Testemunho Vocacional: Pe. Rodrigo Arnoso

12/12/2014 16:28

 

Foto de: A12.com

Pe. Rodrigo Arnoso

Pe. Rodrigo Arnoso

Pe. Rodrigo Arnoso, como é conhecido, nasceu em São Paulo e ingressou no Seminário Redentorista Santo Afonso aos 16 anos de idade,  para cursar o 2° ano do ensino médio, em janeiro de 1995. Foi Prefeito de Igreja no Santuário Nacional de Aparecida e, posteriormente, residiu em Roma, onde concluiu o mestrado em Sagrada Liturgia. Retornou ao Brasil este ano e assumiu a função de professor da disciplina de Sacramento da Unção dos Enfermos e Pastoral da Saúde, no Instituto Teológico São Paulo (ITESP). Hoje, reside na Paróquia Menino Jesus, em Diadema-SP, onde auxilia como vigário paroquial.

1- Como conheceu os missionários redentoristas?

Conheci os Missionários Redentorista em 1989, quando eles assumiram a coordenação dos trabalhos pastorais da Paróquia Senhor Santo Cristo dos Milagres, no bairro de Cidade Tiradentes, em São Paulo.

2- Como você percebeu que tinha vocação para a vida religiosa?

Foto de: arquivo pessoal

Pe. Rodrigo Arnoso

Pe. Rodrigo morou em Roma, 
onde concluiu o mestrado em 
Sagrada Liturgia.

Desde criança, sempre contando com a companhia dos meus pais, frequentava a comunidade paroquial Senhor Santo Cristo. Nesta comunidade, através da participação em diversas pastorais como: Pastoral da Juventude, Movimento Nacional de defesa da Criança e do Adolescente, Movimento de Fé e Política e Pastoral Catequética pude amadurecer o meu senso de perteça a comunidade cristã. Com estes diversos grupos pude experimentar na minha vida pessoal o abraço misericordioso de Deus, que me chamava a dar uma resposta mais radical no seu seguimento. Sentindo que poderia fazer algo mais pela construção do Reino de Deus, decidi conhecer o carisma e espiritualidade da Família Redentorista. Sentindo o chamado do Senhor para viver a vida cristã como um missionário da Copiosa Redenção, procurei o meu pároco Pe. Rodolfo Kroon e a ele expressei o meu desejo de entrar para o seminário. A sua acolhida foi encantadora e ao mesmo tempo motivadora, o que fez aumentar ainda mais no meu coração o desejo de me tornar um consagrado redentorista.

3- Quais as maiores alegrias de seguir a vocação religiosa?

São muitas as alegrias que experimentamos na vida consagrada. O Missionário Redentorista é o homem da estrada, que carregando no peito um coração livre é chamado a evangelizar em muitas realidades. Nestes 12 anos de vida consagrada tive a oportunidade de passar por muitos lugares, realizar diversos trabalhos pastorais e sobretudo conhecer muitas pessoas, as quais defino como toques de Deus em minha vida. Toques que me ajudaram e continuam a me ajudar a ampliar o meu amor pelo anúncio do evangelho aos mais pobres e abandonados, a exemplo do nosso querido pai e fundador Santo Afonso Maria de Ligório.

4- Quais os desafios deste percurso? (caminhada vocacional e formação)

 

O Missionário Redentorista é o homem da estrada, que carregando no peito um coração livre é chamado a evangelizar em muitas realidades.

Tive a graça de viver um longo tempo de preparação para a vida consagrada e sacerdotal. Foram 10 anos vividos em diversas casas de formação, com realidades sociais, religiosas, econômicas e pastorais bem diferentes entre si. Costumo sempre dizer que as alegrias deste tempo de formação foram bem maiores do que os desafios superados. Porém alguns desafios foram importantes para um amadurecimento pessoal, com o intuito de abraçar a vida consagrada com maturidade, disponibilidade de coração e fidelidade criativa no exercício de nossa missão. Para mim um desafio que sempre me interpela é o da preparação espiritual e intelectual, com o escopo de viver bem a vida comunitária.

5- Que mensagem você deixaria para os jovens que estão no processo de discernimento vocacional?

Foto de: Portal A12

Pe. Rodrigo Arnoso.jpg

Celebração no 6º dia da Novena 
de Aparecida, no Santuário Nacional.

O seguimento de Cristo, através da vida consagrada, exige de cada um de nós uma liberdade de coração, que nos transforma em profetas da esperança e da solidariedade, em um mundo onde muitos pregam um individualismo, que não gera relações salutares. Quando nos dispomos a seguir Cristo não perdemos nada, mas ganhamos aquele que deve ser o tudo de nossa vida. Jovem, não se esqueça nunca disto: no nosso SIM encontra-se a vida de muitos. Por isso, vale a pena seguir Aquele nos chama pelo nome, o Cristo Redentor.

 

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