la devoción popular de nuestro pueblo caribeño latinoamericano como recomienda el Documento de Aparecida (DAp) - 2007 y como Fue para Alfonso en Nápoles en el siglo XVIII, una forma de construir el bien común involucrado en las políticas públicas necesarias, principalmente para los más pobres de América Latina y el Caribe, y una presencia de la familia, donde las mujeres y los niños son signos, protagonistas. y continuadores del carisma de la redención.

La historia que se muestra en la presentación en vivo, que al no poder asistir personalmente a la ceremonia en la ciudad debido a la pandemia, permitió a los participantes "estar en Sacramento" en la ceremonia virtual porque ese día todos estábamos allí. Según informa Messias dos Reis Silveira, quien allí estudió, la acción misionera redentorista integrada con la población y colaboradores del evento, "nos ha sacramentado". Así, en el diálogo como protagonista, en la obra publicada de manera colectiva y participativa, caminamos luego, desde esa Casa Redentorista de Formación hacia muchos otros espacios en aperturas de horizontes que amplían la espiritualidad redentorista.

Finalmente, y no podía ser de otra manera, el proceso de construcción de la obra colectiva y participativa Historias y Memorias del Seminario Santísimo Redentor de Sacramento, MG - Miradas de los que allí pasaron, y la realización de la Directa solo fueron posibles gracias a la gestos de asertividad y conductividad de la mano de Vicente de Paula Alves y otros colaboradores. Muchas gracias a ellos por haberse asegurado de que quienes no han pasado por el Seminario del Santísimo Redentor de Sacramento hayan comenzado a formar parte, desde entonces, de este bello y vivo recuerdo de recuerdos vivos, para dar a conocer a través de la lectura el trabajo apreciado.

Edivaldo José Bortoleto / Vicente de Paula Alves - 10 de septiembre, invierno de 2021.




PARTICIPE DA LIVE DE LANÇAMENTO

ACESSE O LINK:  https://meet.google.com/euj-gkox-gaq


RESERVE O SEU EXEMPLAR Valor: R$ 20,00 + frete

PARA ADQUIRI-LO ENVIE UM E-MAIL PARA : 

uneser@uneser.com.br


Brasil: Novo Livro sobre História, Espiritualidade e Missão Redentorista

19 de agosto de 2021 - Scala News

Com lançamento previsto para 28 de agosto de 2021, o novo livro surge como fruto de um trabalho coletivo de dezenas de pessoas. O livro expressa o esforço de reconstruir a história e guardar na memória a rica experiência realizada pela Congregação do Santíssimo Redentor e pela Província de São Paulo no que diz respeito à formação do seminário em Sacramento, Minas Gerais, Brasil. O livro aborda a história do Seminário de Sacramento desde sua fundação em 1959, descrita pelo Padre Antônio Borges de Souza C.Ss.R., até seu encerramento, ocorrido em 2001.

Com o título "HISTÓRIAS E MEMÓRIAS DO SEMINÁRIO SANTÍSSIMO REDENTOR DE SACRAMENTO, MG -" Visões de quem esteve lá ", este livro com mais de 400 páginas, apresenta aos leitores depoimentos, narrativas, avaliações, avaliações e considerações dos formadores , párocos, irmãos, alunos e colaboradores que viveram no Seminário Santíssimo Redentor ou, que de alguma forma se relacionaram com a comunidade, tornando-se pessoas envolvidas e membros da história desta Casa de Formação.

Esta obra não só traz consigo uma enorme afetividade e alegria de saudade, mas está imbuída de misticismo e espiritualidade redentoristas, o caráter missionário dos filhos de Santo Afonso e o valor acrescentado (carácter acrescentado, caminhar juntos, ter participação e comunhão e visão da missão) para a Congregação do Santíssimo Redentor, fortalecendo também o papel do leigo redentorista, a partir dos conhecimentos adquiridos e colocados ao serviço da comunidade.

Os organizadores deste trabalho, publicado pela Editora Alta Performance, são Alfonso Cavalcanti, José Roberto Staliano, Sebastião Paim, Rosangela Aparecida Nogueira, Vânia Beatriz Manzan e Vicente de Paula Alves, idealizador deste projeto.

Pretende-se que este livro chegue às mãos dos confrades de todas as Comunidades Redentoristas do Brasil e do mundo, dos alunos que passaram por aquela Casa de Formação e de outras, e ao conhecimento do Governo Geral da Congregação Redentorista. Talvez alguém possa sugerir que este livro seja o primeiro de muitos outros possíveis e necessários para contar a rica e maravilhosa história das numerosas Casas de Formação dos Padres e Irmãos Redentoristas em todo o mundo.

Lançamento do livro Memórias de Sacramento
sábado, 28 de agosto - 15h às 20h (horário local: UTC -3 horas)
Informações sobre como participar do Google Meet:
Link para a videochamada: https: // meet. google.com/euj-gkox-gaq

Comitê Organizador de Livros



DIA 01 DE AGOSTO, DIA DE SANTO AFONSO MARIA DE LIGORIO

ABAIXO A SAGRADA EUCARISTIA EM HOMENAGEM AOS PADRES JUBILARES

DENTRE ELES NOSSO DIRETOR ESPIRITUAL PADRE JOSÉ MARQUES


ENESER 2021

EM BREVE SERÃO DISPONIBILIZADAS AS GRAVAÇÕES DAS SALAS E LIVES

NOVA DIRETORIA UNESER

PERÍODO 2021 A 2024

DIRETORIA EXECUTIVA

Presidente: Jonival Ferreira Côrtes

Vice-Presidente: Ariovaldo Francisco da Silva
Primeiro Secretário: José Daniel Marion
Segundo Secretário: José Roberto Staliano
Diretor Financeiro: Luiz Cássio Serraglio
Diretor Social: Sebastião Paim Cardoso
Diretor de Comunicações: Edivaldo José Bortoleto
Diretor de Liturgia: Nelson José de Castro Peixoto

CONSELHO FISCAL
Vicente de Paulo Zica
Afonso de Souza Cav lcanti
Wanderley Carlosde Faria
Pedro Luiz Dias

DIRETORES ESPIRITUAIS
Padre José Marques Dias
Padre José de Anchieta Tavares




EDITAL ELEITORAL 2021

Comunicamos aos sócios da UNESER a realização da eleição da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, que seguirá os critérios estatutários e o calendário aqui definido. Data da eleição: 24 de julho de 2021 às 10:30hs. Prazo para inscrição das chapas: de 06 de junho até 04 de julho de 2021. Endereço para envio da inscrição da chapa em envelope lacrado com identificação "CHAPA 2021": Praça da Sé, 371-Sala 405, CEP 01001-000, São Paulo, SP. Condições: Preenchimento de ficha, conforme modelo disponível no site da UNESER, no campo "Eleição Nova Diretoria - 2021 -2024". (www.uneser.com.br) Elegíveis: sócios ingressos até 19 de janeiro de 2021 Eleitores: sócios ingressos até 19 de abril de 202I Inscrição da chapa: Indicação de 12 nomes em seus respectivos cargos, com envio da ficha em envelope lacrado. Cargos: Presidente, Vice-Presidente, 1º Secretário, 2º Secretário, Diretor Financeiro, Diretor de Comunicação, Diretor Social, Diretor de Liturgia e quatro membros para o Conselho Fiscal, sendo dois titulares e dois suplentes. Dúvidas e esclarecimentos: enviar para Comissão Eleitoral, por meio do site da UNESER, no campo "Fale Conosco", ou para o endereço da sede da UNESER. 

