diretor

UMA VEZ REDENTORISTA, SEMPRE REDENTORISTA!
 
Há situações pelas quais passamos que o tempo dilui e deixam de fazer parte de nós, caindo no esquecimento.
Há outras situações que são agradáveis e sacramentais que gostaríamos que nunca se apagassem de nossa memória e de nossa vida. São gratificantes.
Há também situações que não aceitamos no acervo de nosso passado e brigamos com elas e com quem delas nos falam. O que ganhamos com isso? Seria muito mais fácil aceitá-las e acomodá-las entre tantas coisas que estão conosco, certamente elas não nos machucariam tanto.
Às vezes me pergunto por que alguns reagem tão violentamente quando lembramos a eles seu passado redentorista. Será que foi tão ruim assim?  Ou será a dor da incapacidade de dar a volta por cima? Superar-se, ultrapassar-se é uma necessidade para se obter um equilíbrio razoável que permita aos outros viverem felizes ao seu lado. Por outro lado há gente que faz questão de viver infeliz.
Ter sido redentorista um dia e poder continuar redentorista foi uma das grandes ofertas que a vida fez a todos nós. Pelo menos essa oferta nos levou à montanha e nos mostrou um ideal para se viver feliz. Mas para quem gosta da planície, sobra apenas a sorte da mulher de Lot: virar estátura de sal.(Gn 19-26)
 
Abraço
Pe. Libardi, 01.11.2006

Editorial

VALEU A PENA
 
Pela primeira vez nestes doze anos de UNESER estou assinando um texto, como editorial. Algo não me deixa calar quanto à realização deste último  encontro. Quase nada a princípio estava saindo como planejamos – a casa em reforma, menos acomodações,  não poder usar o palco para os belos shows...e, nesse embalo, restrições... a cessão de uma simples sala para acomodar os registros, os materiais... se torna enorme obstáculo! Bem...todavia ELE sempre nos reserva surpresas e repete “Homens de pouca fé...” Assim, não vou reclamar, mas só agradecer. Agradecer: a Lili e nossa amiga Lourdinha, que conseguiram receber e acolher a todos; ao Catto, com seu carisma, e equipe de Tietê, que nos proporcionaram momentos emocionantes na parte religiosa e litúrgica. Ao Afonso Carvalho, com dedicação, “se virou” e nos brindou, no refeitório mesmo, com show de imagens, palavras e emoções. Ao Paulinho de Oliveira, responsável pela concretização da palestra da Dra. Sônia, que foi portadora de linda lição de vida, que nos faz acreditar em nosso potencial de ser caminho e realizador de nosso próprio destino, sendo exemplos e colaboradores para nossos irmãos; ao Tião Guará que, com sabedoria no assunto, conduziu com muita maestria a parte recreativo/musical; aqueles que nos brindaram com seus  testemunhos e exemplos de vida, que, como estrelas, brilharão em  nossos caminhos quando talvez possam estar escuros: obrigado Edélcio, Hélio Magdalena (com todo o respeito “nosso jovem de mais de 80 anos”!) igualmente aos “jovens” irmãos Xisto e Germano; aqueles que vieram pela primeira vez e nos brindaram com seus exemplos de vida ( alguns de longe, o Cláudio Eustáquio, de Portugal; o Paulino Figueroa, da Bolívia), com muito calor humano e o ideal alfonsiano borbulhando nos olhares e nas palavras; obrigado aos diversos padres que nos presentearam com suas presenças e mais ainda àqueles que fizeram todos os esforços para o sucesso de nosso encontro, como, por exemplo, da comunidade do Seminário, o atencioso Pe. Sebastião Marques; obrigado àqueles que não puderam estar presentes, mas que fizeram questão de marcar suas presenças através de telefonemas, e mails, cartas; ao Nelsinho Alves Nunes, nos bastidores, na lojinha;...enfim...a todos e em especial, claro, ao Pe. Libardi como também aos que são o alicerce da UNESER...A minha gratidão a todos que pude abraçar e me fizeram pensar em Deus, em sua grandeza e como a vida, que d’ELE vem, é misteriosa, gratuita e cheia de surpresas.
 
Mané
 
   
A UNESER é nossa barca, que nos ajuda a retomar o caminho de nossa consagração no seguimento de Jesus. Parece o velho baú, em que a gente sempre encontra alguma coisa, porque quem tem, põe e quem não tem, tira. Por isso que é importante a presença de cada um que fez a experiência do seminário. Por mais que a pessoa se mostre resistente em estar conosco e até dê a impressão de que gostaria de se esquecer desse tempo de seminário, ele vai  trazer sempre dentro de si a lembrança e o convite do Senhor sempre vai aflorando em seu interior.
O que realmente queremos é que essa juventude que passou por nós e conheceu a espiritualidade redentorista consiga ainda encontrar nela a inspiração para viver com gratidão e na experiência de um amor tão grande e generoso que Deus tem por cada um de nós.
Se sentimos esse amor, vamos ter alegria de dizer para os outros: esse Deus ama também a você.
 
UMA VEZ REDENTORISTA, SEMPRE REDENTORISTA!
 
Pe. Libardi
 
 
 
O tempo de Deus não é igual ao nosso tempo. Quantas vezes queremos que tudo aconteça como nós planejamos e, ao nos sentirmos frustrados, despejamos a culpa em Deus. Não adianta  terceirizar a causa de nossos insucessos.
É bem melhor olharmos para dentro de nós, termos coragem de nos enfrentar e procurar nas dobras do coração: nossa falta de generosidade e gratidão pela vida; nossa incapacidade de olhar para os outros  e estender a mão; nossas ambições e egoísmos; nosso desinteresse em ser de Deus.
Enquanto não conseguirmos levantar o vôo, deixar as preocupações e procurar o “único necessário”, não vamos sentir a alegria nem perceber onde está a felicidade.
Há muita gente sentada à beira da estrada. É preciso se levantar e vir para o meio para brindar a vida conosco. Olhe um pouco para fora de você.
 
Abraço,
Pe. Libardi , CSSR
(Uma vez redentorista, sempre redentorista.)