Curiosidades das Santas Missões Redentoristas

11/12/2014 21:48

No passado, a Província de São Paulo chegou a ter seis casas missionárias espalhadas pelos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Goiás. Com o passar dos tempos o Rio Grande do Sul, junto com Santa Catarina formaram a Província de Porto Alegre e, por diversas décadas mantiveram duas casas missionárias em Cachoeira do Sul e Lages. Hoje existe apenas a equipe missionária em Lages. Em 1994 a comunidade de Goiás tornou-se uma província independente tendo o seu território hoje estendido para o Mato Grosso e Tocantins. A sua equipe missionária persistiu até início dos anos 2000. A Província de São Paulo, por sua vez, mantém hoje três casas, localizadas em Tietê, São João da Boa Vista e Araraquara. Delas saem os missionários que pregam as Santas Missões, percorrendo boa parte de nosso Brasil.

O primeiro objetivo de cada uma dessas casas é o de abrigar uma equipe, dedicada à pregação das Santas Missões. Neste ano, 19 missionários percorrem muitas cidades do Brasil, anunciando o "Tempo da Graça de Deus" e ajudando as paróquias a se organizarem como uma verdadeira "Rede de Comunidades", buscando, como nos pede a CNBB a sua conversão pastoral.

Foto de: arquivo. 

Envio Missionário em Araraquara

Antes de cada missão se celebra o Envio Missionário.
O povo de nossas comunidades participa intensamente de nossas missões.

Escarafunchando o valioso arquivo missionário existente em Araraquara, e que registra as missões desde o seu início em 1897, destacamos aqui algumas curiosidades sobre este trabalho missionário que tão bem nos caracteriza.

Alto falantes: O ano de 1938 é registrado como aquele em que pela primeira vez se usou os alto-falantes externos nas missões. As equipes, aos poucos, organizariam seus próprios equipamentos levados em todas as missões

Muitas crismas: Até o ano de 1980 os missionários gozavam de uma licença especial, podendo crismar no lugar do bispo. Em muitas missões, o número de crismas superava até mesmo o das confissões. Na primeira missão da equipe de Araraquara, em Novo Horizonte, no ano de 1920, crismou-se 2.587 pessoas e confessou-se bem menos, 1.035. Em Itajobi, as crismas foram 3.711 e as confissões 465.

Realidade dos números: Naquele tempo o sucesso de uma missão era avaliado pelos números. As crônicas das missões sempre registram a abundância de confissões, comunhões, crismas, casamentos, práticas (instruções) e doutrinas (homilias ou sermões). Por exemplo, na missão acontecida em Ribeirão Preto, em dezembro de 1922, com a equipe formada pelos padres Chagas, Antão, Alves e Souza foram atendidas 3.600 confissões, distribuídas 5.700 comunhões (1.000 só dos homens), legitimados 82 casamentos e feitas 1.000 primeiras-comunhões.

Dificuldades de transportes: Como é de se esperar, as dificuldades de transporte e locomoção daquele tempo eram grandes. Quase sempre os missionários viajavam de trem ou então no lombo dos animais. O carro foi usado pela primeira vez em Pederneiras, mas os missionários sentiram-se culpados por isso. As crônicas registram o uso da jardineira pela primeira vez na missão de Frutal, em Minas Gerais.

Pouca bagagem: Se as condições de transporte eram difíceis, havia, porém, um facilitador; a pouca bagagem levada pelos missionários. Esta se resumia quase sempre numa pequena mala com seus objetos pessoais e outra com os objetos de missa. Mais tarde foi incluída outra mala com as famosas lembrancinhas das missões como medalhas, terços, santinhos... e os folhetos de oração, antecedentes do nosso famoso e inigualável livro 'Fé e Vida'.

Fotografias: Há o registro de que no ano de 1929, em Campo Belo (MG) se começou o costume de tirar fotografias especialmente no final da missão, costume este sistematizado a partir de 1934. Hoje com as máquinas digitais e com os celulares... tudo mudou!

Foto de: arquivo.

Igreja Santa Terezinha de Tietê

A equipe missionária que mora em Tietê tem Santa Terezinha como a patrona das nossas missões.

Chegadas e partidas: Os missionários davam grande importância à sua chegada na cidade que seria missionada e também à saída, e isto por várias razões. Como não havia meios de comunicação e propaganda adequados e abundantes como hoje, uma recepção festiva e calorosa servia de propaganda e ali sempre se fazia o convite à participação. A partida, por sua vez, com a multidão acompanhando os missionários até a estação do trem, servia como avaliação do resultado da missão e se tinha um termômetro de como a missão havia mexido com a população.

Foto de: arquivo. 

Cruzeiro e Igreja de São João da Boa Vista

As Santas Missões propagam a devoção mariana, como caminho de uma maior intimidade com Cristo.

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