Comissão Eleitoral 2021                                                                                                                                                                   Antônio João Thozzi  - José Bonifácio Ferreira de Lima  -  José Vicente Naves


:

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O presidente desta Associação, vem por este meio, de acordo com os Estatutos da UNESER (UNIÃO NACIONAL DOS EX-SEMINARISTAS REDENTORISTAS), convocar uma Assembleia Geral Ordinária para o próximo dia 24 de julho de 2021, das 10:30hs até às 16:00 hs, de forma virtual, com a seguinte pauta: 
1- Apresentação e avaliação das Contas do ano de 2020;
2- Apresentação e avaliação do Orçamento do ano de 2021
3- Eleição da nova diretoria para o triênio 2021 - 2024
4- Informes.
Essa publicação ocorre de acordo com as normas estatutárias (circular, meios eletrônicos e no site da UNESER).
O link para acesso e votação será divulgado através dos grupos de WhatsApp dos associados e através deste site.
São Paulo, 26 de fevereiro de 2021.
Antônio Cláudio Ferreira - Presidente





COMISSÃO ELEITORAL 2021

São Paulo, 20 de fevereiro de 2021
Assunto: Formação da Comissão Eleitoral para Eleição 2021

De acordo com o artigo 1º do Regimento das Eleições da UNESER, União Nacional dos Ex-Seminaristas Redentoristas que diz "A Diretoria Executiva nomeará a Comissão Eleitoral, formada por no mínimo três pessoas, no mês de fevereiro do ano em que ocorrer o processo eleitoral", fica nomeada a Comissão Eleitoral com as seguintes pessoas:
ANTÔNIO JOÃO THOZZI
JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA DE LIMA
JOSÉ VICENTE NAVES
Esta comissão desempenhará suas atribuições de acordo com o referido Regimento e as normas estatutárias que se encontram neste site na página DOCUMENTAÇÃO.

Antônio Cláudio Ferreira - Presidente

MENSAGEM DO PADRE GERAL NO ENCERRAMENTO DO ANO SÃO CLEMENTE




A UNESER SOMOS TODOS NÓS!

COMUNICADO FINANCEIRO UNESER - LANÇAMENTO DA CAMPANHA DE ARRECADAÇÃO

Caro ex-seminarista redentorista,

Caro/a amigo/a da UNESER

A UNESER (União Nacional dos Ex-Seminaristas Redentoristas), organizada há mais de 25 anos, tem entre seus objetivos, aproximar, reunir e congregar ex-seminaristas redentoristas de todas as regiões do Brasil, promovendo encontros nacionais, apoiando a realização de encontros regionais, divulgando notícias da família redentorista, colaborando na vivência do carisma de Afonso de Ligório e incentivando a inserção das pessoas na construção do Reino de Deus.

Para realização destas tarefas e para cumprimento de outros objetivos estatutários também importantes, contamos somente com a contribuição financeira individual dos ex-seminaristas e de suas esposas, bem como de pessoas amigas que passaram a integrar nosso grupo.

Sabemos da grande dificuldade pela qual o mundo inteiro atravessa, em função da pandemia causada pela Covid-19, mas apostamos na generosidade de quem acredita na seriedade de nosso trabalho ao longo de tantos anos.

Assim, lançamos a Campanha de apoio financeiro 2020/2021 para a UNESER, composta das seguintes iniciativas no momento:

  • Contribuição individual dos associados; (Enviaremos um comunicado específico)
  • Realização da "Ação entre Amigos", com sorteio de prêmios pela Loteria Federal, mediante venda de números de 0000 a 0999, com utilização das mídias sociais;
  • Criação da "Loja UNESER Virtual", com a disponibilidade de produtos: brindes, camisetas, livros e outros objetos personalizados e exclusivos.

Para cada ação será efetuado um processo, com as devidas informações. Contamos com sua generosidade, participando e colaborando de acordo com suas possibilidades. A UNESER depende dessas contribuições para desenvolver suas atividades. Esta campanha merece e carece de muito cuidado e dedicação. Então criamos uma Comissão de Arrecadação, composta pelas seguintes pessoas: Antônio Cláudio Ferreira, Dalva Foltran, Henrique Bernardo, José Roberto Staliano, Luiz Silvério Silva, Mali A. Moura, Sônia Farinelli Staliano, Vânia Manzan e Vicente de Paula Alves.

Antecipadamente agradecemos seu esforço e sua doação.

UNESER - DIRETORIA - Outubro de 2020 -

Comissão de Arrecadação

UMA VEZ REDENTORISTA, SEMPRE REDENTORISTA!

Nessa obra, o Missionário Redentorista Pe. José Marques apresenta uma reflexão na perspectiva da fé cristã sobre o fenômeno provocado pela pandemia. O autor apresenta ao leitor 12 pontos inspirados nos ensinamentos da Igreja e na palavra do Papa Francisco, ajudando-nos a fortalecer nossa esperança.


Em antecipação à encíclica da fraternidade e da amizade social

Roma, 25 de setembro de 2020

Caros Confrades, Irmãs, Missionários Leigos, Associados e amigos,

Próximo sábado, 3 de outubro, o Papa Francisco vai assinar a nova Encíclica "Fratelli tutti" sobre a fraternidade e amizade social. Esta encíclica será, então, promulgada no próximo domingo, 4 de outubro, na Festa de São Francisco de Assis. A promulgação de uma encíclica é sempre um acontecimento importante na vida da Igreja. Este ano, à medida que continuamos a experimentar os efeitos da pandemia COVID 19, creio que esta Encíclica terá especial relevância para todos nós.

O título da nova Encíclica evoca o Documento sobre a Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Viver Juntos, assinado e promulgado pelo Papa Francisco e o Grande Imam de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb, em 4 de fevereiro de 2019. Juntos, o Santo Padre e o Grande Imam chamaram todos os crentes a viver e se esforçar por uma fraternidade humana autêntica e profética entre todos os povos, que nos fortaleceria para enfrentar os grandes desafios que a humanidade e, na verdade, o mundo, que é nossa casa comum. Este documento foi publicado um ano antes da atual pandemia e é mais relevante do que nunca na atual crise que confronta a humanidade e todo o nosso mundo.

Esperamos que a nova Encíclica continue e desenvolva ainda mais este chamado a todos os crentes. Enquanto aguardamos a promulgação do próximo fim de semana do " Fratelli tutti" sobre a fraternidade e a amizade social, convido todos vocês, irmãos e irmãs no Redentor, a se unirem na expectativa orante para que Deus nos prepare e a todos os povos para receber a mensagem do Papa Francisco de coração aberto. Como parte desta preparação orante, encorajo-vos a ler mais uma vez o Documento sobre a Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Convivência, que acompanha esta breve mensagem.

Que Deus nos abençoe com a profunda convicção de que realmente somos todos irmãos e irmãs, filhos de Deus em nosso irmão e Redentor, Jesus Cristo. Que sejam vividas como testemunhas proféticas e autênticas do Redentor em nosso mundo ferido.

Seu irmão em Jesus nosso Redentor,

Michael Brehl, C.Ss.R.


