Testemunho Vocacional: Padre Vanin

19/09/2014 17:14
 
Secretariado Vocacional Redentorista, 19 de Setembro de 2014 às 14h15. Atualizada em 19 de Setembro de 2014 às 15h14.

Conversamos com o padre Antônio Carlos Vanin sobre vocação e sobre sua história na Congregação Redentorista. O misisonário trabalhou durante 23 anos no campo da Formação dos estudantes da Congregação. Padre Vanin participou também, durante cinco anos, de trabalhos missionários no Amazonas, com nossos confrades da Vice Província Redentorista de Manaus.

Foto de: arquivo pessoal

Padre Vanin

Padre Vanin

Atualmente, está residindo na cidade de Potim, onde coordena a Comunidade e a Casa de Retiros Irmão Bento, onde durante mais de cinquenta anos funcionou o Seminário São Geraldo, para a formação dos irmãos redentoristas.

Nós perguntamos e o padre Antônio Carlos Vanin respodeu!

 

1- Como conheceu os missionários redentoristas?

Na verdade, na minha infância, antes de entrar para o seminário, eu nunca tinha ouvido falar dos missionários redentoristas até que aconteceram as Missões na minha pequena cidade de Getulina, interior do estado de São Paulo. Na época eu tinha 10 anos e cursava o 4º ano primário. Certamente por influência de meus pais, participantes fervorosos da vida cristã na paróquia da cidade, o desejo de ser padre foi nascendo lentamente dentro de mim, acalentando meus sonhos de criança. Eu já tinha feito a primeira comunhão e era “marianinho”. Assim eram chamados os meninos que faziam parte da Congregação Mariana. Meu pai era congregado mariano de longa data e eu sempre o acompanhava nos momentos devocionais do grupo. Foi quando aconteceram as Missões pregadas pelos missionários redentoristas. Fiquei entusiasmado com os missionários e participei de tudo, especialmente da Missãozinha das Crianças.

Foto de: arquivo pessoal

Padre Vanin em missão

Padre Vavin em missão no Amazonas

 

2- Havia algum tipo de discernimento vocacional antes de entrar para o seminário?

Naquela época não havia nenhuma preparação especial para ingressar no Seminário: nem encontros, nem estágios ou convivências vocacionais. Ao final das Missões, os meninos que manifestavam o desejo de ser padre eram imediatamente encaminhados para ingressar no Seminário Santo Afonso, em Aparecida. Foi assim que aconteceu também comigo. Numa das missõezinhas, o Pe. Gabriel Vilela, de saudosa memória, perguntou à criançada quem queria ser padre. Eu e mais alguns garotos levantamos as mãos e ele pediu que a gente fosse conversar com ele. Depois de algumas conversas e do consentimento de meus pais, os preparativos para o ingresso no seminário se encaminharam rapidamente.

 

Gosto muito de trabalhar com o povo, especialmente o povo mais simples, pobre e sofrido.

Do grupinho que manifestou o desejo de ser padre sobrei somente eu. Dentro de poucas semanas viajei com minha mãe para Aparecida. Tudo aconteceu em poucas semanas, como era costume naquele tempo. Entrei para o Seminário até mesmo sem terminar o 4º ano primário. Eu tinha acabado de completar 10 anos.

3- Como foi seu despertar para a vocação sacerdotal?

Foto de: arquivo pessoal

Padre Vanin em missão no amazonas

Presença das crianças na missão

O testemunho de fé de meus pais, os momentos de oração em família e a participação na vida cristã da paróquia foram o sopro suave de Deus que acendeu e acalentou em mim o desejo de ser padre. Ao entrar para o seminário, o cuidado, a amizade e o testemunho de vida dos meus formadores foram alimentando e fortalecendo dentro de mim o ideal de ser missionário redentorista. A vida de seminário era intensa, alegre e motivadora. Sonhávamos juntos o ideal de sermos “padres, missionários, redentoristas e santos”. Esse era o lema que nossos formadores repetiam continuamente em nossos ouvidos e que foi calando fundo em nossos corações.

4- O que ainda hoje te encanta e te motiva na caminhada missionária?

Há uma passagem do evangelho de Mateus que sempre me tocou e inspirou: “Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor” (Mt 9, 36). Acredito que essa atitude de Jesus, a compaixão diante da dor, do sofrimento e das necessidades do outro, é a força inspiradora de qualquer vocação para a vida sacerdotal e religiosa. Gosto muito de trabalhar com o povo, especialmente o povo mais simples, pobre e sofrido. Estar no meio desse povo e poder, com meus gestos, atitudes e palavras, manifestar o amor, a bondade e a misericórdia de Deus é a força que sustenta e dá sentido à minha vida redentorista.

 

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