Documento: A Fraternidade Humana

VATICAN NEWS

ESPÍRITO ASSIS

04.02.2020

VIAGEM APOSTÓLICA DO PAPA FRANCISCO
AOS EMIRADOS ÁRABES UNIDOS
3-5 DE FEVEREIRO DE 2019

DOCUMENTO SOBRE
A FRATERNIDADE HUMANA
EM PROL DA PAZ MUNDIAL E DA CONVIVÊNCIA COMUM

PREFÁCIO

A fé leva o crente a ver no outro um irmão que se deve apoiar e amar. Da fé em Deus, que criou o universo, as criaturas e todos os seres humanos - iguais pela Sua Misericórdia -, o crente é chamado a expressar esta fraternidade humana, salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente as mais necessitadas e pobres.

Partindo deste valor transcendente, em vários encontros dominados por uma atmosfera de fraternidade e amizade, compartilhamos as alegrias, as tristezas e os problemas do mundo contemporâneo, a nível do progresso científico e técnico, das conquistas terapêuticas, da era digital, dos mass-media, das comunicações; a nível da pobreza, das guerras e das aflições de tantos irmãos e irmãs em diferentes partes do mundo, por causa da corrida às armas, das injustiças sociais, da corrupção, das desigualdades, da degradação moral, do terrorismo, da discriminação, do extremismo e de muitos outros motivos.

De tais fraternas e sinceras acareações que tivemos e do encontro cheio de esperança num futuro luminoso para todos os seres humanos, nasceu a ideia deste «Documento sobre a Fraternidade Humana». Um documento pensado com sinceridade e seriedade para ser uma declaração conjunta de boas e leais vontades, capaz de convidar todas as pessoas, que trazem no coração a fé em Deus e a fé na fraternidade humana, a unir-se e trabalhar em conjunto, de modo que tal documento se torne para as novas gerações um guia rumo à cultura do respeito mútuo, na compreensão da grande graça divina que torna irmãos todos os seres humanos.

DOCUMENTO

Em nome de Deus, que criou todos os seres humanos iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade e os chamou a conviver entre si como irmãos, a povoar a terra e a espalhar sobre ela os valores do bem, da caridade e da paz.

Em nome da alma humana inocente que Deus proibiu de matar, afirmando que qualquer um que mate uma pessoa é como se tivesse morto toda a humanidade e quem quer que salve uma pessoa é como se tivesse salvo toda a humanidade.

Em nome dos pobres, dos miseráveis, dos necessitados e dos marginalizados, a quem Deus ordenou socorrer como um dever exigido a todos os homens e de modo particular às pessoas facultosas e abastadas.

Em nome dos órfãos, das viúvas, dos refugiados e dos exilados das suas casas e dos seus países; de todas as vítimas das guerras, das perseguições e das injustiças; dos fracos, de quantos vivem no medo, dos prisioneiros de guerra e dos torturados em qualquer parte do mundo, sem distinção alguma.

Em nome dos povos que perderam a segurança, a paz e a convivência comum, tornando-se vítimas das destruições, das ruínas e das guerras.

Em nome da «fraternidade humana», que abraça todos os homens, une-os e torna-os iguais.

Em nome desta fraternidade dilacerada pelas políticas de integralismo e divisão e pelos sistemas de lucro desmesurado e pelas tendências ideológicas odiosas, que manipulam as ações e os destinos dos homens.

Em nome da liberdade, que Deus deu a todos os seres humanos, criando-os livres e enobrecendo-os com ela.

Em nome da justiça e da misericórdia, fundamentos da prosperidade e pilares da fé.

Em nome de todas as pessoas de boa vontade, presentes em todos os cantos da terra.

Em nome de Deus e de tudo isto, Al-Azhar al-Sharif - com os muçulmanos do Oriente e do Ocidente - juntamente com a Igreja Católica - com os católicos do Oriente e do Ocidente - declaramos adotar a cultura do diálogo como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério.

Nós - crentes em Deus, no encontro final com Ele e no Seu Julgamento -, a partir da nossa responsabilidade religiosa e moral e através deste Documento, rogamos a nós mesmos e aos líderes do mundo inteiro, aos artífices da política internacional e da economia mundial, para se comprometer seriamente na difusão da tolerância, da convivência e da paz; para intervir, o mais breve possível, a fim de se impedir o derramamento de sangue inocente e acabar com as guerras, os conflitos, a degradação ambiental e o declínio cultural e moral que o mundo vive atualmente.

Dirigimo-nos aos intelectuais, aos filósofos, aos homens de religião, aos artistas, aos operadores dos mass-media e aos homens de cultura em todo o mundo, para que redescubram os valores da paz, da justiça, do bem, da beleza, da fraternidade humana e da convivência comum, para confirmar a importância destes valores como âncora de salvação para todos e procurar difundi-los por toda a parte.

Partindo duma reflexão profunda sobre a nossa realidade contemporânea, apreciando os seus êxitos e vivendo as suas dores, os seus dramas e calamidades, esta Declaração acredita firmemente que, entre as causas mais importantes da crise do mundo moderno, se contam uma consciência humana anestesiada e o afastamento dos valores religiosos, bem como o predomínio do individualismo e das filosofias materialistas que divinizam o homem e colocam os valores mundanos e materiais no lugar dos princípios supremos e transcendentes.

Nós, embora reconhecendo os passos positivos que a nossa civilização moderna tem feito nos campos da ciência, da tecnologia, da medicina, da indústria e do bem-estar, particularmente nos países desenvolvidos, ressaltamos que, juntamente com tais progressos históricos, grandes e apreciados, se verifica uma deterioração da ética, que condiciona a atividade internacional, e um enfraquecimento dos valores espirituais e do sentido de responsabilidade. Tudo isto contribui para disseminar uma sensação geral de frustração, solidão e desespero, levando muitos a cair na voragem do extremismo ateu e agnóstico ou então no integralismo religioso, no extremismo e no fundamentalismo cego, arrastando assim outras pessoas a render-se a formas de dependência e autodestruição individual e coletiva.

A história afirma que o extremismo religioso e nacional e a intolerância geraram no mundo, quer no Ocidente quer no Oriente, aquilo que se poderia chamar os sinais duma «terceira guerra mundial aos pedaços»; sinais que, em várias partes do mundo e em diferentes condições trágicas, começaram a mostrar o seu rosto cruel; situações de que não se sabe exatamente quantas vítimas, viúvas e órfãos produziram. Além disso, existem outras áreas que se preparam a tornar-se palco de novos conflitos, onde nascem focos de tensão e se acumulam armas e munições, numa situação mundial dominada pela incerteza, pela deceção e pelo medo do futuro e controlada por míopes interesses económicos.

Afirmamos igualmente que as graves crises políticas, a injustiça e a falta duma distribuição equitativa dos recursos naturais - dos quais beneficia apenas uma minoria de ricos, em detrimento da maioria dos povos da terra - geraram, e continuam a fazê-lo, enormes quantidades de doentes, necessitados e mortos, causando crises letais de que são vítimas vários países, não obstante as riquezas naturais e os recursos das gerações jovens que os caraterizam. A respeito de tais crises que fazem morrer à fome milhões de crianças, já reduzidas a esqueletos humanos por causa da pobreza e da fome, reina um inaceitável silêncio internacional.

A propósito, é evidente quão essencial seja a família, como núcleo fundamental da sociedade e da humanidade, para dar à luz filhos, criá-los, educá-los, proporcionar-lhes uma moral sólida e a proteção familiar. Atacar a instituição familiar, desprezando-a ou duvidando da importância de seu papel, constitui um dos males mais perigosos do nosso tempo.

Atestamos também a importância do despertar do sentido religioso e da necessidade de o reanimar nos corações das novas gerações, através duma educação sadia e da adesão aos valores morais e aos justos ensinamentos religiosos, para enfrentarem as tendências individualistas, egoístas, conflituais, o radicalismo e o extremismo cego em todas as suas formas e manifestações.

O primeiro e mais importante objetivo das religiões é o de crer em Deus, honrá-Lo e chamar todos os homens a acreditarem que este universo depende de um Deus que o governa: é o Criador que nos moldou com a Sua Sabedoria divina e nos concedeu o dom da vida para o guardarmos. Um dom que ninguém tem o direito de tirar, ameaçar ou manipular a seu bel-prazer; pelo contrário, todos devem preservar este dom da vida desde o seu início até à sua morte natural. Por isso, condenamos todas as práticas que ameaçam a vida, como os genocídios, os atos terroristas, os deslocamentos forçados, o tráfico de órgãos humanos, o aborto e a eutanásia e as políticas que apoiam tudo isto.

De igual modo declaramos - firmemente - que as religiões nunca incitam à guerra e não solicitam sentimentos de ódio, hostilidade, extremismo nem convidam à violência ou ao derramamento de sangue. Estas calamidades são fruto de desvio dos ensinamentos religiosos, do uso político das religiões e também das interpretações de grupos de homens de religião que abusaram - nalgumas fases da história - da influência do sentimento religioso sobre os corações dos homens para os levar à realização daquilo que não tem nada a ver com a verdade da religião, para alcançar fins políticos e económicos mundanos e míopes. Por isso, pedimos a todos que cessem de instrumentalizar as religiões para incitar ao ódio, à violência, ao extremismo e ao fanatismo cego e deixem de usar o nome de Deus para justificar atos de homicídio, de exílio, de terrorismo e de opressão. Pedimo-lo pela nossa fé comum em Deus, que não criou os homens para ser assassinados ou lutar uns com os outros, nem para ser torturados ou humilhados na sua vida e na sua existência. Com efeito Deus, o Todo-Poderoso, não precisa de ser defendido por ninguém e não quer que o Seu nome seja usado para aterrorizar as pessoas.

Este Documento, de acordo com os Documentos Internacionais anteriores que destacaram a importância do papel das religiões na construção da paz mundial, atesta quanto segue:

• A forte convicção de que os verdadeiros ensinamentos das religiões convidam a permanecer ancorados aos valores da paz; apoiar os valores do conhecimento mútuo, da fraternidade humana e da convivência comum; restabelecer a sabedoria, a justiça e a caridade e despertar o sentido da religiosidade entre os jovens, para defender as novas gerações a partir do domínio do pensamento materialista, do perigo das políticas da avidez do lucro desmesurado e da indiferença baseadas na lei da força e não na força da lei.

• A liberdade é um direito de toda a pessoa: cada um goza da liberdade de credo, de pensamento, de expressão e de ação. O pluralismo e as diversidades de religião, de cor, de sexo, de raça e de língua fazem parte daquele sábio desígnio divino com que Deus criou os seres humanos. Esta Sabedoria divina é a origem donde deriva o direito à liberdade de credo e à liberdade de ser diferente. Por isso, condena-se o facto de forçar as pessoas a aderir a uma determinada religião ou a uma certa cultura, bem como de impor um estilo de civilização que os outros não aceitam.

• A justiça baseada na misericórdia é o caminho a percorrer para se alcançar uma vida digna, a que tem direito todo o ser humano.

• O diálogo, a compreensão, a difusão da cultura da tolerância, da aceitação do outro e da convivência entre os seres humanos contribuiriam significativamente para a redução de muitos problemas económicos, sociais, políticos e ambientais que afligem grande parte do género humano.

• O diálogo entre crentes significa encontrar-se no espaço enorme dos valores espirituais, humanos e sociais comuns, e investir isto na propagação das mais altas virtudes morais que as religiões solicitam; significa também evitar as discussões inúteis.

• A proteção dos locais de culto - templos, igrejas e mesquitas - é um dever garantido pelas religiões, pelos valores humanos, pelas leis e pelas convenções internacionais. Qualquer tentativa de atacar locais de culto ou de os ameaçar através de atentados, explosões ou demolições é um desvio dos ensinamentos das religiões, bem como uma clara violação do direito internacional.

• O terrorismo execrável que ameaça a segurança das pessoas, tanto no Oriente como no Ocidente, tanto no Norte como no Sul, espalhando pânico, terror e pessimismo não se deve à religião - embora os terroristas a instrumentalizem - mas tem origem no cúmulo de interpretações erradas dos textos religiosos, nas políticas de fome, de pobreza, de injustiça, de opressão, de arrogância; por isso, é necessário interromper o apoio aos movimentos terroristas através do fornecimento de dinheiro, de armas, de planos ou justificações e também a cobertura mediática, e considerar tudo isto como crimes internacionais que ameaçam a segurança e a paz mundial. É preciso condenar tal terrorismo em todas as suas formas e manifestações.

• O conceito de cidadania baseia-se na igualdade dos direitos e dos deveres, sob cuja sombra todos gozam da justiça. Por isso, é necessário empenhar-se por estabelecer nas nossas sociedades o conceito de cidadania plena e renunciar ao uso discriminatório do termo minorias, que traz consigo as sementes de se sentir isolado e da inferioridade; isto prepara o terreno para as hostilidades e a discórdia e subtrai as conquistas e os direitos religiosos e civis de alguns cidadãos, discriminando-os.

• O relacionamento entre Ocidente e Oriente é uma necessidade mútua indiscutível, que não pode ser comutada nem transcurada, para que ambos se possam enriquecer mutuamente com a civilização do outro através da troca e do diálogo das culturas. O Ocidente poderia encontrar na civilização do Oriente remédios para algumas das suas doenças espirituais e religiosas causadas pelo domínio do materialismo. E o Oriente poderia encontrar na civilização do Ocidente tantos elementos que o podem ajudar a salvar-se da fragilidade, da divisão, do conflito e do declínio científico, técnico e cultural. É importante prestar atenção às diferenças religiosas, culturais e históricas que são uma componente essencial na formação da personalidade, da cultura e da civilização oriental; e é importante consolidar os direitos humanos gerais e comuns, para ajudar a garantir uma vida digna para todos os homens no Oriente e no Ocidente, evitando o uso da política de duas medidas.

• É uma necessidade indispensável reconhecer o direito da mulher à instrução, ao trabalho, ao exercício dos seus direitos políticos. Além disso, deve-se trabalhar para libertá-la das pressões históricas e sociais contrárias aos princípios da própria fé e da própria dignidade. Também é necessário protegê-la da exploração sexual e de a tratar como mercadoria ou meio de prazer ou de ganho económico. Por isso, devem-se interromper todas as práticas desumanas e os costumes triviais que humilham a dignidade da mulher e trabalhar para modificar as leis que impedem as mulheres de gozarem plenamente dos seus direitos.

• A tutela dos direitos fundamentais das crianças a crescer num ambiente familiar, à alimentação, à educação e à assistência é um dever da família e da sociedade. Tais direitos devem ser garantidos e tutelados para que não faltem e não sejam negados a nenhuma criança em nenhuma parte do mundo. É preciso condenar qualquer prática que viole a dignidade das crianças ou os seus direitos. Igualmente importante é velar contra os perigos a que estão expostas - especialmente no ambiente digital - e considerar como crime o tráfico da sua inocência e qualquer violação da sua infância.

• A proteção dos direitos dos idosos, dos vulneráveis, dos portadores de deficiência e dos oprimidos é uma exigência religiosa e social que deve ser garantida e protegida através de legislações rigorosas e da aplicação das convenções internacionais a este respeito.

Por fim, através da cooperação conjunta, a Igreja Católica e a al-Azhar anunciam e prometem levar este Documento às Autoridades, aos Líderes influentes, aos homens de religião do mundo inteiro, às organizações regionais e internacionais competentes, às organizações da sociedade civil, às instituições religiosas e aos líderes do pensamento; e empenhar-se na divulgação dos princípios desta Declaração em todos os níveis regionais e internacionais, solicitando que se traduzam em políticas, decisões, textos legislativos, programas de estudo e materiais de comunicação.

Al-Azhar e a Igreja Católica pedem que este Documento se torne objeto de pesquisa e reflexão em todas as escolas, nas universidades e nos institutos de educação e formação, a fim de contribuir para criar novas gerações que levem o bem e a paz e defendam por todo o lado o direito dos oprimidos e dos marginalizados.

Ao concluir, almejamos que esta Declaração:

seja um convite à reconciliação e à fraternidade entre todos os crentes, mais ainda, entre os crentes e os não-crentes, e entre todas as pessoas de boa vontade;

seja um apelo a toda a consciência viva, que repudia a violência aberrante e o extremismo cego; um apelo a quem ama os valores da tolerância e da fraternidade, promovidos e encorajados pelas religiões;

seja um testemunho da grandeza da fé em Deus, que une os corações divididos e eleva a alma humana;

seja um símbolo do abraço entre o Oriente e o Ocidente, entre o Norte e o Sul e entre todos aqueles que acreditam que Deus nos criou para nos conhecermos, cooperarmos entre nós e vivermos como irmãos que se amam.

Isto é o que esperamos e tentaremos realizar a fim de alcançar uma paz universal de que gozem todos os homens nesta vida.

Abu Dabhi, 4 de fevereiro de 2019.

Sua Santidade
Papa Francisco

Grão Imame de Al-Azhar
Ahmad Al-Tayyeb


CHEGOU SETEMBRO... E COM NOVIDADES NA UNESER!

A partir deste mês teremos em todos os segundos sábados do mês uma videoconferência com temas diversos!

Aconteceu neste dia 12 às 19h mais um sucesso virtual, a videoconferência com o tema:

"O CARISMA REDENTORISTA: FONTE DE INSPIRAÇÃO PARA A MISSÃO EM TERRITÓRIOS EDUCATIVOS."

Palestrantes: DITO SÉRGIO, EDVALDO BORTOLETO (BEPO) e ARIOVALDO FRANCISCO (VARGINHA)

Em breve aqui as gravações das palestras!

Já disponíveis:

BENEDITO SÉRGIO: drive.google.com/file/d/1kWwMW2jFtqYL-4sbRwKQENi30wanLYdc/view?usp=sharing

ARIOVALDO FRANCISCO: https://www.youtube.com/watch?v=5DrIto3Jzas&feature=youtu.be

"Uma vez Redentorista, sempre Redentorista!"


51ª SEMANA VOCACIONAL

Há muitas vozes ressoando

Qual voz quero ouvir?

"Saudações da Equipe do Secretariado Vocacional.

Estamos nos aproximando da "51ª semana Vocacional" que será transmitida pelos meios de comunicação - Rádio Aparecida/TV, Portal A12.com e Santuário Nacional.

- A abertura será no dia 23/08 às 18h 00 na missa, no Santuário Nacional/TV Aparecida.

- De Segunda a Sexta, Santuário Nacional/TV Aparecida, missa às 9h 00.

-Dia 29/08 - sábado, Santuário Nacional/TV Aparecida, missa às 18h 00.

-Dia 30/08 - domingo, Santuário Nacional/ TV Aparecida, missa de encerramento às 18h 00.

Além disso, acompanhe toda a programação da Rádio Aparecida, do Portal A12.com, e outros momentos na TV Aparecida.

Confira os anexos: Carta Convite e Conteúdo de reflexão para cada dia.

Com um abraço fraternal,

Equipe do Secretariado Vocacional" 

Baixe a programação abaixo



REUNIÃO DE AVALIAÇÃO UNESER VIRTUAL

17 a 19 de Julho de 2020




ATA DA REUNIÃO DE DIRETORIA E EQUIPE DE COMUNICAÇÃO PARA AVALIAÇÃO DO ENESER VIRTUAL DE 2020

Presentes Antônio Cláudio Ferreira, Luiz Silvério Silva, Luiz Cássio Serraglio. Sebastião Paim Cardoso, Antônio João Thozzi, Henrique Ferreira, Vicente de Paula Alves, José Vicente Naves, Jonival Côrtes, Waddington Rangel e José Roberto Staliano 

Em reunião, realizada em 15/08/2020, de avaliação do ENESER VIRTUAL pela Equipe de Comunicação idealizada e constituída pela Diretoria de UNESER para o fim a que se propôs e bem conduziu os assuntos tocantes ao evento. Após aproximadamente 50 dias de reuniões da programação do encontro onde vários assuntos foram discutidos, exaurindo todas as possibilidades de insucessos e surpresas indesejáveis, realizamos com muita alegria e empolgação o Encontro Nacional dos Ex-Seminaristas Redentoristas de forma VIRTUAL.

Com as presenças de ex-seminaristas dos mais variados rincões do Brasil e países da América Latina, o sonho de nacionalizar a UNESER foi alcançado e ultrapassado em seus objetivos.

Foi sem dúvida um encontro de amigos positivo em todos os seus aspectos, acima das expectativas. Participativo e descontraído. Nem por isso deixou de ser um encontro rico em espiritualidade e robusto nas participações, que contou com uma mensagem pontual e de alto cunho apostólico do Superior Geral da CSsR, Pe Michael Brehl, que de Roma nos incitou e incentivou a continuarmos o Carisma Redentorista, nosso legado de Santo Afonso. Também importante a mensagem do Superior da Província de São Paulo, Pe Marlos Aurélio da Silva. Fomos igualmente brindados com mensagens profundas e saudosas de vários bispos, padres, ex-padres, amigos contemporâneos de todos nós.

Durante o encontro, desde sua abertura na sexta-feira até o encerramento no domingo na prestação de contas da Diretoria da UNESER, a alegria que se respirava nas conversas de áudios e vídeos nos grupos ativos era latente. Amigos que jamais haviam participado de um encontro presencial, devido a várias circunstâncias, viram no Encontro Virtual a inédita oportunidade de reencontrar velhos e sempre novos amigos que não viam ou ouviam a décadas. Há que se ressaltar que os Encontros Virtuais Regionais de Sacramento e Tietê foram pilares imprescindíveis e referências positivas que pautaram a preparação, na execução e no sucesso do Encontro Nacional. Tanto que foi unânime entre todos os componentes da Equipe de Comunicação que os próximos encontros presenciais, regionais ou nacional, terão uma característica híbrida. Trabalharemos para conjugar concomitantemente a presença física e a virtual dos participantes que, por algum motivo estejam impedidos de estarem conosco pessoalmente

Dois pontos positivos foram marcantes no encontro:

* O primeiro, a belíssima e riquíssima reflexão que nos brindou o amigo Roberto Malvezzi (Gogó) sobre o Sínodo da Amazônia, evento este que contou com sua participação efetiva junto ao Vaticano. Foram fortes e precisas suas colocações e explanações sobre o assunto que resultou em uma Sala Virtual de debates e pareceres diversos dos participantes da sala no mais alto nível. Gogó, com singular grandeza de conhecimentos, com humildade e clareza de sua missão apostólica nos trouxe à baila considerações que a todos impactou e contribuiu para um enriquecimento inestimável.

* O segundo ponto destacado e unanimemente considerado, foi a marcante e efetiva participação das mulheres durante o encontro. A assiduidade na Sala Virtual, também com uma palestra reflexiva e expressiva com um número considerável de mulheres, provou que tal interação ganhou vida própria e deverá ter com certeza, destaque nos próximos encontros.

A UNESER faz ressaltar um "agradecimento especial" ao Rangel, Stella, Dalva e Galvão pela ajuda na realização do encontro. Tomo a liberdade de, em meu nome e dos citados, agradecer o reconhecimento e deixando claro que consideramos ter sido uma dádiva a oportunidade oferecida o que nos permitiu termos sido úteis. "Somos uma família."

Sobre a avaliação das ferramentas utilizadas, conclui-se que tanto o Google, WhatsApp e demais ferramentas foram todas válidas. Caberá nos familiarizarmos cada vez mais com tais ferramentas para melhor usufruirmos num futuro próximo. Destaque para o que ainda o Google poderá nos oferecer ao ser mais explorado. Destacou-se a importância em utilizar com mais disciplina e frequência do site da UNESER e tudo o que ele nos disponibiliza. Quanto ao G-Suite, apresenta-se com maior possibilidade de administrar participações nas salas virtuais, o que por sua vez o Zoom não oferece. Google Meet ainda parece ser a ferramenta mais apropriada. Em resumo, nossa primeira experiência em encontro virtual foi extremamente rica em fazer brotar inúmeras opções de interação, de comunicação, bem como novos desafios a serem investigados e somados ao já apreendido como conhecimentos. Para tanto, foi de senso comum que esse desbravamento de opções deverá pautar doravante toda iniciativa de interação na UNESER, através de promoções assíduas de tais ferramentas. Disponibilizar ao máximo as salas virtuais a toda iniciativa inclusive e também dentro do âmbito dos encontros regionais. Talvez a princípio trabalhoso com certeza, porém a assiduidade trará mais segurança e, toda nova iniciativa terá como consequência um novo aprendizado que tornará o próximo mais positivo. Palestras, debates, cursos e tantas outras iniciativas podem e devem povoar doravante as pautas, ora virtuais, de convivência entre os ex-seminaristas.

Finalizando, Rangel disponibilizou os números referentes ao Encontro que reflete a efetiva participação e afluência positiva do ENESER VIRTUAL 2020, ficando registrada a aprovação unânime da Assembleia pela prorrogação de mais um ano da atual diretoria em função da pandemia, conforme Informativo do Presidente Antônio Cláudio.

Os números abaixo nos motivam pela continuidade dos encontros virtuais.

* Vídeos recebidos e postados inteligentemente durante o Encontro pelo Rangel. Foi um total de 103 vídeos, sendo 12 vídeos artísticos; 25 de Bispos e Padres entre sábado e domingo; 69 vídeos de ex-seminaristas; 04 vídeos históricos.

* No domingo, na Sala da Missa, foram 102 conexões

* No WhatsApp, entre sexta, sábado e domingo, as postagens, considerando o Grupo da UNESER e o GRUPO DAS MULHERES, foi ultrapassado o número de mais de 1.300 postagens.

Passaram pelo encontro 300 pessoas. Houve uma procura inesperada (isso foi positivo) de amigos desejosos de se integrarem ao Grupo da UNESER no WhatsApp. Desconhecíamos que tal aplicativo tinha um limite de participantes que é de 257. De 60 participantes que estavam cadastrados no Grupo dias antes do encontro, numa velocidade ímpar, pulou para 240/250. Porém, para nossa surpresa, o aplicativo não permitia número maior de participantes até seu limite estabelecido. Tivemos e agradecemos demais alguns amigos e esposas de ex-seminaristas já cadastradas, que abriram mão de suas inscrições para permitir que novos amigos pudessem participar do evento. No caso das esposas, estavam também "linkadas" no Grupo das Mulheres e, ao mesmo tempo também poderiam participar no Grupo da UNESER juntamente com seus maridos. Porém, o gesto de compreensão e desprendimento deve e merece ser destacado.

Cumprida a pauta e não havendo mais o que ser discutido e explanado, nosso amigo Paim, obedecendo um ritual que em nossas reuniões nos brinda, e amparado pelo Manto de Nossa Senhora Aparecida, fez uma oração de encerramento.

Em nome da Equipe de Comunicações, a pedido de nosso Moderador da Sala, Côrtes, anotei e redigi o conteúdo da reunião.

Pela Equipe, Côrtes, Staliano, Henrique, Vicente Alves, Vicente Naves, Luiz Cássio, Paim e Rangel - Galvão



NOSSO ENESER - 2020 FOI UM VIRTUAL SUCESSO!


Estatística do Encontro Virtual

DIA 17 DAS 17:11H ÀS 22H DURAÇÃO: 4H 49MIN NA SALA (icc-vdpe-hna) SANTO AFONSO = 126 PARTICIPANTES

DIA 18 DAS 08:35H ÀS 22:20H DURAÇÃO: 13H 45MIN NA SALA (icc-vdpe-hna) SANTO AFONSO = 125 PARTICIPANTES

DIA 18 DAS 08:41H ÀS 13:49H 

DURAÇÃO: 5H 08MIN NA SALA (xrf-djyt-uje) MADRE CROSTAROSA = 27 PARTICIPANTES

DIA 19 DAS 08:24H ÀS 12:19H DURAÇÃO: 3H 55MIN NA SALA (icc-vdpe-hna) SANTO AFONSO = 96 

PARTICIPANTES MÉDIA DIÁRIA NA SALA SANTO AFONSO = 116 PARTICIPANTES



CAMPANHA UNESER

NÃO SE ESQUEÇA DE DEPOSITAR SUA CONTRIBUIÇÃO

CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
AGÊNCIA 4158
CONTA CORRENTE 0001792-8
OPERAÇÃO 003 - (Pessoa Jurídica)
CNPJ 20.773.657/0001-07


"ONDE HÁ AMOR E SABEDORIA, NÃO TEM TEMOR E NEM IGNORÂNCIA"

Santo Afonso




EDITAL ELEITORAL 2020

UNESER (UNIÃO NACIONAL DOS EX-SEMINARISTAS REDENTORISTAS) 

Comunicamos aos sócios da UNESER a realização da eleição da Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, que seguirá os critérios estatutários e o calendário aqui definido.

Data da eleição: 19 de julho de 2020
Prazo para inscrição das chapas: de 06 de junho até 04 de julho de 2020.
Endereço para envio da inscrição da chapa em envelope lacrado com identificação "CHAPA 2020": Praça da Sé, 371-Sala 405, CEP 01001-000, São Paulo, SP.
Condições: Preenchimento de ficha, conforme modelo disponível no site da UNESER, no campo "Eleição Nova Diretoria - 2020 -2023". (www.uneser.com.br)
Elegíveis: sócios ingressos até 19 de janeiro de 2020
Eleitores: sócios ingressos até 19 de abril de 2020
Inscrição da chapa: Indicação de 12 nomes em seus respectivos cargos, com envio da ficha em envelope lacrado. Cargos: Presidente, Vice-Presidente, 1º Secretário, 2º Secretário, Diretor Financeiro, Diretor de Comunicação, Diretor Social, Diretor de Liturgia e quatro membros para o Conselho Fiscal, sendo dois titulares e dois suplentes, conforme modelo anexo.
Dúvidas e esclarecimentos: enviar para Comissão Eleitoral, por meio do site da UNESER, no campo "Fale Conosco", ou para o endereço da sede da UNESER
São Paulo, 03 de março de 2020 
José Vicente Naves
José Bonifácio Ferreira de Lima (Zequinha)
Antônio João Thozzi


FICHA DE INSCRIÇÃO (MODELO)

Cada chapa inscrita deve apresentar, dentro dos prazos e nas condições descritas e estabelecidas no Estatuto e Regimento das Eleições , os nomes completos para todos os cargos da Diretoria Executiva previstos no Estatuto, e para o Conselho Fiscal, caso contrário, não será aceita a inscrição da mesma;

CHAPA PARA ELEIÇÃO 2020/2023
DIRETORIA EXECUTIVA

PRESIDENTE :
VICE-PRESIDENTE:
1º SECRETÁRIO:
2º SECRETÁRIO:
DIRETOR FINANCEIRO:
DIRETOR SOCIAL:
DIRETOR DE COMUNICAÇÃO:
DIRETOR DE LITURGIA:
CONSELHO FISCAL:
1º CONSELHEIRO:
2º CONSELHEIRO:
1º SUPLENTE:
2º SUPLENTE: 



EDITAL DE CONVOCAÇÃO

O presidente desta Associação, vem por este meio, de acordo com os Estatutos da UNESER (UNIÃO NACIONAL DOS EX-SEMINARISTAS REDENTORISTAS), convocar uma Assembleia Geral Ordinária para o próximo dia 19 de julho de 2020, às 9h, nas instalações da Casa de Hospedagem Seminário Santo Afonso, localizada à Rua Padre Claro Monteiro, 152, Cidade de Aparecida, SP, com a seguinte pauta:

1- Apresentação e avaliação das Contas do ano de 2019;

2- Apresentação e avaliação do Orçamento do ano de 2020;

3- Eleição da nova diretoria para o triênio 2020 - 2023

4- Informes.

Essa publicação ocorre de acordo com as normas estatutárias (circular, meios eletrônicos e no site da UNESER).

São Paulo, 28 de fevereiro de 2020.
Antônio Cláudio Ferreira - Presidente




COMISSÃO ELEITORAL 2020

São Paulo, 28 de fevereiro de 2020

Assunto: Formação da Comissão Eleitoral

De acordo do o artigo 1º do Regimento das Eleições da UNESER, União Nacional dos Ex-Seminaristas Redentoristas que diz "A Diretoria Executiva nomeará a Comissão Eleitoral, formada por no mínimo três pessoas, no mês de fevereiro do ano em que ocorrer o processo eleitoral", fica nomeada a Comissão Eleitoral com as seguintes pessoas:

JOSÉ VICENTE NAVES 
JOSÉ BONIFÁCIO FERREIRA DE LIMA (ZEQUINHA)
ANTÔNIO JOÃO THOZZI

Esta comissão desempenhará suas atribuições de acordo com o referido Regimento e as normas estatutárias que se encontram neste site na página DOCUMENTAÇÃO.

Diretoria Executiva da UNESER




CAMPANHA UNESER

  NÃO SE ESQUEÇA DE DEPOSITAR SUA CONTRIBUIÇÃO

               CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
               AGÊNCIA 4158
               CONTA CORRENTE 0001792-8
               OPERAÇÃO 003 - (Pessoa Jurídica)
               CNPJ 20.773.657/0001-07


Catequese com Santo Afonso: Teologia Moral para o povo

Viver segundo a proposta do evangelho não é fácil. Nossos dias apresentam desafios cada vez mais complexos, para os quais não existem respostas prontas e acabadas.

Com a nova série do A12, vamos percorrer alguns temas importantes de nosso tempo e buscar em Santo Afonso, o fundador da Congregação Redentorista, autor da grande obra Teologia Moral, as luzes para o nosso discernimento cristão.

A apresentação é do missionário redentorista Padre Anísio Tavares. Assista o primeiro episódio: Teologia Moral para o povo.

Ao longo da história, muitos intelectuais buscaram oferecer o seu ponto de vista e suas orientações, especialmente nos momentos de grandes mudanças de época. Um deles, foi Santo Afonso Maria de Ligório, que viveu no século XVIII, no sul da Itália, mais precisamente no então Reino de Nápoles.

Proveniente de família nobre, Afonso teve excelente formação acadêmica, artística e cultural. Aos 16 anos conseguiu o título de advogado do direito civil e canônico, ficando cada vez mais famoso por suas brilhantes defesas no tribunal napolitano.

Ao se decepcionar com a corrupção do meio jurídico, o jovem advogado deixa os tribunais para consagrar a vida como padre. Dedicou-se totalmente à evangelização dos pobres que viviam nas periferias de Nápoles.

Indo para as montanhas em busca de descanso, encontra os cuidadores de cabras, que viviam no mais profundo abandono da Igreja. Afonso, inconformado, busca meios para levar o Evangelho àquela gente pobre de Deus e, portanto, pobre de tudo.

Ouvindo o chamado de Deus, fundou a Congregação Redentorista, a fim de levar a todos a o amor infinito de Deus, cuja misericórdia alcança todas as pessoas e a pessoa toda.

Afonso dedicou-se com esmero para formar bem seus missionários a partir de princípios morais que ajudassem o povo a crescer na vida cristã. Sua obra magna, a Teologia Moral, não estava voltada somente para os debates universitários e para o atendimento das confissões, como era costume naquela época. Sua preocupação era fazer com que o povo simples pudesse ter acesso a suas reflexões. Para isso, toda a densa reflexão esquemática da "teologia moral" tornou-se acessível a todos por meio de seus livros espirituais, pinturas e canções.

Santo Afonso não traz receitas prontas para os desafios que enfrentamos hoje, mas nos ensina a rever nossas atitudes a partir do profundo de nossa consciência. Ele nos ensina que não é a obediência cega a Leis e Normas que mudará nossas atitudes, mas sim os valores assimilados e assumidos em consciência.

A SÉRIE

A nova série do A12, 'Catequese com Santo Afonso', vai trazer luzes sobre os valores essenciais para vida em família, comunidade e sociedade. Gravada em São Paulo, a série de sete episódios vai lançar um novo vídeo a cada semana.

Acompanhe! 


Acesse o link para assistir:  https://www.youtube.com/watch?v=yUcA5oxLTqY


Dia 27 de junho: Celebração de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Saiba como rezar a Novena do Perpétuo Socorro


Junho é o seu mês; 27 de junho, dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

 A Novena Perpétua, uma das práticas de fé intrinsecamente ligadas à devoção à Mãe do Perpétuo Socorro, é outra forma de fazer o anúncio da redenção, do amor de Deus, através da mensagem do ícone.

A denominação "novena perpétua" vem do fato de que as orações que fazem parte dessa devoção são rezadas num determinado dia da semana, mas em todas as semanas do ano, ininterruptamente. Em alguns lugares, a novena acontece na terça-feira, em outros lugares, na quarta-feira.

A tradição de celebrar a novena tem mais de oitenta anos. Começou em 1922, na Província Redentorista de São Luis, nos Estados Unidos. Com o passar do tempo, essa devoção propagou-se pelo mundo todo. Vale lembrar que o Papa Pio IX entregou o ícone aos cuidados dos Missionários Redentoristas em 1866. E os missionários começaram a divulgar a devoção em suas paróquias, nas missões populares e, enfim, 61 ano depois de receberem a missão especial dada pelo Papa, os missionários começaram as novenas perpétuas nos Estados Unidos, e a celebração se espalhou pelo mundo inteiro. Hoje, não apenas nos santuários, mas em milhares de capelas e outras localidades, a novena é celebrada. 

Saiba mais lendo em: https://www.a12.com/redentoristas/noticias/conheca-o-significado-e-saiba-como-rezar-a-novena-do-perpetuo-socorro?fbclid=IwAR2jB1Vvy144ASSg2Pegglp0LDf5sJXE_hC3Az1PVwAys5NISORvRNU3uBs 


ERESER TIETÊ - REENTURMA 2019

No final de semana, de 24 a 26 de maio, aconteceu o IX Encontro Regional dos Ex-Seminaristas Redentoristas na cidade de Tietê - SP - Seminário Santa Teresinha.

Veja algumas fotos aqui no site: Eventos/Regional Tietê



  • AÇÃO ENTRE AMIGOS

Colabore com a Uneser acessando o link:

https://www.uneser.com.br/acao-entre-amigos/



Conheça a nova formação da CNBB eleita em Assembleia de 2019 que define a nova presidência, os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais e os represenantes da CNBB no CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano)

"Nosso olhar deve permanecer voltado para os mais pobres, fortalecendo nossas ações no exercício da caridade, do amor, na busca da justiça, imprescindível para a construção da paz" - com essas palavras, o Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, recebeu o comunicado de sua eleição para a presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nos próximos quatro anos, durante a realização da 57ª Assembleia, em Aparecida (SP).

:: Como é feita a eleição da CNBB?

Dom Walmor sucede ao Arcebispo de Brasília (DF), Cardeal Sérgio da Rocha. A cerimônia de posse acontece na manhã da próxima sexta-feira, 10 de maio.

Vice - Presidente

O arcebispo de Porto Alegre (RS), Dom Jaime Spengler, foi eleito como primeiro vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele foi escolhido no terceiro escrutínio por maioria absoluta do total de 301 votantes.

Ao aceitar o cargo Dom Jaime disse: "Com temor e tremor, acolho". Dom Jaime substitui Dom Murilo Krieger, Arcebispo Primaz do Brasil, da Arquidiocese de Salvador (BA).

2º Vice-Presidente

O segundo vice presidente é o Bispo de Roraima, Dom Mário Antônio da Silva. Ele afirma aceitar a indicação com confiança e em nome do povo da Amazônia.

Em breve serão anunciados os novos eleitos para compor a presidência da conferência. Você acompanha a atualização no quadro que preparamos abaixo.


VOCÊ JÁ LEU O NOVO INFORMATIVO DA UNESER ???

Acesse o link: https://www.uneser.com.br/informativos-uneser/


ATENÇÃO

NESTE NOVO LAY-OUT DO SITE VOCÊ DEVE COLOCAR O MOUSE NO MENU ACIMA E SOBRE AS OPÇÕES DE PÁGINAS QUE SÃO APRESENTADAS.

EM DETERMINADOS ASSUNTOS APARECERÃO SUB-PÁGINAS QUE TAMBÉM PODERÃO SER VISITADAS.

QUANDO HOUVER O SINAL > APÓS A PALAVRA, CLIQUE SOBRE ESTE SINAL QUE APARECERÃO OUTRAS SUB-PÁGINAS A SEREM CONSULTADAS CLICANDO TAMBÉM SOBRE ELAS.

NO FINAL DO MENU VOCÊ ENCONTRA A OPÇÃO "MAIS" COM MUITAS OPÇÕES DE CONSULTAS.


"Fortes na fé, alegres na esperança, ardentes na caridade, inflamados pelo zelo, humildes e sempre dados à oração."

Constituição dos Redentoristas nº 20


HINO DA UNESER

LETRA E MÚSICA DO PADRE JOSÉ DE ANCHIETA TAVARES, CSSR

Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=R-9NMsELjw8

Produção: CortezVídeo


O papel dos ex-seminaristas na Igreja

Por Pe. J. B. Libanio, sj

As experiências passadas desempenham papel extremamente ambivalente na vida das pessoas. Umas servem de alento, de força vital, de incentivo para caminhar, crescer, abrir-se ao mundo. Outras paralisam, bloqueiam, inferiorizam as pessoas. É difícil entender por onde passa o divisor de águas. Tal constatação vale para os ex-seminaristas. Entre eles existem desde ateus e revoltados contra a Igreja, carregando escuras manchas do tempo de seminário, até pessoas que se comovem às lágrimas quando pensam nos idos da vida clerical.

Esse numeroso contingente de homens, hoje espalhado pelo país e fora dele, por profissões e atividades bem diversas, merece atenção pastoral especial. Além das habilidades que adquiriram depois da saída do seminário, muitos conservam excelente formação religiosa e teológica que prestaria valiosa contribuição para a comunidade eclesial.

Não temos a mínima ideia da riqueza humana e religiosa que os ex-seminaristas significam. Um primeiro passo para tomar pé nesse enorme oceano humano consiste em levantar-lhes os nomes e dados mínimos sobre a dupla experiência do tempo de seminário e depois dela. Acrescentar-se-ia a esse primeiro levantamento uma coluna de sugestões e de disponibilidade pastoral que oferecem.

Que tal se alguma cúria ou secretariado de pastoral criasse um site de ex-seminaristas e aí se conversasse com a finalidade de agrupá-los, pô-los em relação entre si e com alguém que os coordenasse? Quanta proposta maravilhosa surgiria!

Certas pessoas dispõem de potencial incalculável que, entretanto, não rendem frutos por falta de ocasião ou de algum empurrãozinho inicial. Talvez nem lhes tenha ocorrido que, com a formação recebida no seminário diocesano ou religioso, contribuiriam altamente para o enriquecimento da vida da Igreja. A catequese, a pastoral da juventude, o ministério da escuta, a ajuda em campos específicos - psicológicos, jurídicos, técnicos e outros - encontrariam inúmeras pessoas disponíveis que, além dos talentos profissionais, trazem experiências espirituais de valor.

Os seminários e a vida religiosa já viram passar por seus muros multidões inumeráveis de jovens que guardam recordações positivas e gratidão pelo que receberam. Falta acordar sua memória e impulsionar-lhes o desejo de pôr em prática sonhos um dia acalentados.

Mesmo em relação aos que sofreram traumas ou saíram marcados negativamente, há espaço para a reconciliação. Os antigos já nos semearam a memória com ditos segundo os quais o tempo é ótimo juiz das coisas, cura as feridas, lapida as pedras, abranda o ódio, muda a si e a nós com ele. Apostando no futuro, faz-se possível a dupla pastoral com os ex-seminaristas: de valorização de seu cabedal de riqueza espiritual, intelectual e humana e de "purificação da memória".

* Doutor em Teologia pela Universidade Gregoriana de Roma. Há mais de três décadas vem se dedicando ao magistério e à pesquisa teológica. Tem vários livros publicados no Brasil e no exterior. É vigário da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte-MG.

Pe. J. B. Libanio, sj